Colaço, Fernando Henrique GruberScarmagnani,Robson2026-06-162026-06-162015-02-11SCARMAGNANI, Robson. Estudo da corrosão em aços inoxidáveis Austeníticos 316 e 316L, soldados por atrito e usinados. 2015. Trabalho de conclusão de curso (Curso Superior de Tecnologia em Fabricação Mecânica) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Câmpus Jaraguá do Sul – Rau, 2015.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/1691Aços inoxidáveis são basicamente ligas de Fe-Cr que apresentam elevada resistência à corrosão e ao calor. Adições de outros elementos de liga, além do processamento térmico, conferem propriedades para aplicações específicas, como no caso dos aços austeníticos. A seleção do material para determinado componente requer análise não só do ambiente em que este será aplicado, como também das etapas do processo de fabricação. Alguns eixos de motores elétricos são produzidos em duas partes: a interna ao motor em aço-carbono, para que ocorra magnetização e opere adequadamente, e a externa ao motor em aço inoxidável, a qual ficará exposta ao ambiente. As partes são unidas utilizando-se soldagem por atrito e posteriormente usinadas. O aço inoxidável austenítico 316 é muito utilizado em ambientes marinhos ou em altas temperaturas. Porém, quando exposto a temperaturas entre 400°C e 900°C pode sofrer sensitização de carbonetos de cromo. Para contornar esta situação, recomenda-se a substituição por aço inoxidável austenítico com baixo teor de C (classe L). O aço inoxidável pode ser contaminado por C, como por exemplo, durante a usinagem, formando carbonetos de cromo e diminuindo a passividade do aço inoxidável. Neste trabalho foram comparados e analisados o efeito da usinagem em dois tipos de juntas dissimilares: aço-carbono com aço inoxidável austenítico 316 e aço-carbono com aço inoxidável austenítico 316L. As juntas foram soldadas por atrito e, posteriormente, a parte de aço inoxidável foi usinada. Um grupo contendo os dois tipos de juntas foi usinado com ferramenta nova e outro com ferramenta já utilizada na usinagem de aço-carbono. Os testes realizados foram o ensaio de névoa salina por 504h, simulando ambientes marinhos e ensaio eletroquímico para a verificação da corrosão intergranular. Foi mensurada a dureza em pontos diferentes no material para verificação da difusão do C devido à soldagem. Os resultados indicam que não ocorreu corrosão intergranular, nem difusão de C no aço inoxidável e notou-se um aumento da quantidade de pites.Stainless steels are basically alloys of Fe-Cr which shows high resistance to corrosion and heat. Additions of other alloying elements, besides to thermal processing, provide properties for specific applications, such as for austenitic steels. The material selection for a particular component analysis requires not only the environment in which it will be applied, but also the steps of the manufacturing process. Some shafts of electric motors are produced in two part:. The internal to occur rotate magnetization, in mild steel and the external to in stainless steel, in which it will be exposed to the environment. The parts are joined using friction welding and subsequently machined. The 316 austenitic stainless steel is widely used in marine environments or at high temperatures. However, when exposed to temperatures between 400°C and 900°C may undergo precipitation of chromium carbides. To circumvent this situation, the replacement by austenitic stainless steel with low carbon content (class L) is recommended. The stainless steel may be contaminated with carbon, such as, during machining, forming chromium carbides and reducing the passivity of stainless steel. This study compared and analyzed the effect of machining on two types of dissimilar joints, mild steel with 316 stainless and mild steel with stainless steel 316L. The joints were welded by friction and thereafter the part was machined stainless steel, a group containing both types of joints were machined to new tool with tool and other group of contaminated C. The tests were carried out by the salt spray attack for 504horas, and marine environments simulating electrochemical attack for the verification of intergranular corrosion. Hardness at different points in the material for scanning the diffusion of carbon due to welding was measured. Under these conditions the joints were exposed, there was no significant difference in intergranular corrosion between them. The results shows that neither intergranular corrosion happen, nor decarburization in the stainless steel and it was noticed an increase in the amount of pitting corrosion.Português BrasilAço inoxidávelSoldagemUsinagemEstudo da corrosão em aços inoxidáveis Austeníticos 316 e 316L, soldados por atrito e usinadosTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoENGENHARIAS