REPOSITÓRIO INSTITUCIONAL

Este repositório tem como objetivo receber, armazenar e disponibilizar
produções acadêmicas desenvolvidas no IFSC e/ou por autores do IFSC.

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    Composição bromatológica e frações proteicas de capim Jiggs submetido a diferentes fontes e formas de fertilização nitrogenada
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-13) Fachin, Leticia Carolina; Aguirre, Priscila Flôres; Guzatti, Gabriela Cristina; http://lattes.cnpq.br/6963084189038056; http://lattes.cnpq.br/3978816590172927; http://lattes.cnpq.br/9266741468123616; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801
    A pecuária brasileira é uma das atividades econômicas mais importantes do país. Tendo em vista que a base da alimentação animal são as pastagens, as quais devem não apenas alimentar o rebanho, mas também fornecer os nutrientes necessários para sua manutenção e produção, as gramíneas do gênero Cynodon se destacam por suas excelentes características nutricionais. Nesse contexto, este projeto tem como objetivo avaliar a composição bromatológica e as frações proteicas do capim Jiggs (Cynodon dactylon) submetido a diferentes fontes e formas de aplicação de ureia. O experimento foi constituído em um arranjo fatorial 4 x 2, com quatro formas de adubação (aplicação de ureia convencional em superfície (UCS), convencional incorporada ao solo (UCI), e com inibidor de urease em superfície (SNP), todos na dosagem de 300 kg de N/ha e sem adubação (controle)), avaliados em dois períodos (primavera e verão), com quatro repetições em um delineamento experimental inteiramente casualizado. Foram realizadas análises bromatológicas de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), matéria orgânica (MO), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB) e frações proteicas (FP) das amostras de capim Jiggs coletadas na primavera e no verão. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P < 0,05) por meio do procedimento MIXED. Os resultados indicaram variação sazonal para MO e MM, com maiores teores de MO na primavera (89,2%) e de MM no verão (12,3%). Para FDN e FDA, houve efeito de estação e da adubação, com os maiores valores obtidos no verão (65,0% de FDN e 50,1% de FDA). Quanto a adubação nitrogenada os menores valores para FDN foram em SNP (60,9%), não diferindo de UCS, e para FDA em UCI (45,7%), não diferindo de SNP. A PB apresentou interação entre tratamentos e estações, com o CON exibindo os menores teores (13,3% na primavera e 14,9% no verão). Quanto às FP, quando comparadas as estações, as proteínas solúveis (A+B1) e a fração B2 foram superiores na primavera em todos os tratamentos, enquanto a fração B3 e a fração C apresentaram maiores valores no verão, evidenciando padrão sazonal. Quanto a adubação nitrogenada, houve diferenças no verão, com menores valores das frações de proteína solúvel (A+B1) e fração B2 e maiores valores das frações B3 e C para o CON. A adubação nitrogenada influencia positivamente na qualidade nutricional do capim Jiggs, reduzindo teores de FDA, elevando PB e frações mais digestíveis da PB, independentemente da fonte ou forma de aplicação.
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    Toxicidade e bioefetividade de acaricidas para o manejo do ácaro-rajado na cultura do morangueiro
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-29) Magri, Jheinifer Perin; Zanardi, Odimar Zanuzo; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; http://lattes.cnpq.br/5588131492688136; http://lattes.cnpq.br/2072453755094922; Aguirre, Priscila Flôres; http://lattes.cnpq.br/3978816590172927; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801
    A incidência de fitopatógenos e pragas tem sido um dos principais fatores que limitam o normal crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura do morangueiro Fragaria × ananassa Duch. (Rosales: Rosaceae), uma das “minor crops” mais cultivadas e consumidas no mundo. Dentre as pragas, o ácaro-rajado Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) é considerado praga-chave da cultura devido ao grande potencial biótico, ampla gama de hospedeiros, distribuição e potencial de causar danos às plantas de morangueiro. Na região Extremo-Oeste de Santa Catarina, o manejo do ácaro-rajado em cultivos de morangueiros tem sido realizado basicamente com a aplicação de acaricidas sintéticos à base de abamectina durante todo o ciclo da cultura. No entanto, a efetividade deste acaricida tem sido bastante variável, resultando, muitas vezes, em falhas no controle e prejuízos econômicos aos produtores de morangos da região. Portanto, objetivou-se com este estudo avaliar os níveis de toxicidade aguda diferencial, os efeitos subletais na reprodução, a persistência biológica e a bioefetividade dos acaricidas à base de espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina sobre o ácaro- rajado. Os resultados mostraram que os acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina proporcionaram alta toxicidade aguda para fêmeas de T. urticae, de maneira dependente da população [população suscetível (Pop.SUS) × população proveniente de plantas de morangueiro cultivadas em casa de vegetação no IFSC-SMO (Pop.SMO)], da concentração e do tempo de exposição dos ácaros aos resíduos dos produtos. No entanto, a Pop.SMO foi 3,69 vezes mais tolerante à abamectina do que a Pop.SUS. Além da toxicidade aguda, todos os acaricidas proporcionaram reduções exponenciais na fecundidade e lineares (exceto para espirodiclofeno) na fertilidade das fêmeas da Pop.SMO do ácaro-rajado. Em relação à persistência biológica, os resultados mostraram que os acaricidas à base de oximatrine e abamectina [mortalidade ≥ 80% até 1 dia após a aplicação (DAA)] apresentaram menor persistência biológica quando comparados aos acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito (mortalidade > 77% até 3 DAA). Porém, no teste de eficácia, os resultados demonstraram que acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito e oximatrine exibiram alta efetividade (redução populacional > 86%) para o controle da Pop.SMO da praga. No entanto, nível de eficácia de aproximadamente 75% foi registrado para o acaricida à base de abamectina. Portanto, os acaricidas sintéticos espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito e o biopesticida à base de oximatrine constituem ferramentas importantes para serem utilizados em substituição aos acaricidas à base de abamectina ou em programas de rotação de ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos.
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    Uso do biochar de origem animal como fonte de nutrientes para o milho
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-10-06) Santos, Guilherme Gomes dos; Miotto, Alcione; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/0535143808549775; Pinho, Jean Monteiro de; http://lattes.cnpq.br/2566765697862762
    O biochar de origem vegetal, quando adicionado ao solo, proporciona melhorias nos atributos físicos, aumenta a fertilidade e o aproveitamento de nutrientes, especialmente nitrogênio, sem adicionar quantidades importantes de macronutrientes. Por outro lado, o biochar de resíduos animais apresenta maior quantidade de nitrogênio, fósforo e cálcio devido à composição desses materiais e, portanto, pode servir como fertilizante e condicionador de solos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento morfológico e a produção de biomassa de milho cultivado em solo com adição de doses de biochar obtido da pirólise de lodo de ETE de frigorífico de aves. O experimento foi desenvolvido em estufa tipo guarda-chuva, com um solo coletado em lavoura de fertilidade média. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com seis doses de biochar: zero; 1,5; 3,0; 4,5; 6,0 e 7,5 g kg⁻¹, equivalentes a 3, 6, 9, 12 e 15 t ha⁻¹, respectivamente. Para fins de comparação, foram adicionados mais quatro tratamentos com adubos minerais: 1) 100 mg kg⁻¹ de N na forma de ureia; 2) 100 mg kg⁻¹ de P na forma de Superfosfato Triplo; 3) 100 mg kg⁻¹ de K na forma de Cloreto de Potássio; 4) 225 mg kg⁻¹ de N + 150 mg kg⁻¹ de P + 38 mg kg⁻¹ de K (equivalente a 7,5 g kg⁻¹ de biochar), das mesmas fontes minerais. Ao todo, foram utilizados 10 tratamentos e 4 repetições, totalizando 40 vasos. Após a aplicação dos tratamentos, o solo foi umedecido e incubado por 45 dias. Em seguida, o milho foi utilizado como planta indicadora da disponibilidade de nutrientes. O cultivo durou 40 dias, quando as plantas foram medidas quanto à altura e ao diâmetro do caule, e foram cortadas rente ao solo para avaliação da massa verde e da matéria seca. O biochar de origem animal mostrou-se pouco promissor como fonte direta de nutrientes. Mesmo contendo bons teores de N, P e K, quando aplicado em doses altas e incorporado ao solo, mostrou-se pouco efetivo para a nutrição do milho, uma vez que não resultou em ganhos significativos de biomassa e promoveu apenas pequenos incrementos na altura, na área foliar e no diâmetro do caule. A comparação do biochar de origem animal com fertilizantes minerais indicou que os nutrientes que ele contém são pouco disponíveis, em especial o fósforo. Os resultados deste trabalho indicam que o biochar de origem animal pode ter uma aplicação similar ao de origem vegetal, sendo mais adequado para ser adicionado ao solo como condicionador, visto que os nutrientes que possui apresentam baixa disponibilidade para as plantas.
