Proteção cultural e ambiental nas ações da Associação de turismo de base comunitária coletivo Tekoá

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Resumo

O artigo apresenta resultados de investigação qualitativa, do tipo estudo de caso; avaliamos as ações desenvolvidas pela Associação de Turismo de Base Comunitária – Coletivo Tekoá na perspectiva da proteção cultural e ambiental, bem como descrevemos a Associação, a partir da sua constituição, dos seus apoiadores e dos lugares onde atua. As fontes que possibilitaram a construção dos dados foram documentais, com aporte teórico nas áreas do patrimônio cultural, do turismo, e da economia solidária, bem como na Política Federal de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Como resultados relevantes, verificamos a concentração de ações em uma das dimensões do Turismo de Base Comunitária, a organização da base comunitária - majoritária em relação à dimensão visitação- com atuação prioritária na mobilização social de comunidades tradicionais, e na difusão e valorização do patrimônio cultural ligado especialmente aos pescadores artesanais e seus territórios, via de regra localizados em Unidades de Conservação. Identificamos o alinhamento com as diretrizes da Política Federal do IPHAN. Verificamos também o crescimento nos últimos 3 anos de ações que destacam a questão ambiental, não significando, contudo, uma tendência do Coletivo. Com relação à constituição da Associação, verificamos a presença de características de empreendimentos econômicos solidários (EES): urbana, integrada por sujeitos com média etária de 50 anos, e por artesãos que desenvolvem atividades econômicas individuais ou familiares, às quais a Associação agrega valor; a renda mais significativa dos associados não provém de atividades diretamente ligadas ao Coletivo; diferencia-se dos EES pela alta escolaridade dos integrantes (nisto se aproximando de coletivos preservacionistas de TBC) e pela predominância de mulheres. Como desafios para o Coletivo, identificamos: o desenvolvimento da visitação; a busca por estratégias de consolidação da dimensão coletiva - para além das atuações do eixos Pirá e Taguá, que vêm acontecendo separadamente - e pela formalização do apoio de entidades educacionais, e com atuação na proteção cultural e ambiental como parcerias formais; a superação da reduzida representatividade social pela inexistência de jovens bem como de ações (ou associados) indígenas e negros e a diversificação das fontes de recursos financeiros. Destacamos como capacidades: o perfil empreendedor presente num dos eixos; a presença de detentores de bens culturais entre os associados; o apoio de médio e longo prazo de 3 entidades; atenção (inicial) às questões ambientais; a predominância feminina e o perfil ativista dos associados na defesa do território.

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RAMOS, Gisele Silvia. Proteção cultural e ambiental nas ações da Associação de turismo de base comunitária coletivo Tekoá. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnólogo em Gestão de Turismo) – Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2025.