Zanardi, Odimar ZanuzoMagri, Jheinifer Perin2026-05-292026-05-292025-08-29MAGRI, Jheinifer Perin. Toxicidade e bioefetividade de acaricidas para o manejo do ácaro-rajado na cultura do morangueiro. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Bacharelado em Agronomia) – Instituto Federal de Santa Catarina, São Miguel do Oeste, 2025.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/1581A incidência de fitopatógenos e pragas tem sido um dos principais fatores que limitam o normal crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura do morangueiro Fragaria × ananassa Duch. (Rosales: Rosaceae), uma das “minor crops” mais cultivadas e consumidas no mundo. Dentre as pragas, o ácaro-rajado Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) é considerado praga-chave da cultura devido ao grande potencial biótico, ampla gama de hospedeiros, distribuição e potencial de causar danos às plantas de morangueiro. Na região Extremo-Oeste de Santa Catarina, o manejo do ácaro-rajado em cultivos de morangueiros tem sido realizado basicamente com a aplicação de acaricidas sintéticos à base de abamectina durante todo o ciclo da cultura. No entanto, a efetividade deste acaricida tem sido bastante variável, resultando, muitas vezes, em falhas no controle e prejuízos econômicos aos produtores de morangos da região. Portanto, objetivou-se com este estudo avaliar os níveis de toxicidade aguda diferencial, os efeitos subletais na reprodução, a persistência biológica e a bioefetividade dos acaricidas à base de espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina sobre o ácaro- rajado. Os resultados mostraram que os acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina proporcionaram alta toxicidade aguda para fêmeas de T. urticae, de maneira dependente da população [população suscetível (Pop.SUS) × população proveniente de plantas de morangueiro cultivadas em casa de vegetação no IFSC-SMO (Pop.SMO)], da concentração e do tempo de exposição dos ácaros aos resíduos dos produtos. No entanto, a Pop.SMO foi 3,69 vezes mais tolerante à abamectina do que a Pop.SUS. Além da toxicidade aguda, todos os acaricidas proporcionaram reduções exponenciais na fecundidade e lineares (exceto para espirodiclofeno) na fertilidade das fêmeas da Pop.SMO do ácaro-rajado. Em relação à persistência biológica, os resultados mostraram que os acaricidas à base de oximatrine e abamectina [mortalidade ≥ 80% até 1 dia após a aplicação (DAA)] apresentaram menor persistência biológica quando comparados aos acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito (mortalidade > 77% até 3 DAA). Porém, no teste de eficácia, os resultados demonstraram que acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito e oximatrine exibiram alta efetividade (redução populacional > 86%) para o controle da Pop.SMO da praga. No entanto, nível de eficácia de aproximadamente 75% foi registrado para o acaricida à base de abamectina. Portanto, os acaricidas sintéticos espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito e o biopesticida à base de oximatrine constituem ferramentas importantes para serem utilizados em substituição aos acaricidas à base de abamectina ou em programas de rotação de ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos.Português BrasilFragaria ananassaÁcaros rajadosTetranychus urticaeAcaricidaMorangoToxicidade e bioefetividade de acaricidas para o manejo do ácaro-rajado na cultura do morangueiroTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoCIENCIAS AGRARIAS