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    Estudo da radiossensibilização de células tumorais de câncer colorretal (HRT-18) e carcinoma hepatocelular (HEPG2) com nanopartículas magnéticas estabilizadas com copoiléster
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-04-19) Ricardo, Eduardo Sant’Ana; Zottis, Alexandre D’Agostini; Felipe, Karina Bettega; https://orcid.org/0000-0003-2109-4803; http://lattes.cnpq.br/2803686235436871; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; http://lattes.cnpq.br/4968285315317637; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Leal, Teresa Cristina dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6769-4922; http://lattes.cnpq.br/0823448117344311; Pedrosa, Rozangela Curi; https://orcid.org/0000-0003-1732-8363; http://lattes.cnpq.br/5839835671483987; Beltrame, Jeovandro Maria; https://orcid.org/0000-0003-4100-9258; http://lattes.cnpq.br/6481215731539412
    As nanopartículas de óxido de ferro têm grande potencial para aplicações biomédicas, especialmente na oncologia, onde têm sido exploradas em aplicações como agentes de contraste para imagem por ressonância magnética, hipertermia magnética para destruição seletiva de células cancerosas e transporte vetorizado de fármacos quimioterápicos, potencializando o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento do câncer. O presente estudo investigou a interação entre nanopartículas de óxido de ferro revestidas com copoliéster caprolactona modificada por cisteína e as linhagens celulares HRT-18 (câncer colorretal) e HepG2 (carcinoma hepatocelular). Contrariando as expectativas, os resultados não revelaram o padrão esperado de radiossensibilização, pois não houve um impacto significativo na viabilidade celular, mesmo após exposição a diferentes concentrações das nanopartículas, quantificados por ensaios de NRU - Neutral Red Uptake. Uma análise de Dispersão Dinâmica de Luz (DLS) sugeriu a presença de aglomerações nas nanopartículas, apresentando resultados entre 832 a 1464 nanômetros, o que pode ter limitado a capacidade de penetração nas células-alvo. Os resultados dos Testes de Potencial Zeta variaram de -19,4 a 21,24 mV, indicando uma tendência à dispersão das nanopartículas, contrariando a formação de aglomerados. Este estudo representa um ponto de partida para uma nova era de pesquisa no campo da oncologia. As descobertas deste estudo não só fornecem respostas, mas também levantam uma miríade de novas questões, incentivando futuros cientistas a explorar o vasto e promissor mundo da nanomedicina e seu papel na luta contra o câncer.
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    Estimativa da dose efetiva acumulada em pacientes com doenças cardiovasculares submetidos a múltiplos procedimentos radiológicos
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-03-28) Viero, Ana Paula; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Weis, Guilherme Lopes; http://lattes.cnpq.br/1966096442389777; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/0777265836713318; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Marques, Mateus Diniz; http://lattes.cnpq.br/1552598182009478; Sá, Lidia Vasconcellos de; https://orcid.org/0000-0003-1692-8746; http://lattes.cnpq.br/4531914672489076
    Este estudo teve como objetivo realizar o levantamento da dose efetiva acumulada CED recebida por pacientes com doenças cardiovasculares, submetidos a múltiplos procedimentos diagnósticos e terapêuticos em um hospital universitário na região sul do Brasil. O estudo foi conduzido por meio de uma pesquisa quantitativa, descritiva, exploratória e documental retrospectiva, na qual foi analisada a exposição à radiação em 378 pacientes, totalizando 658 exames realizados no período de 2022-2023. Dentre os pacientes houve uma predominância de 60,3% do sexo masculino e 39,7% do sexo feminino. A idade dos participantes variou entre 23 e 89 anos, sendo a maioria com 71 anos. Foram identificados 63 tipos diferentes de exames/procedimentos, sendo em média, realizados 2,04 exames/procedimentos por paciente. Os exames mais realizados foram CAT (n=208), ACTP (n=86), seguido por CPM (n=82). Foram registrados 136 diferentes CIDs associados aos exames realizados, destacando-se alta prevalência de exames associados a condições cardíacas e cerebrovasculares. As indicações mais frequentes foram IAM (I21.9), angina pectoris (I20) e doença aterosclerótica do coração (I25). A dose efetiva média (E) foi de 16,97±22,01 mSv, com a maior dose proveniente de um procedimento de ACTP (312,02 mSv) e a menor de uma tomografia computadorizada dental (0,07 mSv). 39,68% dos pacientes receberam E <20 mSv, entretanto foi observado que as E máximas para um único exame podem apresentar valores bem superiores as este, um exemplo é o exame de ACTP que apresenta E média de 35,16±39,13 mSv e valor de E variando desde 2,37-312,02 mSv. A dose efetiva acumulada (CED) média foi de 27,44±35,44 mSv (IC 95% 23,87-31,01 mSv), com o maior percentual dos pacientes (38,09%) recebendo CED ≤15 mSv. No entanto, 5,03% (n=19) dos pacientes receberam CED ≥100 mSv, com um grupo significativo (42,10%) ultrapassando os 150 mSv. A dose média para pacientes com exposição superior a 100 mSv foi 154,18±52,86 mSv (IC 95% 128,7-179,66 mSv), com a tomografia computadorizada contribuindo para a maior parte da dose acumulada nesta categoria.
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    Avaliação das exposições médicas em angiotomografia coronariana utilizando a estimativa de dose específica por tamanho do paciente (SSDE) em um centro de diagnostico por imagem
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-06-19) Botelho, Apolinário de Oliveira; Zottis, Alexandre D’Agostini; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; https://orcid.org/0009-0008-5988-3852; http://lattes.cnpq.br/1339056876607863; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831
    Este estudo avaliou a exposição à radiação em exames de angiotomografia computadorizada coronariana (CCTA) com aquisição retrospectiva sincronizada ao ECG, utilizando CTDIvol, DLP e SSDE. Foram analisados 415 exames, considerando as dimensões corporais dos pacientes para o cálculo do SSDE. A mediana do CTDIvol foi 58,0 mGy e a do SSDE, 65,1 mGy. Os resultados demonstraram diferenças entre os indicadores e a influência do tamanho corporal na estimativa de dose.
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    Análise do algorítimo Acuros XB para cálculo de dose em tratamentos de teleterapia em situações de heterogeneidade
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-08-26) Eisenhut, Felipe Martin; Zottis, Alexandre D’Agostini; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; http://lattes.cnpq.br/6192635244332567; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Sakuraba, Roberto Kenji; http://lattes.cnpq.br/9937240726681758
    O cálculo preciso da dose na radioterapia é essencial para a eficácia e segurança do tratamento, especialmente em meios heterogêneos como tecidos moles, ar, osso e próteses metálicas. Este estudo compara o desempenho dos algoritmos Acuros XB (AXB) e AAA, ambos na versão 16.1.2, em diferentes interfaces heterogêneas (tecidoar, tecido-osso e tecido-metal). As comparações incluem medidas dosimétricas realizadas com câmaras de ionização, filmes radiocrômicos e matriz de diodos, fantomas antropomórficos e um fantoma desenvolvido manualmente para este estudo. Também foi avaliado o tempo de cálculo dos algoritmos, considerando diferentes técnicas de tratamento (3D, IMRT e arcos). Medidas de PDPs, em setup com metal, mostraram desvio do AAA de até 18,8% contra 5,3% usando AXB, com a cortiça, os resultados foram semelhantes (1,5% x 1,7%). Utilizando filmes radiocrômicos nos fantomas antropomórficos, todos os planos tiveram índice gama maior que 96,4% com critério 3% / 3 mm. Usando a matriz de diodos, AAA falha quando os campos atravessam diretamente o metal enquanto AXB apresentou índice gama de 94,7% com critério 1% / 1mm. Na presença da cortiça, ambos os algoritmos apresentam índice gama de 100% com 3% / 3mm, mas com critérios mais restritos AXB apresentou índices melhores. Usando o fantoma Artrodese, vimos que quanto mais forçamos os feixes atravessarem o titânio maior o desvios encontrados com AAA e AXB, obtendo com câmara de ionização, diferenças de 5,8% e 4,0% respectivamente. Utilizando a matriz de diodos, neste mesmo fantoma, temos que o AAA falha no cálculo com campos atravessando o metal enquanto AXB atinge gama de 99,2% com critério 3% / 3mm. Ao analisar as curvas de DVH de diferentes planejamentos e nos diversos setups utilizados neste estudo, encontramos que, em alvos em região de heterogeneidade de baixa densidade, AXB calcula mais dose que AAA, já em alta densidade AXB calcula menos dose ao longo de toda curva de DVH. Quanto aos tempos de cálculo, usando arcos conformacionais, AXB foi 3,7 vezes mais rápido usando GPU, com IMRT AAA é mais rápido que AXB, mas a relação se inverte usando GPU, mas, utilizando a técnica 3D, AXB, mesmo associado ao GPU, usou o dobro do tempo que o AAA. Vimos que, nas proximidades de interfaces com alta densidade, o AAA falha e o AXB se mostrou uma ótima alternativa, não só para regiões de baixa densidade, como casos de pulmão citados em vários artigos e também verificado ao longo do trabalho, mas também para as situações em que o paciente apresenta próteses e implantes. Os resultados obtidos corroboram a adoção e recomendação do Acuros XB nessas situações, como um ótimo recurso no planejamento, garantindo a segurança e a eficácia dos procedimentos para os pacientes.
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    Aplicação de uma ferramenta online baseada na metodologia QUANUM 3.0 para auditorias internas e externas relacionadas à prática de radioiodoterapia em serviços de medicina nuclear do sul do Brasil
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-11-26) Alves, Caroline Scalabrin de Oliveira; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; http://lattes.cnpq.br/3268420895730227; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; Fernandes, Fernando de Amorim; https://orcid.org/0000-0002-6030-9486; http://lattes.cnpq.br/8537889692152588; Zandona, Ednaldo Alexandre; http://lattes.cnpq.br/4869364319745513
    A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza fontes radioativas não seladas, administradas nos pacientes, para fins diagnósticos e terapêuticos. Esta especialidade médica é um dos ramos da medicina que requer mais atenção quando tratamos de monitoramento dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos, esse cuidado se dá pela utilização de fontes de radiação não seladas, sendo que estes processos envolvem uma equipe multidisciplinar, portanto é preciso garantir a qualidade e Proteção Radiológica no atendimento à população para aplicações diagnósticas e terapêuticas, de forma a manter o alto nível de atendimento do serviço prestado pelos profissionais, satisfazendo seus clientes e melhorando o profissionalismo na especialidade, e seguindo as legislações pertinentes. Para atingir estes objetivos, a Agência Internacional de Energia Atômica desenvolveu o Quality Management Audits in Nuclear Medicine Practices (QUANUM) (tradução português - Auditorias de Gestão da Qualidade nas Práticas de Medicina Nuclear), uma ferramenta de gestão da qualidade para auditorias em MN. Assim, este projeto tem como objetivo aplicar a ferramenta online AUDINUM baseada na metodologia QUANUM 3.0 para fins de auditoria interna e externa relacionadas à prática de terapias com radionuclídeos em Serviços de Medicina Nuclear no sul do Brasil. Trata-se de um estudo com abordagem quali-quantitativa e exploratória e sua fundamentação baseia-se em pesquisa bibliográfica e análise documental. Para tanto, foi aplicada a auditoria QUANUM 3.0 em quatro serviços de Medicina Nuclear onde foi utilizada uma ferramenta desenvolvida anteriormente chamada AUDINUM, e construído um instrumento de coleta de dados para avaliação desta ferramenta. Os resultados desta pesquisa permitiram que a ferramenta seja utilizada como um facilitador na aplicação do programa de auditorias internas e externas do QUANUM 3.0, sendo uma ferramenta de fácil entendimento, apontando oportunidades de melhoria nos processos e com os resultados obtidos por meio da auditoria, foram definidos planos de ação que contribuam em relação à constatação das oportunidades de melhoria no desempenho do SMN, ajustando as não conformidades visando atender às necessidades atuais e emergentes observadas.
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    Estimativa de níveis de referência em diagnóstico (DRLS) em procedimentos intervencionistas realizados em um serviço de radiologia do sul do Brasil: um estudo pioneiro no estado de Santa Catarina
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-12-20) Mazuim, Fernando Rockembach; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0000-0002-0693-5638; http://lattes.cnpq.br/6498811276346319; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686
    A radiologia intervencionista consiste em intervenções diagnósticas e terapêuticas por meio da utilização de equipamentos emissores de raios X e devido às altas doses de radiação administradas nos pacientes durante os procedimentos, em muitas situações, é possível ocasionar reações teciduais graves decorrentes dos longos períodos de exposição. Para prevenir doses elevadas desnecessárias durante essas exposições aos pacientes, a International Commission on Radiological Protection recomenda o uso de Níveis de Referência em Diagnóstico como uma ferramenta eficaz que contribui com a otimização em procedimentos realizados nos serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista. Esta pesquisa teve por principal objetivo estabelecer Níveis de Referência em Diagnóstico para procedimentos de Radiologia Intervencionista realizados em um hospital público de Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Para isso foi levantada uma base de dados, que possibilitou a coleta de 453 dados relacionados a exposições médicas realizadas durante os procedimentos intervencionistas, que por sua vez, permitiram estabelecer os Níveis de Referência em Diagnóstico de uma única instalação, conhecidos como valores típicos. Os dados dos pacientes e dos procedimentos foram coletados e tabulados, por intermédio do Serviço de Proteção Radiológica do hospital, mediante consulta ao livro de registros do serviço participante e do Sistema de Armazenamento e Comunicação de Imagens da instituição. Como principais resultados foram estabelecidos valores típicos de DRLs, em termos de kerma no ar no ponto de referência de entrada do paciente, produto kerma-área e tempo total de fluoroscopia, respectivamente, para seis procedimentos: colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (31,3 mGy, 9,3 Gy.cm2 e 3,8 min.), angioplastia (371,6 mGy, 85,9 Gy.cm2 e 23,8 min.), cateterismo (103,3 mGy, 7,2 Gy.cm2 e 3,0 min.), arteriografia (323,1 mGy, 53,0 Gy.cm2 e 15,2 min.), quimioembolização transarterial (1.797,0 mGy, 372,3 Gy.cm2 e 25,5 min.) e implante de permcath (31,4 mGy, 7,3 Gy.cm2 e 3,0 min.). Esta pesquisa constituiu de um estudo piloto que pode fornecer uma base de dados para o serviço e também para outras instituições de saúde iniciarem e revisarem valores de doses entregues aos pacientes em procedimentos intervencionistas, estabelecendo Níveis de Referência em Diagnóstico locais. Os resultados obtidos podem auxiliar o serviço participante no processo de otimização, bem como na atualização dos valores típicos dos procedimentos de RI, podendo assim, trazer benefícios não só aos pacientes como a toda equipe profissional envolvida em um serviço de radiologia intervencionista.
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    Desenvolvimento de software para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-19) Piva, Izabel Cristina Dell’Antônio; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; http://lattes.cnpq.br/2886553569401383; Nogueira, Luciana Batista; https://orcid.org/0000-0003-1813-9898; http://lattes.cnpq.br/3084251272040826; Leal, Teresa Cristina dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6769-4922; http://lattes.cnpq.br/0823448117344311; Savi, Matheus Brum Marques Bianchi; https://orcid.org/0000-0001-9231-3570; http://lattes.cnpq.br/1553763879090568; Machado, Carolina Neis; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165
    Introdução: A evolução tecnológica trouxe avanços que permitem maior precisão diagnóstica. No entanto, cuidados são necessários para avaliar e aprimorar a qualidade dos serviços de mamografia, incluindo controles de qualidade técnicos e clínicos. O controle de qualidade clínico envolve revisão das imagens radiológicas, considerando o posicionamento mamográfico, compressão, exposição, artefatos e definição de imagem. A preocupação com um bom posicionamento mamográfico e, sabendo que a análise dos critérios de qualidade de posicionamento é de extrema importância para a confiabilidade no resultado, surge a necessidade de utilizar a tecnologia para o controle de qualidade clínico em mamografia que tem o intuito de aprimorar o sistema de gestão da qualidade em mamografia utilizando o método PGMI (perfeito, bom, moderado, inadequado). Objetivo: Desenvolver um software como instrumento de avaliação para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico. Métodos: Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, de caráter exploratório com abordagem qualitativa. Foi utilizado um protocolo de controle de qualidade clínico em posicionamento utilizando o método PGMI, já validado por especialistas, junto com uma revisão integrativa para definir os critérios e parâmetros de avaliação que foram aplicados no software. A revisão integrativa se deu pela pesquisa realizada nas bases de dados disponíveis em plataformas de pesquisa científica digital. A estratégia de busca foi definida com o auxílio de uma bibliotecária. A seleção dos artigos da pesquisa foi realizada, primeiro, por meio da leitura dos títulos e resumos e, depois, pela leitura do artigo completo. Já para o desenvolvimento do software foi utilizado a abordagem ágil com metodologia incremental, sendo executado em quatro etapas: (I) criação do escopo inicial do projeto, (II) especificação, (III) desenvolvimento do software e (IV) avaliações intercaladas, com rápidos feedbacks entre todas as atividades. Resultados: Os resultados obtidos estão demonstrados por meio de dois manuscritos e um produto de inovação tecnológica. O manuscrito 1, “Critérios de qualidade clínico no posicionamento mamográfico no sistema PGMI: revisão integrativa dos parâmetros de avaliação” buscou analisar e definir as classificações de cada critério do controle de qualidade clínico em mamografia. A partir deste estudo foi definido quais itens de avaliação dos critérios de qualidade clínico do posicionamento se encaixavam em cada classificação do sistema de avaliação PGMI. O manuscrito 2, “Senoo: Instrumento automatizado de avaliação para o controle de qualidade clínico no posicionamento mamográfico”, que trata-se de uma produção de inovação tecnológica, sendo o produto principal o software Senoo. Conclusão: Foi desenvolvido o software Senoo, uma solução inovadora, que não se limita ao registro das avaliações e ações realizadas pelos profissionais das técnicas radiológicas, mas que também serve como suporte à tomada de decisão gerencial, contribuindo para a melhoria contínua por meio de uma ferramenta acessível e de fácil instalação. O seu principal diferencial reside na capacidade de avaliar as imagens com base nos dados inseridos, ampliando as possibilidades de melhoria contínua no posicionamento mamográfico.
