Cunha, Alexandre Pareto daBuzzi, Jéssica BraatzSilva, Matheus Augusto Martinelli da2026-03-182024-12-162026-03-182024-12-02BUZZI, Jéssica Braatz; SILVA, Matheus Augusto Martinelli da. Analisar a automedicação em estudantes de enfermagem com base na teorista Madeleine Leininger. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Curso de Bacharelado em Enfermagem. Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Joinville, 2024.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/671Introdução: O uso inadequado de medicamentos é uma preocupação de saúde pública, com consequências sérias para os pacientes. A automedicação, que envolve a utilização de medicamentos sem orientação médica, é uma prática comum no Brasil, é caracterizada pela tomada de medicamentos sem receita médica. O estudo concentrou-se na automedicação entre estudantes matriculados no Bacharelado em Enfermagem do Instituto Federal de Santa Catarina, buscando compreender e analisar a automedicação e sua relação com a sobrecarga acadêmica. Objetivo: Identificar percepções e fatores associados à automedicação entre os estudantes do bacharelado de Enfermagem do Instituto Federal de Santa Catarina. Método: Tratou-se de um estudo com abordagem qualitativa, descritiva, narrativa, que foi construído no período de Dezembro de 2023 a Setembro de 2024, foi empregado o método de entrevistas semiestruturada com os alunos matriculados no Instituto Federal que cursam o Bacharelado em Enfermagem. A coleta e a análise de dados foi realizada por meio da análise de conteúdo, utilizando a metodologia proposta por Bardin, a qual inclui três fases distintas: pré-análise, codificação e categorização. Esse trabalho é importante para contribuir com a conscientização sobre a automedicação e suas implicações na prática profissional, com a esperança de promover um uso mais seguro e eficaz de medicamentos entre os estudantes e futuros profissionais da saúde. Resultados: A análise das entrevistas revelou que a automedicação entre os estudantes de enfermagem do Instituto Federal de Santa Catarina é uma prática comum, muitas vezes influenciada pela sobrecarga acadêmica e pela fácil acessibilidade a medicamentos. Os participantes relataram que a pressão dos estudos, aliada ao conhecimento prévio sobre medicamentos, favorece a prática da automedicação como uma forma de lidar com sintomas como dores de cabeça, insônia e estresse. Além disso, a maioria dos estudantes não percebe os riscos associados à automedicação a longo prazo, o que destaca a necessidade de uma maior conscientização. Observou-se também que muitos dos alunos consideram a automedicação uma prática aceitável, subestimando seus potenciais efeitos adversos. Conclusão: O estudo confirmou a hipótese de que os estudantes de enfermagem, devido à intensidade da carga acadêmica e ao acesso constante a informações sobre medicamentos, recorrem frequentemente à automedicação. Com 81,25% dos entrevistados adotando essa prática, fatores como a falta de tempo e a facilidade de acesso a medicamentos foram identificados como os principais motivos. Embora o conhecimento adquirido no curso aumente a cautela, ele não impede a automedicação. Além disso, o estudo apontou dificuldades em manter uma rotina de autocuidado, especialmente no que tange à saúde mental e à prática de exercícios físicosPortuguês BrasilEstudantes de enfermagemSaúde mentalAutomedicaçãoAnalisar a automedicação em estudantes de enfermagem com base na teorista Madeleine LeiningerTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoCIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM