Arcari, Stefany GrutzmannFrizzo, Ana JuliaGasperin, Marieli2026-01-262026-01-262025-08-11FRIZZO, Ana Julia; GASPERIN, Marieli. Percepção sensorial de vinhos Sauvignon blanc produzidos com leveduras selvagens. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Tecnologia em Alimentos) – Instituto Federal de Santa Catarina, São Miguel do Oeste, 2025.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/172Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o efeito de leveduras selvagens selecionadas de vinhedos da IG Vinhos de Altitude de Santa Catarina na percepção sensorial de aroma, cor e sabor de vinhos Sauvignon blanc. Uvas da variedade Sauvignon blanc, de São Joaquim – SC, foram colhidas com 22 ºBrix de sólidos solúveis totais. O experimento controle (C) foi fermentado com cepas de S. cerevisiae (Zymaflore® CX9). O experimento A foi fermentado com cinco cepas selvagens de S. cerevisiae (01PP, 12M, 13PP, 26PP e 41 PP), isoladas de vinhedos da IG Vinhos de Altitude de Santa Catarina. O experimento B foi fermentado com cinco cepas selvagens de S. cerevisiae (01PP, 12M, 13PP, 26PP e 41 PP) e, 48h depois, a fermentação recebeu um inóculo de S. cerevisiae CX9. Cento e trinta consumidores habituais de vinho (55 homens e 75 mulheres) participaram da análise sensorial, utilizando um questionário CATA (Check all that Apply) com 22 atributos e escala hedônica de 9 pontos. Os dados do teste de aceitação foram avaliados por cluster hierárquico aglomerativo pelo método de Ward, por Análise de Variância e Teste de Tukey. Os dados obtidos no CATA foram avaliados pelo teste Q de Cochran. Observou-se diferença significativa quanto a aparência, em que o vinho obtido por co-fermentação (B) apresentou a maior nota (7,85), indicando que os consumidores gostaram moderadamente. Não foram observadas diferenças significativas para os atributos de odor e sabor dos vinhos Sauvignon blanc. Quanto à aceitação global dos produtos, observou-se dois grupos de consumidores com padrões de aceitação diversos: (grupo 1 = 105 consumidores) atribuíram notas de aceitação para as três amostras, sem diferença significativa entre elas (A = 7,76; B = 7,71; C = 7,71) e (grupo 2 = 25 consumidores) atribuíram notas de indiferença para todas as amostras, (A = 5,20; B = 6,60; C = 6,40), com pior desempenho para o vinho fermentado com leveduras selvagens. Para o experimento A, os avaliadores perceberam majoritariamente o vinho límpido, amarelo claro, com reflexo esverdeado, com aromas de abacaxi, limão e maracujá e sabor persistente, caracterizando-o como um vinho equilibrado. No experimento controle (C), os atributos indicados foram aroma fraco, com notas herbáceas de broto de tomate e aroma de flores brancas, coloração amarelo claro, bom volume na boca, sabor persistente e levemente doce, o caracterizando como um vinho equilibrado. O experimento B expressou o aroma de flores brancas, aromas cítricos de abacaxi e limão, acidez equilibrada, alcoólico e levemente doce, o caracterizando como um vinho equilibrado. Conclui-se que a incorporação de leveduras selvagens, tanto em co-fermentações quanto em processos de vinificação convencionais, representa uma oportunidade substancial para enriquecer os produtos com características sensoriais únicas. Ademais, percebe-se que existe um segmento da população que se interessa por vinhos elaborados com leveduras selvagens, pelas suas características sensoriais.Português BrasilVinho brancoAvaliação sensorialSaccharomyces cerevisiaePercepção sensorial de vinhos Sauvignon blanc produzidos com leveduras selvagensTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoCIENCIAS AGRARIAS