Zanardi, Aquidauana MiquelotoStefanello, Guilherme2026-02-092026-02-092022-08-30STEFANELLO, Guilherme. Qualidade de folhas e flores de capuchinha sob dois regimes hídricos. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Bacharelado em Agronomia) – Instituto Federal de Santa Catarina, São Miguel do Oeste, 2022.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/349Com o aumento na demanda por alimentos mais diversificados, seguros e nutritivos, como alternativa cresce o estudo, a produção e a comercialização das PANCs, plantas alimentares não convencionais, que são alimentos, com um bom valor nutricional que acabaram sendo esquecidas e pouco exploradas comercialmente. A capuchinha [Tropaeolum majus L. (Brassicales: Tropaeolaceae)] é uma planta herbácea de porte rasteiro que tem sido pouco explorada comercialmente, apesar da boa aceitabilidade do público e apresentar grande procura pela gastronomia devido seu sabor levemente picante e embelezamento de pratos e molhos. Na região Extremo-Oeste Catarinense, em virtude de grande parte das propriedades se caracterizarem como agricultura familiar, a produção de capuchinha pode ser uma alternativa para diversificação da produção e de renda aos agricultores de base familiar. Porém, nos últimos anos, a ocorrência de estiagem nos meses mais quentes do ano tem sido bastante frequente, resultando em perdas de produtividade que variam de acordo com a cultura e manejo, sendo necessário, por vezes, a utilização de irrigação como alternativa para mitigar essas perdas. Assim, objetivou-se com este estudo avaliar a influência do manejo hídrico na qualidade dos atributos físico-químicos de plantas de capuchinha submetidos a dois sistemas de produção, sequeiro e com irrigação por gotejamento. O trabalho foi desenvolvido na área experimental do Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus São Miguel do Oeste (IFSC-SMO), São Miguel do Oeste, Santa Catarina. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente aleatorizado com dois tratamentos e quatro repetições. As mudas de capuchinha da variedade ‘Jewel’ foram cultivadas em bandejas de poliestireno e transplantadas na área experimental. O manejo da irrigação foi realizado de forma indireta com a utilização de tensiômetros. A colheita das folhas e flores ocorreu cerca de 20 dias após a plena floração. As folhas e flores foram transportadas para o laboratório de Fitossanidade e Fisiologia Vegetal do IFSC-SMO para avaliação da massa fresca, coloração da epiderme, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT) e teor de ácido ascórbico (AA). Os resultados indicaram nenhuma diferença na AT e massa fresca de folhas e flores. Flores de plantas cultivadas em sequeiro e folhas de plantas cultivadas sob irrigação exibiram maiores teores de SS e de AA em comparação as flores de plantas irrigadas e folhas de sequeiro, respectivamente. Nas análises de coloração, flores de plantas irrigadas apresentaram maiores valores de croma (C) e “b” conferindo coloração amarela mais intensa a este órgão. Porém, folhas de plantas irrigadas exibiram maiores valores dos parâmetros “a”, “b” e C, e menores em L e °h, apresentando coloração verde mais intenso e de pouco brilho em relação as folhas de plantas sequeiro. Portanto, o uso de irrigação afeta os atributos físicos-químicos de flores e folhas de capuchinha. Mesmo assim, estudos adicionais devem ser realizados para obtenção de resultados mais consistentes.Português BrasilTropaeolum majusCapuchinha do BrasilIrrigaçãoQualidade de folhas e flores de capuchinha sob dois regimes hídricosTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoCIENCIAS AGRARIAS