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    Análise de emissões de gases de efeito estufa dos resíduos sólidos urbanos do município de Florianópolis a partir da proposição de cenários de valorização de resíduos
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-03-15) Luiz, Bruno Vieira; Suski, Cássio Aurélio; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; https://orcid.org/0000-0002-5029-7258; http://lattes.cnpq.br/9871976304943943; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Castilhos Junior, Armando Borges de; https://orcid.org/0000-0003-0455-2585; http://lattes.cnpq.br/7035924592908122
    A gestão dos resíduos sólidos urbanos (RSU) tem relação direta com o aquecimento global, pois possibilita a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundos da decomposição dos resíduos em sua destinação final, além do reaproveitamento dos materiais, o que permite redução da exploração de matérias primas, evitando gasto de energia e, consequentemente, geração de GEE associada aos processos de produção, minimizando desta forma, direta ou indiretamente, a emissão de gases que contribuem para o aumento do efeito estufa. Este estudo tem por objetivo analisar a emissão de GEE de RSU por meio de ferramentas de Análise de Ciclo de Vida (ACV) nos processos de valorização dos resíduos no município de Florianópolis – SC, propondo alternativas tecnológicas para a gestão dos RSU do município de Florianópolis-SC, utilizando a ACV para quantificar as emissões atuais de GEE. Os cenários contemplam a valorização dos resíduos por meio de compostagem, biodigestores anaeróbios, reciclagem, geração de energia e disposição em aterro sanitário. Foram estabelecidos 5 cenários com percentuais distintos da combinação destas tecnologias. As emissões de GEE de cada cenário foram modeladas por meio do software Waste Reduction Model (WARM). Os resíduos foram categorizados considerando a gravimetria dos RSU no município, estabelecendo um cenário base para comparação com os cenários propostos, quantificando assim a redução de GEE. A partir dos valores obtidos foi realizada a projeção do impacto das emissões na temperatura, de modo a estimar como as tecnologias propostas nos cenários influenciariam esta variável. Os resultados demonstraram os benefícios ambientais com a inclusão de novas alternativas, proporcionando aos gestores uma ferramenta que estabelece qual a configuração ambientalmente mais adequada a ser adotada em termos de redução de GEE. Observou-se que a pior opção neste sentido foi o encaminhamento ao aterro sanitário. Concluiu-se que a ordem de prioridade deve observar a separação em três frações: recicláveis, orgânicos e rejeitos, sendo que a primeira fração demonstrou ser a mais significativa. Quanto aos tratamentos, contatou-se a seguinte ordem: reciclagem, compostagem, digestão anaeróbia, incineração com geração de energia e aterro sanitário. A metodologia de AVC na gestão de RSU se apresentou como uma ferramenta eficiente, quantificando os benefícios ambientais esperados para tratamentos que buscassem a recuperação energética dos 5 resíduos. Por fim, possibilitou a publicação dos resultados, por meio de produto tecnológico, que o município está alcançando em tempo real na página web Prefeitura Municipal de Florianópolis, demonstrando o quanto de GEE está deixando de ser emitido por meio das ações de valorização de resíduos atualmente implementadas no Município.
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    Sistema de detecção de frentes frias associadas a eventos meteorológicos de médio e alto impacto no centro sul da América do Sul
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-06-15) Oliveira, Roseli de; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Ambrizzi, Tercio; http://lattes.cnpq.br/9337611912907437
    Os Sistemas Frontais (SFs) atuantes no sul e centro-sul da América do Sul (AS) se caracterizam como causadores de eventos de médio e alto impacto. Este trabalho objetiva avaliar os efeitos da passagem de frentes frias (FF) por estas regiões por meio de um método automatizado de detecção. Nesta região se delimitaram 10 áreas, sendo 5 litorâneas e 5 continentais. Como procedimento metodológico, desenvolveu-se um algoritmo computacional, denominado de Índice de Detecção de Frentes Frias (IFF), para detecção e caracterização das FFs por meio dos dados da reanálise do CFSR e CFSRv2, a cada 6 horas, da componente meridional do vento a 10 m e da temperatura do ar a 2 m. O IFF normalizado possibilitou avaliar a taxa de detecção e a intensidade de cada FF entre 1991 e 2020. A taxa de detecção adequou-se em 17%, considerado como o percentual mínimo do IFF que representasse a atuação de uma FF. O algoritmo, denominado de método objetivo (MOBJ), foi validado da seguinte maneira: a partir de 51 casos pré-selecionados de FFs que impactaram a região que compreende o Estado de Santa Catarina e arredores (AL4) entre 2015 e 2020, denominado de método observacional (MOBS) e pela comparação com as FFs catalogadas do Boletim Climanálise (MCLN) de 1996 a 2013. Os principais resultados mostram que: (1) o MOBJ se apresenta coerente na representação dos 51 casos e com as FFs do MCLN; (2) a climatologia de FFs apresenta uma frequência média anual em torno de 70 sistemas; na variabilidade sazonal verifica-se uma maior frequência no inverno, onde esses sistemas são mais intensos, com uma média de 20 FFs por ano; os padrões de deslocamento e intensidade mostram a diminuição de FFs conforme estas avançam em direção à latitudes menores e a maior frequência mensal de FFs ocorre entre junho e novembro. E por fim, com o modelo conceitual construído, classificou-se 4 principais trajetórias das FFs denominadas de oceânicas, litorâneas-oceânicas, continentais-litorâneas e as continentais.
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    Programa bandeira azul e as praias de Florianópolis: uma análise das potencialidades da ilha
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-30) Rocha, Eunesio Cavalcanti da; Vitor, Adriano; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; https://orcid.org/0000-0002-1762-6101; http://lattes.cnpq.br/1079779962173622; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Stafford, Fernanda do Nascimento; https://orcid.org/0000-0002-2217-5659; http://lattes.cnpq.br/1956628501965160
    Na atualidade, as questões ambientais e a gestão referente à zona costeira têm encontrado grande espaço nas discussões sobre os recursos naturais, com a perspectiva de incentivar o uso sustentável dos recursos provenientes desse ambiente. É notório que atividades empreendidas nas atividades de turismo (como parques aquáticos, mergulho, passeios de barco) e o setor imobiliário, entre outras atividades, causam impactos ao ambiente costeiro. É importante avaliá-los e propor ações de mitigação, pela implantação de políticas de conservação/proteção desse ambiente. Entendendo que essas mesmas atividades podem funcionar como um meio de disseminação do processo de educação ambiental, verificamos que há iniciativas de sua promoção no ambiente costeiro. Nessa linha, a Foundation for Environmental Education (FFE), desenvolveu um programa de certificação internacional chamado Bandeira Azul, aplicável às praias, marinas e operadores de embarcações de turismo. Conforme as diretrizes do programa, as autoridades locais e os gestores de praia são desafiados a alcançar altos padrões de qualidade em quatro temas: qualidade da água, gestão ambiental, educação ambiental e segurança. No Brasil, o Bandeira Azul é representado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), membro da FEE desde 2005. O presente trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que contou com visitas às praias, entrevistas com usuários e levantamento de dados em sites oficiais, com o objetivo de propor uma metodologia de modelagem para avaliar a qualidade das praias, e indicar um ranking das praias da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis), baseado nos critérios do programa Bandeira Azul. Os resultados desta pesquisa poderão ser utilizados, por gestores, turistas e moradores. A pesquisa atingiu seu objetivo, se mostrando eficaz, pois através da metodologia proposta foi possível demonstrar o nível de aderência das praias de Florianópolis ao programa “Bandeira Azul”, no ranking elaborado e disponibilizado através de um catálogo (site).
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    Abordagem de física moderna e contemporânea no 9º ano do ensino fundamental para a inserção de conceitos de física clássica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2013) Ferreira, Erika Gomes Betetti; Damasio, Felipe; https://orcid.org/0000-0003-4539-7139; http://lattes.cnpq.br/8957914409942746; http://lattes.cnpq.br/3726405853448177
    Este trabalho relata uma proposta para inserção de Física Moderna e Contemporânea no Ensino Fundamental para introduzir conceitos de Física Clássica. Tal estudo foi realizado durante dois anos com turmas do último ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Araranguá SC. O objetivo foi o de procurar despertar uma postura crítica nos educandos por meio da Aprendizagem Significativa, que segundo Moreira (2000) é aquela aprendizagem significativa crítica que permite ao indivíduo fazer parte de sua cultura e concomitantemente estar fora dela. As atividades foram realizadas através de reuniões dos licenciandos para estudo dos conteúdos e após isto a produção de Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS). Todas as UEPS foram utilizadas e avaliadas para procurar identificar a evolução conceitual dos alunos. Os temas de Física Moderna e Contemporânea envolviam Relatividade e Radioatividade, procurou articular abordagem de conceitos de Física Clássica como ondas, massa, peso, gravidade, luz, eclipses.
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    Aprimoramento da previsão do nível do mar para o litoral de Santa Catarina através de forçantes atmosféricas
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-30) Canto, Marina Paiotti do; Vitor, Adriano; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; http://lattes.cnpq.br/3200054690765069; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Boll, Matias Guilherme; http://lattes.cnpq.br/0273517015346947
    A Região Sul do Brasil é uma área bastante influenciada por perturbações meteorológicas que provocam intensas alterações no tempo predominante e no nível do mar. As marés são variações cíclicas do nível do mar e podem ser observadas no cotidiano e previstas pelas tábuas de maré (modelo harmônico de previsão), sendo por vezes, subestimadas ou superestimadas. A ocorrência de desníveis no nível do mar observados (positivos ou negativos) são algumas das alterações naturais que podem acarretar sérias implicações para as atividades humanas na zona costeira, sendo então necessário o aprimoramento dos métodos de predição do nível do mar. A pesquisa teve como objetivo desenvolver e aplicar um modelo híbrido de predição do nível do mar considerando indiretamente variáveis meteoceanográficas (velocidade e direção do vento, componentes u’ e v’ e pressão atmosférica instantânea), através de técnica estatística de regressão não-linear múltipla por mínimos quadrados e algoritmo genético. A proposta de utilização de dados em série, das sete estações maregráficas da EPAGRI ao longo do litoral de Santa Catarina, apresentou resultados satisfatórios e pode gerar subsídios para aplicação de outras técnicas de modelagem. Os ganhos, em média, pela aplicação do modelo ficaram em torno de 51%, sendo o mais baixo de 26,22% ao sul do Estado, em Balneário Rincão, e o mais alto de 66,61% ao norte, em Itapoá. Nota-se a melhoria significativa na predição sentido sul-norte, atestando que o sistema de alimentação da estação atual com os dados das estações anteriores é válido para este tipo de estudo. O resultado também corrobora que, estes sinais que induzem os desníveis do mar em relação ao previsto, são sistemas atuantes na região e podem ser monitorados em série com certa antecedência. Espera-se que os resultados possam auxiliar no aprimoramento e na incorporação dos estudos sobre os processos costeiros em geral no Brasil, principalmente em órgãos e empresas responsáveis pelo monitoramento destes fenômenos.