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    Proposta de protocolo de orientações em proteção radiológica aplicado a radioiodoterapia
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-11-29) Camargo, Lucas Faconi; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; http://lattes.cnpq.br/3612650358692824; Soares, Flavio Augusto Penna; https://orcid.org/0000-0002-2668-7627; http://lattes.cnpq.br/1128235541236010; Zandona, Ednaldo Alexandre; http://lattes.cnpq.br/4869364319745513; Vieira, Lina da Conceição Capela de Oliveira
    A otimização dos processos relativos à proteção radiológica é um importante parâmetro a ser implementado, pois permite uma melhor gestão dos procedimentos e recursos dos Serviços de Medicina Nuclear, principalmente nas terapias realizadas nestes ambientes. O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma ferramenta web e uma cartilha personalizada focada na radioiodoterapia. Este estudo foi desenvolvido de maneira prospectiva, com abordagem qualitativa e exploratória. Os dados foram coletados em um Serviço de Medicina Nuclear (SMN) do Sul do Brasil após a aprovação do comitê de ética em pesquisa. A ferramenta web para cálculo de meia vida efetiva foi desenvolvida utilizando um modelo auxiliar de regressão linear múltipla utilizando as variáveis importantes para determinar o tempo de meia vida efetiva. A criação da cartilha foi desenvolvida no software Microsoft Excel 2021®. Para a validação da ferramenta foram utilizados dados de pacientes que já haviam sido coletadas anteriormente. A ferramenta web foi desenvolvida e a cartilha de proteção radiológica integrada, ambos estão disponibilizados on-line. O site solicita o preenchimento dos dados essenciais para a realização dos cálculos, após gerar um gráfico que permite a seleção da terapia realizada (disponível apenas radioiodoterapia no momento) e gera um arquivo PDF com as orientações de proteção radiológica personalizadas de acordo com o cálculo individual de meia vida efetiva.
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    Estudo comparativo de dose efetiva em pacientes oncológicos submetidos à exames de tomografia computadorizada multifásica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-03-31) Fragnani, Mateus das Neves; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0009-0000-1804-7913; http://lattes.cnpq.br/2943290945402667; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Machado, Jéssica Soares; http://lattes.cnpq.br/8248549854759404; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353
    O objetivo da presente pesquisa consistiu na comparação das doses efetivas estimadas em pacientes oncológicos submetidos a diferentes protocolos de TC abdominal e torácica, multifásico, para estadiamento de neoplasias, em um hospital no sul do Brasil. A revisão da literatura se fundamentou na Legislação nacional aplicável em Proteção em Radiológica; Organizações e Legislação internacional aplicáveis; Estimativa de dose em TC; Exames de TC em pacientes oncológicos; Estimativa de dose em pacientes e em TC oncológica e Aquisição das imagens/Origem das imagens de TC Sistema de Regulação. Este foi um estudo quantitativo, retrospectivo, realizado em um hospital de referência no atendimento de alta complexidade a pacientes oncológicos. A amostra do estudo foi composta por 400 relatórios de exames de pacientes submetidos a exames de TC com indicação clínica de estadiamento de neoplasias, realizados entre 2022 a junho de 2024, ambos os sexos, maiores de 18 anos e sem limite de idade máxima. A coleta dos dados foi realizada de julho a agosto de 2024. Dados que foram extraídos do sistema Picture Archiving and Communication System (PACS) respeitando os critérios de elegibilidade, em um tomógrafo modelo Canon Aquilion Lightning. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa do IFSC, parecer número 6.644.622, em fevereiro de 2024. A análise estatística foi conduzida nos software Jamovi versão 2.6. Os resultados foram apresentados em termos de mediana e quartis, obtendo-se as seguintes medianas: protocolo 4 fases - Dose efetiva 12,71 mGy; valores típicos/DRLs - CTDIvol 4,59 mGy e DLP 847,34 mGy.cm e e uma dose efetiva média de 12,71 mSv. Protocolo 3 fases - Dose efetiva 12,71 mGy; valores típicos/DRLs - CTDIvol 4,59 mGy e DLP 847,34 mGy.cm e e uma dose efetiva média de 12,71 mSv. Os valores de CTDIvol e DLP foram, respectivamente: 4,51 mSv e 1.051,7 mGy.cm (4 fases) e 4,47 mSv e 822,41 mGy.cm (3 fases). A variação entre os valores de DLP, de 21% a menos para o protocolo de 3 fases, mostra o potencial para revisão e otimização de protocolos na prática clínica. O número da amostra, informações como peso e altura do paciente, e a diferenciação dos registros e da tecnologia foram limitantes. O estudo apresenta uma metodologia para estimar doses em tomografia computadorizada oncológica, visando aprimorar a prática clínica e enfatizar a necessidade de revisar protocolos de exames para pacientes oncológicos.
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    Análise do conhecimento sobre exposição ocupacional e proteção radiológica entre cirurgiões-dentistas em unidades de saúde públicas no sul do Brasil: um estudo de caso
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-06-06) Santos, Jean Ivan dos; Camozzato, Tatiane Sabriela Cagol; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; https://orcid.org/0000-0002-3530-718X; http://lattes.cnpq.br/0471800071296555; https://orcid.org/0000-0001-6088-8329; http://lattes.cnpq.br/8336147205590597; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831
    Este estudo analisou a percepção dos cirurgiões-dentistas acerca da exposição ocupacional na radiologia odontológica em um município da região sul do Brasil, com 31 UBS e população de 264.054 habitantes. Trata-se de um estudo de caso, qualitativo, realizado com sete cirurgiões-dentistas atuantes em UBS com serviço de radiologia odontológica. Os dados foram coletados por meio de questionário fechado e entrevista semiestruturada, sendo analisados conforme a técnica de análise temática de conteúdo de Bardin, com auxílio do software Atlas.ti v.(2025). Os resultados apresentados em formato de artigo revelam um cenário dual. Por um lado, todos os profissionais utilizam avental de chumbo nos pacientes, e a maioria reconhece a importância do protetor de tireoide, bem como os princípios básicos de proteção radiológica, o uso de filmes de média e alta sensibilidade e a variação de parâmetros técnicos por faixa etária. Isso demonstra compromisso com a segurança do paciente, mesmo na ausência de especialistas em radiologia entre os entrevistados. Por outro lado, observam-se lacunas importantes no conhecimento técnico-normativo, como o desconhecimento da eficácia do colimador retangular, da técnica do paralelismo, dos limites de dose ocupacional e da atuação de órgãos reguladores como a CNEN. Há ainda baixa familiaridade com normas atuais, além de dificuldades em indicar a frequência adequada dos testes de qualidade e do levantamento radiométrico. Tais fragilidades apontam para a necessidade de capacitação contínua, que fortaleça o conhecimento técnico-legal e promova práticas mais seguras. A gestão eficiente dos serviços, com manutenção preventiva e controles de qualidade sistemáticos, também se mostra essencial. Conclui-se que o conhecimento dos cirurgiões-dentistas da atenção primária à saúde sobre a exposição ocupacional e proteção radiológica em radiologia odontológica intrabucal, está aquém do esperado. Essa constatação evidencia a urgência de investir em educação continuada em serviço e em políticas eficazes que assegurem a proteção radiológica dos profissionais e dos pacientes, como produto do estudo realizado foi elaborada uma cartilha sobre proteção radiológica para o cirurgião-dentista atuante na radiologia odontológica intrabucal no serviço de saúde pública.
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    Estimativa de dose e determinação de níveis de referência em diagnóstico (DRLs) em exames de tomografia computadorizada de tórax utilizando o software Ncict 3.0
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-19) Araújo, Marcio de Armas; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/0312590934746898; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Silva, Edilaine Honorio da; https://orcid.org/0000-0002-2501-579X; http://lattes.cnpq.br/2669985375702449; Machado, Jéssica Soares; http://lattes.cnpq.br/8248549854759404
    A tomografia computadorizada (TC) é uma técnica avançada de imagem médica que cria imagens digitais por meio da atenuação de feixes de raios X pela anatomia do paciente e de cálculos matemáticos, proporcionando grande evolução no processo diagnóstico. Embora seja uma ferramenta importante no diagnóstico e tratamento de várias doenças, a TC contribui significativamente para a dose efetiva de radiação recebida pela população mundial. Assim, estimar a dose recebida pelos pacientes durante o exame de TC é essencial para otimizar os protocolos de imagem e estabelecer níveis de referência em diagnóstico. Objetivo: Estimar as doses recebidas por pacientes submetidos a exames de TC de tórax usando o software NCICT® 3.0 e estabelecer os níveis de referência do serviço participante. Método: Este estudo consiste em uma pesquisa retrospectiva quantitativa que tem como objetivo estimar as doses de radiação recebidas por pacientes em exames de TC de tórax. Para isso, após aprovação em comitê de ética, foram coletadas informações sobre o tomógrafo, parâmetros de exame e dados secundários dos pacientes a partir dos Relatórios Estruturados de Dose de Radiação (RDSR): idade, kVp, mAs, CTDIvol, DLP, comprimento de varredura, pitch, colimação, nome do protocolo e indicação clínica. A população do estudo foi composta por 549 pacientes adultos de ambos os sexos, submetidos a exames de TC de tórax rotina e tórax baixa dose. Após a coleta os dados foram inseridos no software NCICT® versão 3.0 na ferramenta batch run a fim de estimar as doses recebidas em termos de dose em órgão e dose efetiva. Além disso, os valores de CTDIvol e DLP foram usados para determinar os valores típicos praticados no serviço. Resultados: O valor da mediana da Dose Efetiva encontrada neste estudo foi de 4,29 mSv, ficando abaixo dos valores típicos referenciados pela AAPM. Já em relação a Dose equivalente em órgãos, a tiróide recebeu a maior dose de radiação, 9,07 mSv. Outros dois órgãos que mais receberam dose foram o timo e a traqueia com, respectivamente, 8,81 mSv e 8,3 mSv. Os valores típicos de CTDIvol e DLP foram respectivamente, 8,2 mGy e 306,2 mGy.cm. Ambos os valores de DRLs apresentados neste estudo, que quando comparados com outros estudos, são menores do que os praticados. Conclusão: O estudo apresentou uma metodologia para estimar doses em tomografia computadorizada de tórax, visando aprimorar a prática clínica e enfatizar a necessidade de revisar protocolos de exames, otimizando as doses de radiação entregues aos pacientes.
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    VoxelMatch: sistema de avaliação de similaridade de imagens geradas por algoritmos de Deep Learning
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-10-31) Ramos Júnior, José Nildo Ferreira; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; http://lattes.cnpq.br/9903987694783529; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Malheiros, Morise de Gusmão; http://lattes.cnpq.br/9517449187305290; Piedade, Pedro Argôlo; https://orcid.org/0000-0002-3966-6702; http://lattes.cnpq.br/9096163242276579
    Com o objetivo de aprimorar a precisão e a eficiência no planejamento de radioterapia, este estudo concentrou-se no desenvolvimento de um sistema de avaliação de similaridade de imagens geradas por algoritmos de deep learning na avaliação de três sistemas de autossegmentação. O estudo foi direcionado especificamente para a região anatômica da próstata, devido à alta incidência de neoplasias, que demandam um planejamento de tratamento preciso e personalizado. Foram selecionados 15 imagens de tomografia computadorizada de pacientes com características semelhantes, a fim de garantir a eficiencia do software e uma comparação consistente e confiável entre os sistemas. A escolha de pacientes com perfis semelhantes foi importante para minimizar variáveis que pudessem interferir nos resultados, permitindo uma análise mais precisa do desempenho dos sistemas de autossegmentação. Para realizar a análise, foi desenvolvido o VoxelMatch, que se trata de um Sistema de Avaliação de Similaridade de Imagens Binárias Geradas por Deep Learning, que utiliza métricas como o Coeficiente de Similaridade de Dice (DSC) e a Distância de Hausdorff (HD) para avaliar a precisão das segmentações automáticas em relação às manuais, realizadas por especialistas em oncologia radioterápica. Os resultados demonstraram que os sistemas de deep learning têm potencial para melhorar a eficiência e a consistência no planejamento de radioterapia, na região da próstata, reduzindo o tempo de segmentação e aumentando a precisão dos contornos. As métricas de avaliação escolhidas foram o Coeficiente de Similaridade de Dice e a Distância de Hausdorff, que permitiram quantificar a sobreposição e a discrepância espacial entre os contornos. Os resultados também demonstraram que os três softwares apresentaram valores médios de DSC entre 0,88 e 0,94 e valores de HD que variaram, de maneira consistente, em torno de 3 a 4,5 mm para os órgãos avaliados (próstata, reto, bexiga e cabeças femorais bilaterais). Tais resultados, sugerem que a autosegmentação baseada em deep learning pode reduzir significativamente o tempo de delineamento, diminuir a variabilidade interobservador e oferecer uma precisão comparável à segmentação manual. O estudo, portanto, reforça a relevância da integração de tecnologias baseadas em deep learning ao planejamento radioterápico, demonstrando que os algoritmos de autosegmentação podem atuar como ferramentas de apoio altamente eficazes para os profissionais da área. Além de otimizar o tempo de delineamento e reduzir a variabilidade interobservador, essas soluções contribuem para o aprimoramento da qualidade do tratamento, assegurando maior precisão anatômica, reprodutibilidade e segurança ao paciente. Assim, a incorporação de sistemas inteligentes de autosegmentação representa um avanço significativo rumo à radioterapia de alta precisão e à personalização terapêutica baseada em evidências científicas.
