Herdies, Dirceu LuisHanada, Ana Paula Marcon2026-08-262026-08-262024-09-20HANADA, Ana Paula Marcon. A poluição atmosférica em Santa Catarina: estudo de 2008 a 2022. 2024. Dissertação (Mestrado Profissional em Clima e Ambiente) – Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2024.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/2371O estudo investigou a poluição atmosférica em Santa Catarina ao longo de 15 anos (2008-2022), com foco nos poluentes das Diretrizes Globais de Qualidade do Ar da OMS. A análise baseou-se em dados de licenciamento ambiental, reanálises e sensores de satélite, abordando 51 atividades potencialmente poluidoras e 1.398 empresas, resultando na identificação de 15 áreas críticas. As tendências das séries históricas foram avaliadas pelo teste de Mann- Kendall e um Ranking foi criado para priorizar áreas mais afetadas. Foi constatada uma relação entre a concentração de NO2 e indústrias, enquanto os particulados e SO2 apresentaram padrões de dispersão influenciados por condições atmosféricas. Foi revelado aumento de Black Carbon e carbono orgânico, e queda de SO4 e O3. A pesquisa apresentou uma climatologia sazonal e mensal, evidenciando variações significativas na concentração dos poluentes, sugerindo a necessidade de políticas adaptadas para o controle da poluição em diferentes regiões e períodos do ano. A concentração de grande parte dos poluentes é maior na Primavera, que pode estar relacionada a fatores sazonais específicos, como mudanças nas condições meteorológicas, aumento de atividades agrícolas e industriais, além de variações nos padrões de transporte atmosférico. Durante o Inverno, observou-se que os níveis de SO2 e NO2 são mais elevados, podendo ser atribuído ao aumento das emissões de fontes estacionárias, que são mais utilizados em meses mais frios, além das condições atmosféricas que dificultam a dispersão. A climatologia mensal dos poluentes revela variações significativas nas concentrações ao longo do ano. Em Janeiro, há menores níveis de Black Carbon e NO2, devido a condições favoráveis à dispersão, enquanto Maio apresenta as menores concentrações de SO4, MP2,5, CO e O3, provavelmente influenciadas pelas condições climáticas do Outono. Em Junho, a baixa presença de carbono orgânico e sal marinho contrasta com o aumento de SO2, e em Julho, observa-se um pico de NO2, associado a atividades industriais e agrícolas. Setembro se destaca com as maiores concentrações de diversos poluentes, resultado de fatores antropogênicos e condições atmosféricas desfavoráveis. Novembro e Dezembro têm redução nos poluentes Dust, MP2,5 e SO2, com Dezembro mostrando maior concentração de sal marinho. Foi observado um aumento significativo nos níveis de poluentes atmosféricos durante os períodos de 2010/2011 e 2021/2022, provavelmente influenciado pelo fenômeno climático La Niña. A avaliação dos escores de poluição atmosférica foi realizada em duas etapas: primeiro, atribuiu-se um escore individual para cada poluente em cada ponto de amostragem e, depois, calculado um escore final somando os escores individuais. O Ponto 5, na região de Joaçaba e Herval d’Oeste, apresentou o maior índice de poluição, seguido pelo Ponto 6, em Lages, e o Ponto 4, em Chapecó. Com base nesses resultados, esses locais foram indicados como prioritários para a instalação de estações de monitoramento da qualidade do ar em Santa Catarina. As observações sobre a dispersão e concentração de poluentes fornecem subsídios para o planejamento de medidas de mitigação da poluição do ar e a preservação da saúde pública.The study investigated air pollution in Santa Catarina over 15 years (2008-2022), focusing on pollutants from the WHO Global Air Quality Guidelines. The analysis was based on environmental licensing data, reanalyses, and satellite sensors, addressing 51 potentially polluting activities and 1,398 companies, resulting in the identification of 15 critical areas. Trends in historical series were evaluated using the Mann-Kendall test, and a Ranking was created to prioritize the most affected areas. A relationship between NO2 concentration and industries was found, while particulates and SO2 showed dispersion patterns influenced by atmospheric conditions. An increase in Black Carbon and organic carbon was revealed, along with a decrease in SO4 and O3. The research presented a seasonal and monthly climatology, highlighting significant variations in pollutant concentrations, suggesting the need for adapted policies to control pollution in different regions and periods of the year. The concentration of many pollutants is higher in Spring, which may be related to specific seasonal factors such as changes in meteorological conditions, increased agricultural and industrial activities, and variations in atmospheric transport patterns. During Winter, SO2 and NO2 levels are higher, possibly due to increased emissions from stationary sources, which are more utilized in colder months, as well as atmospheric conditions that hinder dispersion. The monthly climatology of pollutants reveals significant variations in concentrations throughout the year. In January, lower levels of Black Carbon and NO2 occur due to favorable dispersion conditions, while May shows the lowest concentrations of SO4, PM2,5, CO, and O3, likely influenced by Autumn’s climatic conditions. In June, the low presence of organic carbon and sea salt contrasts with the increase of SO2, and in July, a peak of NO2 is observed, associated with industrial and agricultural activities. September stands out with the highest concentrations of various pollutants, a result of anthropogenic factors and unfavorable atmospheric conditions. November and December show a reduction in Dust, PM2,5, and SO2 pollutants, with December showing a higher concentration of sea salt. A significant increase in atmospheric pollutant levels was observed during the 2010/2011 and 2021/2022 periods, likely influenced by the La Niña climatic phenomenon. The air pollution scores were evaluated in two stages: first, an individual score was assigned to each pollutant at each sampling point, then a final score was calculated by summing the individual scores. Point 5, in the region of Joaçaba and Herval d’Oeste, presented the highest pollution index, followed by Point 6, in Lages, and Point 4, in Chapecó. Based on these results, these locations were indicated as priorities for the installation of air quality monitoring stations in Santa Catarina. Observations on pollutant dispersion and concentration provide support for planning air pollution mitigation measures and preserving public health.Português BrasilAr – PoluiçãoAr - Controle de qualidadeEfeito da poluição do arA poluição atmosférica em Santa Catarina: estudo de 2008 a 2022DissertaçãoAcesso AbertoCIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS