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    Atualização do software para gestão da proteção radiológica SisPRad
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-11-06) Macedo, Kassia Rosangela Paz de; Huhn, Andrea; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; http://lattes.cnpq.br/5075752567229590; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; Soares, Flavio Augusto Penna; https://orcid.org/0000-0002-2668-7627; http://lattes.cnpq.br/1128235541236010; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Januário, Ana Cláudia; http://lattes.cnpq.br/3080777720776054
    Como solução para aumentar a eficácia e a eficiência dos serviços de radiodiagnóstico, foi desenvolvido, em 2020, o software SisPRad, voltado para a gestão da proteção radiológica. O software, entretanto, não havia sido incorporado à rotina diária do serviço para o qual foi desenvolvido e, tentando buscar a solução para esse problema, o objetivo geral deste estudo foi atualizá-lo por meio do desenvolvimento de sua segunda versão. Os objetivos específicos do estudo foram: identificar as fragilidades e as lacunas que a primeira versão do software apresentava, com o fim de guiar o desenvolvimento da segunda versão; desenvolver a segunda versão de maneira que pudesse disponibilizar melhorias na conectividade, além de disponibilizar um sistema de alerta para dosimetria dos indivíduos ocupacionalmente expostos e para os testes de controle de qualidade de equipamentos; e, por fim, testar a usabilidade da nova versão. Trata-se de estudo com abordagem qualitativa do tipo metodológico, quase-experimental, anterior e posterior. O estudo foi constituído de 11 participantes em duas etapas. A primeira etapa serviu para colher informações sobre as fragilidades do software e sugestões de melhorias. A coleta de dados se deu por meio de entrevista semiestruturada. As entrevistas foram transcritas e analisadas, tendo como referência a análise temática de conteúdo da Bardin, e a organização foi realizada com o auxílio do software MAXQDA. Por meio da matriz SWOT, foi feito o diagnóstico das forças, fraquezas, ameaças e oportunidades da primeira versão do software em relação aos ambientes interno e externo em que ele se encontrava. A segunda etapa compreendeu o desenvolvimento da segunda versão do software, o teste de usabilidade do software por meio da System Usability Scale e a avaliação da sua aceitação baseada no questionário Modelo de Aceitação de Tecnologia. O estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa em seres humanos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina e da Universidade Federal de Santa Catarina, respectivamente sob os números 5.370.305 e 5.510.209. Os resultados do estudo foram apresentados por meio de dois manuscritos. O manuscrito 1 refere-se aos resultados da primeira etapa, na qual foi demonstrado que a primeira versão do software possuía como forças facilidade de uso, ser intuitivo e centralizar as informações pertinentes à gestão da radioproteção. As fraquezas apontadas foram ausência de integração ao Sistema de Informação Estadual de Risco e Benefício Potencial da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina; indisponibilidade e erros frequentes. Como ameaças, identificaram-se: falta de suporte técnico; falta de alimentação do software e preocupação dos participantes em relação à segurança e ao sigilo dos dados. As oportunidades encontradas foram possibilidade de criação de alertas e alarmes; compartilhamento de informações entre as várias áreas de atuação dos profissionais do serviço de radiodiagnóstico; integração a sistemas utilizados no dia a dia da instituição e atualização do software. No manuscrito 2, correspondente aos resultados da etapa 2, descrevem-se o resultado do desenvolvimento da segunda versão e as melhorias implementadas a ele como novo layout, criação de sistemas de alerta para controle de qualidade dos equipamentos e dosimetria dos trabalhadores. O escore de usabilidade obtido por meio da System Usability Scale foi de 0,70, sendo considerado como bom. O SisPRad 2.0 foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial sob o número BR512023003116-0. O software teve aceitação positiva quanto à percepção da facilidade e à utilidade de uso. O estudo não atingiu um de seus objetivos iniciais, que era a integração da segunda versão do software com o Sistema de Informação Estadual de Risco e Benefício Potencial, o que pode ter contribuído de forma negativa ao escore de usabilidade da segunda versão. Tal fato abre oportunidade para novo estudo, além da possibilidade de criação de novos módulos no software e utilização de inteligência artificial.
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    Manual interativo para utilização do software Aria no agendamento de tratamentos radioterápicos e proteção radiológica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-07-12) Mendes, Andressa Marjory; Huhn, Andrea; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; https://orcid.org/0009-0007-3762-553X; http://lattes.cnpq.br/9737312723859118; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; Borges, Laurete Medeiros; https://orcid.org/0000-0002-2884-0998; http://lattes.cnpq.br/8865489179435182
    O estudo desenvolveu um manual interativo para utilização do software ARIA no agendamento de tratamentos radioterápicos que será utilizado pelos profissionais das técnicas radiológicas que atuam em um serviço de radioterapia. Visando a segurança do paciente e a proteção radiológica, levando em consideração os objetivos e o tema proposto, realizamos uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, aplicada em três etapas. A primeira etapa constitui-se de um estudo bibliográfico e exploratório em que utilizamos os descritores, identificando as demandas para utilização da ferramenta de agendamento do software ARIA e às correlacionando à proteção radiológica. Na segunda etapa construímos um manual, criando todo o passo a passo para a utilização da ferramenta e como aplicar a proteção radiológica neste processo. Já a última etapa constituiu no desenvolvimento do manual interativo, com recursos de interação em que o profissional pode usufruir de uma leitura mais leve e didática. Para acesso dos profissionais ao manual criamos um QR code, de modo que, estes tenham um acesso facilitado. Por meio desta pesquisa, a proteção radiológica pode ser implementada no dia a dia dos profissionais das técnicas radiológicas que trabalham no setor de radioterapia, por meio de uma ferramenta que seria apenas utilizada no agendamento dos pacientes, mas que de forma otimizada auxiliará na segurança do paciente nos tratamentos de radioterapia.
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    Estimativa de dose em órgãos e tecidos por meio do software virtual Dose® em exames de tomografia computadorizada de abdome e tórax
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-12-22) Collares, Alessandro Turok da Silva; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Silva, Charlene da; https://orcid.org/0000-0003-0761-4358; http://lattes.cnpq.br/6391581824898079; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/7654793676195630; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Savi, Matheus Brum Marques Bianchi; https://orcid.org/0000-0001-9231-3570; http://lattes.cnpq.br/1553763879090568; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538
    A tomografia computadorizada é a modalidade diagnóstica que mais contribui para a dose efetiva coletiva mundial. Na obtenção das imagens é necessário considerar que a dose de radiação entregue no exame deve ser a mais baixa possível e que garanta uma imagem com qualidade para o diagnóstico clínico. Considerando a importância do controle de dose na tomografia, este estudo teve por objetivo estimar a dose dos órgãos e tecidos de pacientes submetidos a exames de tomografia computadorizada de abdome e tórax em um hospital público de grande porte de Santa Catarina, por meio do software Virtual Dose®. Esta dissertação constituiu em um estudo do tipo documental retrospectivo e seccional com abordagem quantitativa e exploratória. Foram coletadas informações do cabeçalho DICOM da série 997 que representa o Relatório Estruturado de Dose de Radiação de cada exame, posteriormente as séries foram inseridas no software Dose Utility® para gerar o texto para inserção no Virtual Dose® que calculou a dose efetiva de órgãos e tecidos. A população do estudo foi composta por 120 exames de tomografia computadorizada, sendo 27 de tórax e 93 de abdome. Na análise de ambos exames, tórax e abdômen total, identificou-se que os valores de CTDIvol e o DLP foram maiores no gênero masculino, sendo que os órgãos que receberam as maiores doses efetivas foram coração, timo e pulmões para ambos os gêneros. Para o protocolo de abdome, o gênero masculino apresenta maiores doses médias de CTDIvol, na faixa etária de 59-68 anos. Quanto ao DLP do gênero feminino, a faixa etária com maior valor numérico foi de 39-48 anos (1.100,26 mGy.cm), enquanto para o masculino foi de 59-68 anos (1.252,33 mGy.cm). Os órgãos que receberam maior dose efetiva no exame de abdome foram: rins, adrenais, fígado e cólon. Os resultados apresentaram grande variabilidade entre a população, isto pode estar relacionado a fatores como a anatomia do usuário, as diferentes formas de executar o protocolo e às características do equipamento. Evidencia-se a importância da implementação de medidas de controle e monitoramento das doses de radiação, visando otimizar os protocolos e garantir uma prática segura e responsável.
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    Programa de treinamento anual em proteção radiológica em um serviço de radioterapia: um estudo de caso
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-03-26) Mello, Diego Saraiva de; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; http://lattes.cnpq.br/6401913838639168; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; Gontijo, Rodrigo Modesto Gadelha; https://orcid.org/0000-0001-6479-3087; http://lattes.cnpq.br/5195431342959749; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165
    A segurança e proteção radiológica em serviços de radioterapia são fundamentais para garantir o uso seguro da radiação ionizante em benefício dos pacientes e profissionais envolvidos. Pesquisas avaliativas com equipes multidisciplinares sobre o treinamento anual em proteção radiológica em radioterapia são escassas. É crucial entender como os profissionais de cada área avaliam os conhecimentos adquiridos e aplicam os preceitos teóricos no serviço de radioterapia. Este estudo teve como objetivo analisar o treinamento anual de proteção radiológica oferecido em um serviço de radioterapia e como objetivos específicos, mapear o conhecimento dos profissionais de cada área em relação à proteção radiológica aplicada durante o treinamento, avaliando como percebem e aplicam os preceitos teóricos no ambiente de trabalho; descrever as fragilidades e potencialidades do treinamento percebida pelos profissionais, e elaborar um relatório, descrevendo a experiência do treinamento anual. Pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, envolveu 12 profissionais da equipe multidisciplinar que atua no serviço de radioterapia, com diferentes níveis de experiência e conhecimento sobre proteção radiológica. A coleta dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, observação simples e documentos, e organizados no software ATLAS.ti versão 24. A análise dos dados seguiu os princípios da análise de conteúdo, permitindo a identificação de temas relevantes relacionados à proteção radiológica. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética do Instituto Federal, com parecer de nº 5.966269. Os resultados foram categorizados em: conhecimento dos profissionais sobre proteção radiológica; fragilidades do treinamento; potencialidades do treinamento; sugestões de formas de oferta e temas do treinamento em proteção radiológica. Os resultados apontam desafios significativos, incluindo a falta de compreensão dos princípios básicos pelos profissionais, a ausência de integração entre equipe e supervisores, e a falta de definição clara do formato do treinamento. Estratégias educacionais mais eficazes, juntamente com orientações precisas sobre o formato do treinamento e o envolvimento de especialistas na elaboração dos programas de capacitação, emergem como soluções promissoras para superar esses desafios.
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    Aposentadoria especial por agente físico radiação ionizante após emenda constitucional 103/19
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-04-04) Koefender, Marli; Scopel, Marcos Araquem; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; http://lattes.cnpq.br/1641344749332090; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Oldoni, Fabiano; http://lattes.cnpq.br/3247499353220638
    O tema apresentado nesta pesquisa bibliográfica é sensível e caro à classe dos indivíduos segurados ocupacionalmente expostos a agente físico radiação Instituto Federal de Santa Catarina Reitoria Rua: 14 de julho, 150 | Coqueiros | Florianópolis /SC | CEP: 88.075-010 Fone: (48) 3877-9000 | www.ifsc.edu.br | CNPJ 11.402.887/0001-60 ionizante de fonte artificial na assistência à saúde, em especial, após a EC 103/19. Apesar de o Brasil possuir um sistema de proteção social importante, alguns meios ambientes laborais ainda permanecem insalubres, é o caso daqueles expostos à radiação ionizante, que gozam apenas de relativa proteção constitucional. No entanto, esta proteção foi desidratada após a EC 103/19 em relação a aposentadoria especial do RGPS dos trabalhadores expostos à radiação ionizante. Diante desta nova realidade trazida pela reforma, esta pesquisa apresenta como objetivo geral analisar as alterações produzidas após a EC 103/19 em relação ao benefício da aposentadoria especial destes trabalhadores. Os objetivos específicos foram identificar as alterações após a EC 103/19 em relação ao benefício previdenciário da aposentadoria especial e demonstrar o nexo causal do meio ambiente laboral não equilibrado com a elegibilidade dos indivíduos segurados ocupacionalmente expostos a agente físico radiação ionizante de fonte artificial, bem como, visa verificar os possíveis impactos da efetiva exposição ao agente físico radiação ionizante cumulada a idade mínima fixada para aposentadoria especial, na condição de saúde destes indivíduos. A EC 103/19 inovou ao mudar o fato gerador do benefício da aposentadoria especial passando a ser efetiva exposição a agentes nocivos cumulada com a idade mínima de 55, 58 e 60 anos, para cada modalidade (15, 20 ou 25 anos), respectivamente. Assim, devido à presunção de incapacidade laboral com fixação da idade mínima, pode-se inferir que, após a EC 103/19, o benefício passou a ter natureza jurídica de prestação previdenciária reparadora. Na mesma linha o risco passou da doença em si para idade avançada (senilidade). Convém ressaltar que essa idade e tempo mínimo estão em regra transitória (Art. 19 § 1º, da EC 103/19), podendo ser alterada quando houver a publicação da Lei Complementar que regulamentará a matéria. A EC 103/19 imprimiu retrocesso à aposentadoria especial. Por fim, propõe-se a discussão entre as classes de trabalhadores para, apresentar por iniciativa popular, Projeto de Lei Complementar para manter o caráter preventivo e protetivo do benefício da aposentadoria especial, ao invés de reparador como atualmente se configura.
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    Influência da posologia de meio de contraste a base de gadolínio em exames de ressonância magnética de crânio com indicação de cefaleia
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-03-28) Voltolini, Jean Rodrigo; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; http://lattes.cnpq.br/6065698735867969; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165; Rodrigues, Guilherme Oberto; https://orcid.org/0000-0002-5104-5933; http://lattes.cnpq.br/1591849789678741
    A Ressonância Magnética (RM) constitui uma ferramenta diagnóstica indispensável na identificação e acompanhamento de uma ampla variedade de condições patológicas. A utilização de meios de contraste a base de gadolínio (Gd) tem se estabelecido como um método prevalente para amplificar a capacidade de detecção e avaliação de anomalias teciduais, embora a administração destes compostos demande uma abordagem personalizada em virtude do risco, ainda que infrequentes, sua segurança e a eficácia surgem como pontos de controvérsia, particularmente em face de relatos documentados de fibrose sistêmica nefrogênica e acúmulos residuais de gadolínio no tecido cerebral e outros órgãos. Com o objetivo de analisar o comportamento de diferentes posologias de meio de contraste a base de gadolínio em ressonância magnética de Crânio com indicação clínica de cefaleia, este estudo experimental, do tipo ensaio clínico randomizado, controlado e cegado, coletou dados de 60 pacientes que foram submetidos a exames de ressonância magnética de crânio em equipamento de 1,5 Tesla. Subdivididos aleatoriamente em 3 grupos, sendo um grupo controle, foram utilizados métodos estatísticos para testes de comparação e replicabilidade das posologias utilizadas. A avaliação das Regiões de Interesse (ROIs) aplicadas na Artéria Cerebral Média esquerda e Seio Venoso transverso, tanto pré quanto pós-contraste, nos grupos A (controle), B (Bula) e C (Mezzo), revelou uma replicabilidade estatística de boa a excelente, com o grupo C e B respectivamente, demonstrando maior similaridade com o grupo controle. Este achado sugere que, independentemente da dosagem de gadolínio utilizada, o realce de imagem é suficientemente robusto para permitir uma análise diagnóstica eficaz, validando assim a proposta de estudo para aplicação prática. No entanto, os ROIs na substância cinzenta do Hipocampo e na substância branca do Lobo Frontal apresentaram uma falta de replicabilidade estatística significativa, e nenhuma dosagem apresentou exatamente o padrão observado no grupo controle. Ainda assim, a análise revelou que todas as dosagens testadas foram clinicamente aplicáveis, com diferenças entre os grupos consideradas insignificantes para o diagnóstico clínico de cefaleia. Isso foi corroborado pela avaliação diagnóstica realizada pela equipe de médicos radiologistas, que não identificou a necessidade de complementação de exames.
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    Atividades no e sobre o trabalho do serviço especializado em engenharia de segurança e em medicina do trabalho considerando os princípios da proteção radiológica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-04-25) Zandonadi, Giseli Cristina; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; http://lattes.cnpq.br/3193151702693226; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Antonini, Fabiano Oliveira; https://orcid.org/0000-0003-2139-2245; http://lattes.cnpq.br/0752676951246536; Borges, Laurete Medeiros; https://orcid.org/0000-0002-2884-0998; http://lattes.cnpq.br/8865489179435182
    Introdução: Em instituições hospitalares, a radiação ionizante é aplicada constantemente e os trabalhadores estão expostos a ela. A atuação do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), para preservação da saúde e segurança dos mesmos, deve ser realizada com vistas à proteção radiológica. Tendo em vista a extrema importância da proteção radiológica para os trabalhadores que integram a equipe multidisciplinar, exposta durante a execução de procedimentos com equipamentos emissores de radiação ionizante, a questão central que norteou a pesquisa foi: Como são desenvolvidas as atividades no e sobre o trabalho do SESMT, considerando os critérios definidos pela proteção radiológica de um hospital privado do sul do Brasil? Objetivos: Analisar as atividades desenvolvidas no e sobre o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho com ênfase na proteção radiológica de um hospital privado do sul do Brasil; identificar no ambiente hospitalar, como os profissionais do SESMT desenvolvem ações com vistas à proteção radiológica nos locais com a presença de equipamentos emissores de radiação ionizante; descrever a atividade realizada pelos trabalhadores e descrever a atividade realizada pelo SESMT e lançar alternativas em proteção radiológica utilizando o Método de sósia; identificar, por meio de um relatório, as necessidades ou frentes de atuação do SESMT com vistas ao fomento da cultura de proteção radiológica. Metodologia: Pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, com amostragem intencional por conveniência. Foi desenvolvida através de três passos distintos: passo 1 - coleta documental, passo 2 - aplicação de questionário para os indivíduos ocupacionalmente expostos (OIE´s) sobre proteção radiológica e passo 3 - método de sósia, onde foi realizado a abordagem dos profissionais e entrevistas individuais com base na ergologia que busca melhor conhecer e, sobretudo, melhor intervir sobre as situações de trabalho para transformá-las. A organização e análise dos dados foi elaborada pela análise de conteúdo de Bardin, com auxílio do software Atlas.ti versão 24. Resultados e discussão: Os resultados estão apresentados a constar do relatório, como produto final, encaminhado para o hospital sugerindo melhorias para o SESMT com ênfase na proteção radiológica e, além da apuração referente ao questionário aplicado no passo 2 para os IOE´s, no formato de dois manuscritos nomeados com “MÉTODO DE SÓSIA: sua aplicação para análise da atividade do SESMT na aplicação da proteção radiológica” e“ Atividades do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho considerando os princípios da proteção radiológica”. Conclusão: Os profissionais do SESMT visam garantir a integridade física dos trabalhadores no ambiente ocupacional, sendo assim, é inerente a sua atuação na realização de ações visando a proteção radiológica. A utilização do método de sósia como instrumento, levando em consideração os princípios fundamentais da ergologia, representam uma abordagem inovadora e promissora ao identificar sua relevância na análise das atividades laborais, nas relações entre trabalho e conhecimento, tais como: treinamento para a CIPA sobre proteção radiológica, criar meios de comunicação direta com as empresas terceiras, revisar as descrições de cargos dos IOE’s, revisar as fichas de EPI’s dos IOE’s, criar manual com o fluxo em casos de acidentes envolvendo equipamentos emissores de radiação ionizante, entre outras; para a melhoria das práticas de segurança ocupacional em ambientes expostos à radiação ionizante.
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    Uso de inteligência artificial na mamografia: revisão integrativa
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-11-10) Grams, Natália; Soares, Flavio Augusto Penna; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Cardozo, Glauco; https://orcid.org/0000-0002-3694-6047; http://lattes.cnpq.br/4342170717527556; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; https://orcid.org/0000-0002-2668-7627; http://lattes.cnpq.br/1128235541236010; http://lattes.cnpq.br/3939578999275555; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Nogueira, Luciana Batista; https://orcid.org/0000-0003-1813-9898; http://lattes.cnpq.br/3084251272040826; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460
    Introdução: A alta taxa da incidência do câncer de mama é uma realidade mundial, o diagnóstico precoce é uma estratégia de saúde pública, realizada por meio da mamografia. A inteligência artificial (IA) tem se mostrado um bom aliado para auxiliar o médico radiologista a diagnosticar o câncer de mama, aumentando a precisão na detecção do câncer de mama e auxiliando os profissionais da saúde a identificar sinais de anormalidades de forma mais rápida e acurada, o que pode resultar em um diagnóstico mais precoce e, consequentemente, em tratamentos mais eficazes. Objetivo: Avaliar a produção científica sobre a utilização da inteligência artificial em mamografia, identificando tendências, lacunas de pesquisa e implicações para a prática radiológica. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa, utilizando os bancos de dados Pubmed, BVS e Web Of Science, com os descritores “artificial intelligence”, “machine learning”, “mammography”, foram incluídos artigos publicados nos últimos 5 anos, com o idioma em inglês, com o tema relacionado a inteligência artificial na mamografia ou tomossíntese, foram excluídos artigos que realizaram pesquisa com mamografia em conjunto com outros métodos por imagem e artigos de revisão de literatura. Foram selecionados 135 artigos Resultados: Os países com maiores publicações foram Estados Unidos, Índia e Reino Unido. Já os fabricantes mais citados foram Hologic, GE e Siemens.Observou-se ainda que 111 trabalhos se concentraram exclusivamente em mamografia digital, enquanto 15 combinaram mamografia e tomossíntese. Foram identificados 22 bancos de dados prontos disponíveis para criação de IA e 9 publicações tiveram objetivo de desenvolver um banco de dados. 19 estudos compararam o desempenho da IA com o médico radiologista na detecção e classificação de achados mamográficos através de métricas (AUC, acurácia, sensibilidade, especificidade, VPP e VPN). Foram mapeadas as principais tendências de pesquisa no campo da IA em mamografia, classificando os estudos conforme o foco do desenvolvimento, a fim de identificar lacunas de conhecimento e recomendar futuras direções para pesquisas mais clinicamente relevantes, foram analisados 102 artigos identificando o tema central e suas métricas. Com o resultado desta dissertação, o produto tecnológico construído foi um material instrucional para desenvolver IA em mamografia. Conclusão: A comparação entre IA e médicos radiologistas evidencia uma tendência de integração colaborativa, em que a IA atua como ferramenta de suporte clínico e segunda leitura, e não como substituta do profissional. Sobre os bancos de dados foi identificado avanços significativos na criação e utilização de bancos de dados para IA em mamografia, persistem limitações quanto à diversidade étnica, padronização e transparência metodológica. A predominância de bases de países desenvolvidos restringe a generalização dos algoritmos em contextos globais. Outro ponto relevante é que poucos estudos especificaram o uso de imagens com implantes mamários, baixa dose e mamografia com contraste, aspectos relevantes para a aplicabilidade clínica ampla.
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    Estudo da radiossensibilização de células tumorais de câncer colorretal (HRT-18) e carcinoma hepatocelular (HEPG2) com nanopartículas magnéticas estabilizadas com copoiléster
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-04-19) Ricardo, Eduardo Sant’Ana; Zottis, Alexandre D’Agostini; Felipe, Karina Bettega; https://orcid.org/0000-0003-2109-4803; http://lattes.cnpq.br/2803686235436871; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; http://lattes.cnpq.br/4968285315317637; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Leal, Teresa Cristina dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6769-4922; http://lattes.cnpq.br/0823448117344311; Pedrosa, Rozangela Curi; https://orcid.org/0000-0003-1732-8363; http://lattes.cnpq.br/5839835671483987; Beltrame, Jeovandro Maria; https://orcid.org/0000-0003-4100-9258; http://lattes.cnpq.br/6481215731539412
    As nanopartículas de óxido de ferro têm grande potencial para aplicações biomédicas, especialmente na oncologia, onde têm sido exploradas em aplicações como agentes de contraste para imagem por ressonância magnética, hipertermia magnética para destruição seletiva de células cancerosas e transporte vetorizado de fármacos quimioterápicos, potencializando o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento do câncer. O presente estudo investigou a interação entre nanopartículas de óxido de ferro revestidas com copoliéster caprolactona modificada por cisteína e as linhagens celulares HRT-18 (câncer colorretal) e HepG2 (carcinoma hepatocelular). Contrariando as expectativas, os resultados não revelaram o padrão esperado de radiossensibilização, pois não houve um impacto significativo na viabilidade celular, mesmo após exposição a diferentes concentrações das nanopartículas, quantificados por ensaios de NRU - Neutral Red Uptake. Uma análise de Dispersão Dinâmica de Luz (DLS) sugeriu a presença de aglomerações nas nanopartículas, apresentando resultados entre 832 a 1464 nanômetros, o que pode ter limitado a capacidade de penetração nas células-alvo. Os resultados dos Testes de Potencial Zeta variaram de -19,4 a 21,24 mV, indicando uma tendência à dispersão das nanopartículas, contrariando a formação de aglomerados. Este estudo representa um ponto de partida para uma nova era de pesquisa no campo da oncologia. As descobertas deste estudo não só fornecem respostas, mas também levantam uma miríade de novas questões, incentivando futuros cientistas a explorar o vasto e promissor mundo da nanomedicina e seu papel na luta contra o câncer.
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    Estimativa da dose efetiva acumulada em pacientes com doenças cardiovasculares submetidos a múltiplos procedimentos radiológicos
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-03-28) Viero, Ana Paula; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Weis, Guilherme Lopes; http://lattes.cnpq.br/1966096442389777; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/0777265836713318; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Marques, Mateus Diniz; http://lattes.cnpq.br/1552598182009478; Sá, Lidia Vasconcellos de; https://orcid.org/0000-0003-1692-8746; http://lattes.cnpq.br/4531914672489076
    Este estudo teve como objetivo realizar o levantamento da dose efetiva acumulada CED recebida por pacientes com doenças cardiovasculares, submetidos a múltiplos procedimentos diagnósticos e terapêuticos em um hospital universitário na região sul do Brasil. O estudo foi conduzido por meio de uma pesquisa quantitativa, descritiva, exploratória e documental retrospectiva, na qual foi analisada a exposição à radiação em 378 pacientes, totalizando 658 exames realizados no período de 2022-2023. Dentre os pacientes houve uma predominância de 60,3% do sexo masculino e 39,7% do sexo feminino. A idade dos participantes variou entre 23 e 89 anos, sendo a maioria com 71 anos. Foram identificados 63 tipos diferentes de exames/procedimentos, sendo em média, realizados 2,04 exames/procedimentos por paciente. Os exames mais realizados foram CAT (n=208), ACTP (n=86), seguido por CPM (n=82). Foram registrados 136 diferentes CIDs associados aos exames realizados, destacando-se alta prevalência de exames associados a condições cardíacas e cerebrovasculares. As indicações mais frequentes foram IAM (I21.9), angina pectoris (I20) e doença aterosclerótica do coração (I25). A dose efetiva média (E) foi de 16,97±22,01 mSv, com a maior dose proveniente de um procedimento de ACTP (312,02 mSv) e a menor de uma tomografia computadorizada dental (0,07 mSv). 39,68% dos pacientes receberam E <20 mSv, entretanto foi observado que as E máximas para um único exame podem apresentar valores bem superiores as este, um exemplo é o exame de ACTP que apresenta E média de 35,16±39,13 mSv e valor de E variando desde 2,37-312,02 mSv. A dose efetiva acumulada (CED) média foi de 27,44±35,44 mSv (IC 95% 23,87-31,01 mSv), com o maior percentual dos pacientes (38,09%) recebendo CED ≤15 mSv. No entanto, 5,03% (n=19) dos pacientes receberam CED ≥100 mSv, com um grupo significativo (42,10%) ultrapassando os 150 mSv. A dose média para pacientes com exposição superior a 100 mSv foi 154,18±52,86 mSv (IC 95% 128,7-179,66 mSv), com a tomografia computadorizada contribuindo para a maior parte da dose acumulada nesta categoria.
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    Avaliação das exposições médicas em angiotomografia coronariana utilizando a estimativa de dose específica por tamanho do paciente (SSDE) em um centro de diagnostico por imagem
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-06-19) Botelho, Apolinário de Oliveira; Zottis, Alexandre D’Agostini; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; https://orcid.org/0009-0008-5988-3852; http://lattes.cnpq.br/1339056876607863; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831
    Este estudo avaliou a exposição à radiação em exames de angiotomografia computadorizada coronariana (CCTA) com aquisição retrospectiva sincronizada ao ECG, utilizando CTDIvol, DLP e SSDE. Foram analisados 415 exames, considerando as dimensões corporais dos pacientes para o cálculo do SSDE. A mediana do CTDIvol foi 58,0 mGy e a do SSDE, 65,1 mGy. Os resultados demonstraram diferenças entre os indicadores e a influência do tamanho corporal na estimativa de dose.
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    Análise do algorítimo Acuros XB para cálculo de dose em tratamentos de teleterapia em situações de heterogeneidade
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-08-26) Eisenhut, Felipe Martin; Zottis, Alexandre D’Agostini; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; http://lattes.cnpq.br/6192635244332567; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Sakuraba, Roberto Kenji; http://lattes.cnpq.br/9937240726681758
    O cálculo preciso da dose na radioterapia é essencial para a eficácia e segurança do tratamento, especialmente em meios heterogêneos como tecidos moles, ar, osso e próteses metálicas. Este estudo compara o desempenho dos algoritmos Acuros XB (AXB) e AAA, ambos na versão 16.1.2, em diferentes interfaces heterogêneas (tecidoar, tecido-osso e tecido-metal). As comparações incluem medidas dosimétricas realizadas com câmaras de ionização, filmes radiocrômicos e matriz de diodos, fantomas antropomórficos e um fantoma desenvolvido manualmente para este estudo. Também foi avaliado o tempo de cálculo dos algoritmos, considerando diferentes técnicas de tratamento (3D, IMRT e arcos). Medidas de PDPs, em setup com metal, mostraram desvio do AAA de até 18,8% contra 5,3% usando AXB, com a cortiça, os resultados foram semelhantes (1,5% x 1,7%). Utilizando filmes radiocrômicos nos fantomas antropomórficos, todos os planos tiveram índice gama maior que 96,4% com critério 3% / 3 mm. Usando a matriz de diodos, AAA falha quando os campos atravessam diretamente o metal enquanto AXB apresentou índice gama de 94,7% com critério 1% / 1mm. Na presença da cortiça, ambos os algoritmos apresentam índice gama de 100% com 3% / 3mm, mas com critérios mais restritos AXB apresentou índices melhores. Usando o fantoma Artrodese, vimos que quanto mais forçamos os feixes atravessarem o titânio maior o desvios encontrados com AAA e AXB, obtendo com câmara de ionização, diferenças de 5,8% e 4,0% respectivamente. Utilizando a matriz de diodos, neste mesmo fantoma, temos que o AAA falha no cálculo com campos atravessando o metal enquanto AXB atinge gama de 99,2% com critério 3% / 3mm. Ao analisar as curvas de DVH de diferentes planejamentos e nos diversos setups utilizados neste estudo, encontramos que, em alvos em região de heterogeneidade de baixa densidade, AXB calcula mais dose que AAA, já em alta densidade AXB calcula menos dose ao longo de toda curva de DVH. Quanto aos tempos de cálculo, usando arcos conformacionais, AXB foi 3,7 vezes mais rápido usando GPU, com IMRT AAA é mais rápido que AXB, mas a relação se inverte usando GPU, mas, utilizando a técnica 3D, AXB, mesmo associado ao GPU, usou o dobro do tempo que o AAA. Vimos que, nas proximidades de interfaces com alta densidade, o AAA falha e o AXB se mostrou uma ótima alternativa, não só para regiões de baixa densidade, como casos de pulmão citados em vários artigos e também verificado ao longo do trabalho, mas também para as situações em que o paciente apresenta próteses e implantes. Os resultados obtidos corroboram a adoção e recomendação do Acuros XB nessas situações, como um ótimo recurso no planejamento, garantindo a segurança e a eficácia dos procedimentos para os pacientes.
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    Aplicação de uma ferramenta online baseada na metodologia QUANUM 3.0 para auditorias internas e externas relacionadas à prática de radioiodoterapia em serviços de medicina nuclear do sul do Brasil
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-11-26) Alves, Caroline Scalabrin de Oliveira; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; http://lattes.cnpq.br/3268420895730227; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; Fernandes, Fernando de Amorim; https://orcid.org/0000-0002-6030-9486; http://lattes.cnpq.br/8537889692152588; Zandona, Ednaldo Alexandre; http://lattes.cnpq.br/4869364319745513
    A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza fontes radioativas não seladas, administradas nos pacientes, para fins diagnósticos e terapêuticos. Esta especialidade médica é um dos ramos da medicina que requer mais atenção quando tratamos de monitoramento dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos, esse cuidado se dá pela utilização de fontes de radiação não seladas, sendo que estes processos envolvem uma equipe multidisciplinar, portanto é preciso garantir a qualidade e Proteção Radiológica no atendimento à população para aplicações diagnósticas e terapêuticas, de forma a manter o alto nível de atendimento do serviço prestado pelos profissionais, satisfazendo seus clientes e melhorando o profissionalismo na especialidade, e seguindo as legislações pertinentes. Para atingir estes objetivos, a Agência Internacional de Energia Atômica desenvolveu o Quality Management Audits in Nuclear Medicine Practices (QUANUM) (tradução português - Auditorias de Gestão da Qualidade nas Práticas de Medicina Nuclear), uma ferramenta de gestão da qualidade para auditorias em MN. Assim, este projeto tem como objetivo aplicar a ferramenta online AUDINUM baseada na metodologia QUANUM 3.0 para fins de auditoria interna e externa relacionadas à prática de terapias com radionuclídeos em Serviços de Medicina Nuclear no sul do Brasil. Trata-se de um estudo com abordagem quali-quantitativa e exploratória e sua fundamentação baseia-se em pesquisa bibliográfica e análise documental. Para tanto, foi aplicada a auditoria QUANUM 3.0 em quatro serviços de Medicina Nuclear onde foi utilizada uma ferramenta desenvolvida anteriormente chamada AUDINUM, e construído um instrumento de coleta de dados para avaliação desta ferramenta. Os resultados desta pesquisa permitiram que a ferramenta seja utilizada como um facilitador na aplicação do programa de auditorias internas e externas do QUANUM 3.0, sendo uma ferramenta de fácil entendimento, apontando oportunidades de melhoria nos processos e com os resultados obtidos por meio da auditoria, foram definidos planos de ação que contribuam em relação à constatação das oportunidades de melhoria no desempenho do SMN, ajustando as não conformidades visando atender às necessidades atuais e emergentes observadas.
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    Estimativa de níveis de referência em diagnóstico (DRLS) em procedimentos intervencionistas realizados em um serviço de radiologia do sul do Brasil: um estudo pioneiro no estado de Santa Catarina
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-12-20) Mazuim, Fernando Rockembach; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0000-0002-0693-5638; http://lattes.cnpq.br/6498811276346319; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686
    A radiologia intervencionista consiste em intervenções diagnósticas e terapêuticas por meio da utilização de equipamentos emissores de raios X e devido às altas doses de radiação administradas nos pacientes durante os procedimentos, em muitas situações, é possível ocasionar reações teciduais graves decorrentes dos longos períodos de exposição. Para prevenir doses elevadas desnecessárias durante essas exposições aos pacientes, a International Commission on Radiological Protection recomenda o uso de Níveis de Referência em Diagnóstico como uma ferramenta eficaz que contribui com a otimização em procedimentos realizados nos serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista. Esta pesquisa teve por principal objetivo estabelecer Níveis de Referência em Diagnóstico para procedimentos de Radiologia Intervencionista realizados em um hospital público de Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Para isso foi levantada uma base de dados, que possibilitou a coleta de 453 dados relacionados a exposições médicas realizadas durante os procedimentos intervencionistas, que por sua vez, permitiram estabelecer os Níveis de Referência em Diagnóstico de uma única instalação, conhecidos como valores típicos. Os dados dos pacientes e dos procedimentos foram coletados e tabulados, por intermédio do Serviço de Proteção Radiológica do hospital, mediante consulta ao livro de registros do serviço participante e do Sistema de Armazenamento e Comunicação de Imagens da instituição. Como principais resultados foram estabelecidos valores típicos de DRLs, em termos de kerma no ar no ponto de referência de entrada do paciente, produto kerma-área e tempo total de fluoroscopia, respectivamente, para seis procedimentos: colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (31,3 mGy, 9,3 Gy.cm2 e 3,8 min.), angioplastia (371,6 mGy, 85,9 Gy.cm2 e 23,8 min.), cateterismo (103,3 mGy, 7,2 Gy.cm2 e 3,0 min.), arteriografia (323,1 mGy, 53,0 Gy.cm2 e 15,2 min.), quimioembolização transarterial (1.797,0 mGy, 372,3 Gy.cm2 e 25,5 min.) e implante de permcath (31,4 mGy, 7,3 Gy.cm2 e 3,0 min.). Esta pesquisa constituiu de um estudo piloto que pode fornecer uma base de dados para o serviço e também para outras instituições de saúde iniciarem e revisarem valores de doses entregues aos pacientes em procedimentos intervencionistas, estabelecendo Níveis de Referência em Diagnóstico locais. Os resultados obtidos podem auxiliar o serviço participante no processo de otimização, bem como na atualização dos valores típicos dos procedimentos de RI, podendo assim, trazer benefícios não só aos pacientes como a toda equipe profissional envolvida em um serviço de radiologia intervencionista.
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    Desenvolvimento de software para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-19) Piva, Izabel Cristina Dell’Antônio; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; http://lattes.cnpq.br/2886553569401383; Nogueira, Luciana Batista; https://orcid.org/0000-0003-1813-9898; http://lattes.cnpq.br/3084251272040826; Leal, Teresa Cristina dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6769-4922; http://lattes.cnpq.br/0823448117344311; Savi, Matheus Brum Marques Bianchi; https://orcid.org/0000-0001-9231-3570; http://lattes.cnpq.br/1553763879090568; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165
    Introdução: A evolução tecnológica trouxe avanços que permitem maior precisão diagnóstica. No entanto, cuidados são necessários para avaliar e aprimorar a qualidade dos serviços de mamografia, incluindo controles de qualidade técnicos e clínicos. O controle de qualidade clínico envolve revisão das imagens radiológicas, considerando o posicionamento mamográfico, compressão, exposição, artefatos e definição de imagem. A preocupação com um bom posicionamento mamográfico e, sabendo que a análise dos critérios de qualidade de posicionamento é de extrema importância para a confiabilidade no resultado, surge a necessidade de utilizar a tecnologia para o controle de qualidade clínico em mamografia que tem o intuito de aprimorar o sistema de gestão da qualidade em mamografia utilizando o método PGMI (perfeito, bom, moderado, inadequado). Objetivo: Desenvolver um software como instrumento de avaliação para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de caráter exploratório com abordagem qualitativa. Foi utilizado um protocolo de controle de qualidade clínico em posicionamento utilizando o método PGMI, já validado por especialistas, junto com uma revisão integrativa para definir os critérios e parâmetros de avaliação que foram aplicados no software. A revisão integrativa se deu pela pesquisa realizada nas bases de dados disponíveis em plataformas de pesquisa científica digital. A estratégia de busca foi definida com o auxílio de uma bibliotecária. A seleção dos artigos da pesquisa foi realizada, primeiro, por meio da leitura dos títulos e resumos e, depois, pela leitura do artigo completo. Já para o desenvolvimento do software foi utilizado a abordagem ágil com metodologia incremental, sendo executado em quatro etapas: (I) criação do escopo inicial do projeto, (II) especificação, (III) desenvolvimento do software e (IV) avaliações intercaladas, com rápidos feedbacks entre todas as atividades. Resultados: Os resultados obtidos estão demonstrados por meio de dois manuscritos e um produto de inovação tecnológica. O manuscrito 1, “Critérios de qualidade clínico no posicionamento mamográfico no sistema PGMI: revisão integrativa dos parâmetros de avaliação” buscou analisar e definir as classificações de cada critério do controle de qualidade clínico em mamografia. A partir deste estudo foi definido quais itens de avaliação dos critérios de qualidade clínico do posicionamento se encaixavam em cada classificação do sistema de avaliação PGMI. O manuscrito 2, “Senoo: Instrumento automatizado de avaliação para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico”, que trata-se de uma produção de inovação tecnológica, sendo o produto principal o software Senoo. Conclusão: Foi desenvolvido o software Senoo, uma solução inovadora, que não se limita ao registro das avaliações e ações realizadas pelos profissionais das técnicas radiológicas, mas que também serve como suporte à tomada de decisão gerencial, contribuindo para a melhoria contínua por meio de uma ferramenta acessível e de fácil instalação. O seu principal diferencial reside na capacidade de avaliar as imagens com base nos dados inseridos, ampliando as possibilidades de melhoria contínua no posicionamento mamográfico.
