Capelesso, Adinor JoséZüge, Anderson André2026-02-092026-02-092022-02-11ZÜGE, Anderson André. Desenvolvimento natural e resposta de diferentes épocas de aplicação de etefon na maturação de figos roxo de valinhos. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Bacharelado em Agronomia) – Instituto Federal de Santa Catarina, São Miguel do Oeste, 2022.https://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/353A produção nacional de figos (Ficus carica L.) se concentra nos meses de janeiro a março, momento em que a grande oferta impacta negativamente no preço da fruta in natura. Diante desse cenário, o emprego de técnicas para adiantar e regular a oferta de figos pode permitir obter uma melhor precificação e melhorar os resultados econômicos da cultura. O uso de etileno ou de substâncias análogas a esse hormônio para antecipar e uniformizar a colheita dos figos é comum entre produtores, mas persistem alguns entraves para melhorar seus resultados. A necessidade de adaptar essa orientação à realidade da região Extremo Oeste Catarinense resultou no estudo sobre o estágio de desenvolvimento adequado para a aplicação do etileno. Este trabalho teve como objetivo aperfeiçoar a técnica de indução artificial de maturação dos figos com aplicação de etileno (etefon) em diferentes estágios de desenvolvimento dos sicônios. Para a realização do estudo estabeleceu-se dois experimentos, sendo conduzidos na Safra 2020/21. O primeiro buscou caracterizar o desenvolvimento natural dos sicônios. Já o segundo buscou avaliar a resposta da aplicação do etefon (500 ppm) em diferentes datas de aplicação. O estudo foi realizado em um pomar comercial de 0,3 ha, cultivado em um espaçamento de 1,5x3,0 metros, localizado no município de São Miguel do Oeste, Santa Catarina. Realizados de forma concomitante no mesmo pomar, ambos foram conduzidos com blocos ao acaso. No experimento I foram selecionadas 8 plantas com desenvolvimento uniforme, onde cada planta constituiu um bloco, com nove ramos. Para construir a curva de desenvolvimento dos sicônios foram coletados os dois primeiros figos a partir da base do ramo, em intervalos de dias após frutificação efetiva: 10; 20; 30; 40; 50; 60; 70; 80 dias de idade; e na maturação natural. Os dados foram submetidos à análise de regressão e, quando significativas, construídas curvas de desenvolvimento. No experimento II, os tratamentos foram as diferentes datas de aplicação: 20; 30; 40; 50; 60; 70; 80 dias após frutificação efetiva; e testemunha (sem aplicação). O etefon 500 ppm foi preparado a partir de Ethrel®, sendo aplicado nos dois frutos basais do ramo, sendo esses escolhidos aleatoriamente em oito ramos de cada planta (bloco). O crescimento dos sicônios pode ser dividida em 3 fases de desenvolvimento, a primeira e terceira de rápido crescimento e a segunda de lento crescimento, com média de maturação natural de 94 dias. A aplicação do etefon resultou em quatro respostas distintas: a) frutas sem resposta ao etefon, que não alteraram seu desenvolvimento até a maturação, comparados a testemunhas; b) frutas em que o etefon inibiu o desenvolvimento, não ocorrendo maturação até a colheita de todos os sicônios controle; c) indução depreciativa, na qual os sicônios mudaram de cor, indicando maturação, mas murcharam, não apresentando condições de consumo por textura, aparência, e sólidos solúveis; d) resposta desejada: frutas visualmente agradáveis, com características de textura e grau brix que se aproximam do controle. Aos sicônios que apresentaram respostas desejadas foi aplicada análise estatística de variância e scott-knott a 5% de probabilidade, testando a qualidade com base na testemunha. Os resultados mostram viabilidade de aplicação de etefon aos 80 dias, contribuindo principalmente para apressar e uniformizar a colheita.Português BrasilFigoEtilenoFicus caricaFrutas - DesenvolvimentoDesenvolvimento natural e resposta de diferentes épocas de aplicação de etefon na maturação de figos roxo de valinhosTrabalho de conclusão de graduaçãoAcesso AbertoCIENCIAS AGRARIAS