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    Aproximações entre linguagem C e o ensino de química em especial físico-química
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-17) Luis, Thiago Farias; Garcia, Leone Carmo; Rosa, Vitor Sales Dias da; http://lattes.cnpq.br/8042108246632060; http://lattes.cnpq.br/3305773024651567; Souza, Franciane Dutra de; https://orcid.org/0009-0005-1740-4030; http://lattes.cnpq.br/3254986550539781; Demos, Talles Viana; https://orcid.org/0000-0001-5362-2848; http://lattes.cnpq.br/4523163525811682
    Este trabalho teve como objetivo desenvolver estratégias de ensino-aprendizagem em química por meio da linguagem C, explorando uma abordagem diferenciada para a assimilação dos conteúdos da disciplina. A proposta visou estimular a autonomia e oraciocínio lógico dos alunos no estudo da físico-química, respeitando o processo de aprendizagem e promovendo a interdisciplinaridade. Para isso, foi realizada uma oficina no laboratório de informática, na qual estudantes do curso de licenciatura em química foram desafiados a resolver problemas interdisciplinares utilizando conceitos de programação. Essa metodologia permitiu a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, favorecendo a conexão entre química e computação. Os resultados evidenciaram que a integração da programação ao ensino de química proporcionou um ambiente propício para o desenvolvimento do pensamento reflexivo, incentivando os participantes a explorar diferentes abordagens para a resolução de problemas. No entanto, desafios como a adaptação à linguagem de programação e o tempo reduzido das atividades foram apontados como obstáculos, indicando a necessidade de ajustes na estrutura da oficina. Apesar disso, a experiência prática demonstrou um potencial positivo para o aprimoramento do ensino de química, contribuindo para a formação de futuros docentes mais preparados para integrar tecnologia em suas práticas pedagógicas. Conclui-se que iniciativas como esta podem servir de inspiração para outras instituições educacionais, estimulando a implementação de metodologias inovadoras e fortalecendo o ensino interdisciplinar. As percepções coletadas destacam a relevância do projeto, ao mesmo tempo em que apontam possibilidades de refinamento para ampliar seu efeito na educação científica.
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    Ação do hidroresfriamento e da atmosfera modificada na conservação e qualidade pós-colheita da salsa (Petroselinum sativum)
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-02) Berwig, Gabriela; Tavares, Vanessa Soares; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/2201813531549914; http://lattes.cnpq.br/8337631426571422; Wolschick, Dolores; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; Schons, Patrícia Fernanda; http://lattes.cnpq.br/1444034750971911
    A salsa (Petroselinum sativum), hortaliça de ampla utilização culinária no Brasil, apresenta elevada perecibilidade devido à sua alta taxa respiratória e transpiratória, que contribuem significativamente para sua rápida deterioração após a colheita. Tradicionalmente comercializada em maços sob temperatura ambiente, a salsa é propensa ao amarelecimento, perda de turgidez e redução de sua vida útil. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia do hidroresfriamento e atmosfera refrigerada na conservação da qualidade física e química da salsa armazenada sob diferentes temperaturas. O experimento foi conduzido no Instituto Federal de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste, com ramos e folhas de salsa submetidos a hidroresfriamento por 0, 3, 6, 9 e 12 minutos em água gelada (4 °C). Após esse pré-resfriamento, os maços foram armazenados em embalagens de Polietileno Tereftalato (PET) simulando a atmosfera modificada (AM), sob temperaturas de 5 °C e 25 °C, por 2, 4 e 6 dias. Avaliaram-se parâmetros como perda de massa, acidez titulável, sólidos solúveis, ratio (SS/AT), peroxidação lipídica, coloração da epiderme e vida de prateleira após 2, 4 e 6 dias de armazenamento. Os resultados demonstraram que o hidroresfriamento, especialmente por 9 e 12 minutos, reduziu significativamente a perda de massa e a peroxidação lipídica nos primeiros dias de armazenamento a 5 °C. A refrigeração também preservou a coloração verde, o frescor visual e os níveis de sólidos solúveis, prolongando a vida útil da salsa para até seis dias com qualidade comercial aceitável. Já o armazenamento a 25 °C comprometeu severamente a qualidade do produto em até quatro dias de armazenamento, com aumento da acidez, perda acelerada de água, aumento da peroxidação lipídica e degradação da clorofila. Conclui-se que a combinação entre hidroresfriamento e armazenamento refrigerado é uma estratégia eficaz e viável, especialmente para pequenos produtores, garantindo melhor conservação da salsa durante o período pós-colheita. Em ambientes onde o resfriamento não é possível, o uso de atmosfera modificada apresenta-se como alternativa complementar. Este estudo reforça a importância da adoção de práticas pós-colheita simples e acessíveis para a redução de perdas e garantia da qualidade das hortaliças folhosas.