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    Proposta de protocolo de orientações em proteção radiológica aplicado a radioiodoterapia
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-11-29) Camargo, Lucas Faconi; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; http://lattes.cnpq.br/3612650358692824; Soares, Flavio Augusto Penna; https://orcid.org/0000-0002-2668-7627; http://lattes.cnpq.br/1128235541236010; Zandona, Ednaldo Alexandre; http://lattes.cnpq.br/4869364319745513; Vieira, Lina da Conceição Capela de Oliveira
    A otimização dos processos relativos à proteção radiológica é um importante parâmetro a ser implementado, pois permite uma melhor gestão dos procedimentos e recursos dos Serviços de Medicina Nuclear, principalmente nas terapias realizadas nestes ambientes. O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma ferramenta web e uma cartilha personalizada focada na radioiodoterapia. Este estudo foi desenvolvido de maneira prospectiva, com abordagem qualitativa e exploratória. Os dados foram coletados em um Serviço de Medicina Nuclear (SMN) do Sul do Brasil após a aprovação do comitê de ética em pesquisa. A ferramenta web para cálculo de meia vida efetiva foi desenvolvida utilizando um modelo auxiliar de regressão linear múltipla utilizando as variáveis importantes para determinar o tempo de meia vida efetiva. A criação da cartilha foi desenvolvida no software Microsoft Excel 2021®. Para a validação da ferramenta foram utilizados dados de pacientes que já haviam sido coletadas anteriormente. A ferramenta web foi desenvolvida e a cartilha de proteção radiológica integrada, ambos estão disponibilizados on-line. O site solicita o preenchimento dos dados essenciais para a realização dos cálculos, após gerar um gráfico que permite a seleção da terapia realizada (disponível apenas radioiodoterapia no momento) e gera um arquivo PDF com as orientações de proteção radiológica personalizadas de acordo com o cálculo individual de meia vida efetiva.
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    Estudo comparativo de dose efetiva em pacientes oncológicos submetidos à exames de tomografia computadorizada multifásica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-03-31) Fragnani, Mateus das Neves; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0009-0000-1804-7913; http://lattes.cnpq.br/2943290945402667; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Machado, Jéssica Soares; http://lattes.cnpq.br/8248549854759404; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353
    O objetivo da presente pesquisa consistiu na comparação das doses efetivas estimadas em pacientes oncológicos submetidos a diferentes protocolos de TC abdominal e torácica, multifásico, para estadiamento de neoplasias, em um hospital no sul do Brasil. A revisão da literatura se fundamentou na Legislação nacional aplicável em Proteção em Radiológica; Organizações e Legislação internacional aplicáveis; Estimativa de dose em TC; Exames de TC em pacientes oncológicos; Estimativa de dose em pacientes e em TC oncológica e Aquisição das imagens/Origem das imagens de TC Sistema de Regulação. Este foi um estudo quantitativo, retrospectivo, realizado em um hospital de referência no atendimento de alta complexidade a pacientes oncológicos. A amostra do estudo foi composta por 400 relatórios de exames de pacientes submetidos a exames de TC com indicação clínica de estadiamento de neoplasias, realizados entre 2022 a junho de 2024, ambos os sexos, maiores de 18 anos e sem limite de idade máxima. A coleta dos dados foi realizada de julho a agosto de 2024. Dados que foram extraídos do sistema Picture Archiving and Communication System (PACS) respeitando os critérios de elegibilidade, em um tomógrafo modelo Canon Aquilion Lightning. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa do IFSC, parecer número 6.644.622, em fevereiro de 2024. A análise estatística foi conduzida nos software Jamovi versão 2.6. Os resultados foram apresentados em termos de mediana e quartis, obtendo-se as seguintes medianas: protocolo 4 fases - Dose efetiva 12,71 mGy; valores típicos/DRLs - CTDIvol 4,59 mGy e DLP 847,34 mGy.cm e e uma dose efetiva média de 12,71 mSv. Protocolo 3 fases - Dose efetiva 12,71 mGy; valores típicos/DRLs - CTDIvol 4,59 mGy e DLP 847,34 mGy.cm e e uma dose efetiva média de 12,71 mSv. Os valores de CTDIvol e DLP foram, respectivamente: 4,51 mSv e 1.051,7 mGy.cm (4 fases) e 4,47 mSv e 822,41 mGy.cm (3 fases). A variação entre os valores de DLP, de 21% a menos para o protocolo de 3 fases, mostra o potencial para revisão e otimização de protocolos na prática clínica. O número da amostra, informações como peso e altura do paciente, e a diferenciação dos registros e da tecnologia foram limitantes. O estudo apresenta uma metodologia para estimar doses em tomografia computadorizada oncológica, visando aprimorar a prática clínica e enfatizar a necessidade de revisar protocolos de exames para pacientes oncológicos.
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    Análise do conhecimento sobre exposição ocupacional e proteção radiológica entre cirurgiões-dentistas em unidades de saúde públicas no sul do Brasil: um estudo de caso
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-06-06) Santos, Jean Ivan dos; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; https://orcid.org/0000-0001-6088-8329; http://lattes.cnpq.br/8336147205590597; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831
    Este estudo analisou a percepção dos cirurgiões-dentistas acerca da exposição ocupacional na radiologia odontológica em um município da região sul do Brasil, com 31 UBS e população de 264.054 habitantes. Trata-se de um estudo de caso, qualitativo, realizado com sete cirurgiões-dentistas atuantes em UBS com serviço de radiologia odontológica. Os dados foram coletados por meio de questionário fechado e entrevista semiestruturada, sendo analisados conforme a técnica de análise temática de conteúdo de Bardin, com auxílio do software Atlas.ti v.(2025). Os resultados apresentados em formato de artigo revelam um cenário dual. Por um lado, todos os profissionais utilizam avental de chumbo nos pacientes, e a maioria reconhece a importância do protetor de tireoide, bem como os princípios básicos de proteção radiológica, o uso de filmes de média e alta sensibilidade e a variação de parâmetros técnicos por faixa etária. Isso demonstra compromisso com a segurança do paciente, mesmo na ausência de especialistas em radiologia entre os entrevistados. Por outro lado, observam-se lacunas importantes no conhecimento técnico-normativo, como o desconhecimento da eficácia do colimador retangular, da técnica do paralelismo, dos limites de dose ocupacional e da atuação de órgãos reguladores como a CNEN. Há ainda baixa familiaridade com normas atuais, além de dificuldades em indicar a frequência adequada dos testes de qualidade e do levantamento radiométrico. Tais fragilidades apontam para a necessidade de capacitação contínua, que fortaleça o conhecimento técnico-legal e promova práticas mais seguras. A gestão eficiente dos serviços, com manutenção preventiva e controles de qualidade sistemáticos, também se mostra essencial. Conclui-se que o conhecimento dos cirurgiões-dentistas da atenção primária à saúde sobre a exposição ocupacional e proteção radiológica em radiologia odontológica intrabucal, está aquém do esperado. Essa constatação evidencia a urgência de investir em educação continuada em serviço e em políticas eficazes que assegurem a proteção radiológica dos profissionais e dos pacientes, como produto do estudo realizado foi elaborada uma cartilha sobre proteção radiológica para o cirurgião-dentista atuante na radiologia odontológica intrabucal no serviço de saúde pública.
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    Estimativa de dose e determinação de níveis de referência em diagnóstico (DRLs) em exames de tomografia computadorizada de tórax utilizando o software Ncict 3.0
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-19) Araújo, Marcio de Armas; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/0312590934746898; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; Machado, Jéssica Soares; http://lattes.cnpq.br/8248549854759404
    A tomografia computadorizada (TC) é uma técnica avançada de imagem médica que cria imagens digitais por meio da atenuação de feixes de raios X pela anatomia do paciente e de cálculos matemáticos, proporcionando grande evolução no processo diagnóstico. Embora seja uma ferramenta importante no diagnóstico e tratamento de várias doenças, a TC contribui significativamente para a dose efetiva de radiação recebida pela população mundial. Assim, estimar a dose recebida pelos pacientes durante o exame de TC é essencial para otimizar os protocolos de imagem e estabelecer níveis de referência em diagnóstico. Objetivo: Estimar as doses recebidas por pacientes submetidos a exames de TC de tórax usando o software NCICT® 3.0 e estabelecer os níveis de referência do serviço participante. Método: Este estudo consiste em uma pesquisa retrospectiva quantitativa que tem como objetivo estimar as doses de radiação recebidas por pacientes em exames de TC de tórax. Para isso, após aprovação em comitê de ética, foram coletadas informações sobre o tomógrafo, parâmetros de exame e dados secundários dos pacientes a partir dos Relatórios Estruturados de Dose de Radiação (RDSR): idade, kVp, mAs, CTDIvol, DLP, comprimento de varredura, pitch, colimação, nome do protocolo e indicação clínica. A população do estudo foi composta por 549 pacientes adultos de ambos os sexos, submetidos a exames de TC de tórax rotina e tórax baixa dose. Após a coleta os dados foram inseridos no software NCICT® versão 3.0 na ferramenta batch run a fim de estimar as doses recebidas em termos de dose em órgão e dose efetiva. Além disso, os valores de CTDIvol e DLP foram usados para determinar os valores típicos praticados no serviço. Resultados: O valor da mediana da Dose Efetiva encontrada neste estudo foi de 4,29 mSv, ficando abaixo dos valores típicos referenciados pela AAPM. Já em relação a Dose equivalente em órgãos, a tiróide recebeu a maior dose de radiação, 9,07 mSv. Outros dois órgãos que mais receberam dose foram o timo e a traqueia com, respectivamente, 8,81 mSv e 8,3 mSv. Os valores típicos de CTDIvol e DLP foram respectivamente, 8,2 mGy e 306,2 mGy.cm. Ambos os valores de DRLs apresentados neste estudo, que quando comparados com outros estudos, são menores do que os praticados. Conclusão: O estudo apresentou uma metodologia para estimar doses em tomografia computadorizada de tórax, visando aprimorar a prática clínica e enfatizar a necessidade de revisar protocolos de exames, otimizando as doses de radiação entregues aos pacientes.
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    VoxelMatch: sistema de avaliação de similaridade de imagens geradas por algoritmos de Deep Learning
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-10-31) Ramos Júnior, José Nildo Ferreira; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; http://lattes.cnpq.br/9903987694783529; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Malheiros, Morise de Gusmão; http://lattes.cnpq.br/9517449187305290; Piedade, Pedro Argôlo; https://orcid.org/0000-0002-3966-6702; http://lattes.cnpq.br/9096163242276579
    Com o objetivo de aprimorar a precisão e a eficiência no planejamento de radioterapia, este estudo concentrou-se no desenvolvimento de um sistema de avaliação de similaridade de imagens geradas por algoritmos de deep learning na avaliação de três sistemas de autossegmentação. O estudo foi direcionado especificamente para a região anatômica da próstata, devido à alta incidência de neoplasias, que demandam um planejamento de tratamento preciso e personalizado. Foram selecionados 15 imagens de tomografia computadorizada de pacientes com características semelhantes, a fim de garantir a eficiencia do software e uma comparação consistente e confiável entre os sistemas. A escolha de pacientes com perfis semelhantes foi importante para minimizar variáveis que pudessem interferir nos resultados, permitindo uma análise mais precisa do desempenho dos sistemas de autossegmentação. Para realizar a análise, foi desenvolvido o VoxelMatch, que se trata de um Sistema de Avaliação de Similaridade de Imagens Binárias Geradas por Deep Learning, que utiliza métricas como o Coeficiente de Similaridade de Dice (DSC) e a Distância de Hausdorff (HD) para avaliar a precisão das segmentações automáticas em relação às manuais, realizadas por especialistas em oncologia radioterápica. Os resultados demonstraram que os sistemas de deep learning têm potencial para melhorar a eficiência e a consistência no planejamento de radioterapia, na região da próstata, reduzindo o tempo de segmentação e aumentando a precisão dos contornos. As métricas de avaliação escolhidas foram o Coeficiente de Similaridade de Dice e a Distância de Hausdorff, que permitiram quantificar a sobreposição e a discrepância espacial entre os contornos. Os resultados também demonstraram que os três softwares apresentaram valores médios de DSC entre 0,88 e 0,94 e valores de HD que variaram, de maneira consistente, em torno de 3 a 4,5 mm para os órgãos avaliados (próstata, reto, bexiga e cabeças femorais bilaterais). Tais resultados, sugerem que a autosegmentação baseada em deep learning pode reduzir significativamente o tempo de delineamento, diminuir a variabilidade interobservador e oferecer uma precisão comparável à segmentação manual. O estudo, portanto, reforça a relevância da integração de tecnologias baseadas em deep learning ao planejamento radioterápico, demonstrando que os algoritmos de autosegmentação podem atuar como ferramentas de apoio altamente eficazes para os profissionais da área. Além de otimizar o tempo de delineamento e reduzir a variabilidade interobservador, essas soluções contribuem para o aprimoramento da qualidade do tratamento, assegurando maior precisão anatômica, reprodutibilidade e segurança ao paciente. Assim, a incorporação de sistemas inteligentes de autosegmentação representa um avanço significativo rumo à radioterapia de alta precisão e à personalização terapêutica baseada em evidências científicas.