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    Avaliação das exposições médicas e análise de risco em pacientes pediátricos submetidos à tomografia computadorizada
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-03-31) Gutierrez, Florencia Agustina Perez; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; https://orcid.org/0009-0000-3706-1147; http://lattes.cnpq.br/2954684492832910; Souza, Carla Daruich de; https://orcid.org/0000-0003-1335-8864; http://lattes.cnpq.br/8451835458608326; Goulin, Eduardo Henrique; https://orcid.org/0000-0003-2805-8354; http://lattes.cnpq.br/4705657343916206; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831
    O uso de tecnologias na saúde envolvendo o uso de radiações ionizantes têm crescido exponencialmente nos últimos anos devido a equipamentos mais modernos que facilitam o diagnóstico de diferentes patologias. Dentre essas tecnologias, a Tomografia Computadorizada (TC) é frequentemente solicitada para o diagnóstico em pacientes adultos e também pediátricos. Para os pacientes pediátricos, existe uma preocupação maior, quando comparados com pacientes adultos, por conta de maior radiossensibilidade à radiação ionizante e do risco de desenvolvimento de câncer ao longo da vida. Nesse contexto, diversas organizações internacionais de proteção radiológica têm recomendado a avaliação das doses recebidas por esse grupo mais sensível. Assim, o objetivo deste estudo foi estimar a Dose Efetivas (E), Dose em órgãos e realizar a análise do Risco Atribuível ao Longo da Vida (LAR) proveniente da exposição à radiação ionizante em pacientes pediátricos submetidos à exames de TC em um hospital público do sul do país. Além disso, foi desenvolvido nesta pesquisa, um protótipo para cálculo de LAR. Concomitantemente, foi realizada a coleta de dados secundários no serviço participante, tais como: CTDI vol ; DLP; kV; mAs; pitch ; sexo; idade e demais parâmetros técnicos do exame. Posteriormente, os dados coletados foram inseridos nos softwares NCICT ® , WAZA-ARI ® e RADRAT ® , para obtenção dos valores de Dose Efetiva, Dose em órgãos e LAR. Os valores de dose encontrados foram então comparados com outros estudos e entre os diferentes softwares , por meio da análise estatística descritiva realizada na ferramenta Jamovi ® e linguagem de programação em R na ferramenta RSudio ® . Com relação a E (mSv), os valores medianos encontrados, para faixa etária em ambos os sexos, foram: 0 a 5 anos (2 mSv); 5 - 10 anos (1,6 mSv) e de 10-15 anos (1 mSv). As maiores medianas de Dose em Órgão (mGy) foram obtidas na faixa etária de 0 anos, para o cérebro (7,1 mGy), cristalino (6,6 mGy) e tireoide (0,6 mGy). Quanto ao LAR, as regiões com maiores riscos extras de malignidade, para as exposições ocorridas na região do crânio, foram o sistema nervoso (15,7), a cavidade oral e faringe (15,5) e a tireoide (7,9). De modo geral, tanto as Doses em Órgãos quanto a E, apresentaram valores inferiores aos reportados na literatura. Como produto tecnológico (PTT), neste estudo foi desenvolvido um protótipo que calcula o LAR em exames de TC, por meio da base em dados nacionais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e relatório BEIR VII(2006).
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    Estimativa de níveis de referência em diagnóstico (DRLs) em procedimentos em radiologia odontológica no estado de Santa Catarina
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-12) Ribeiro, Ramon Paiva; Souza, Daiane Cristini Barbosa de; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831; https://orcid.org/0000-0001-6511-8024; http://lattes.cnpq.br/9869274693276532; http://lattes.cnpq.br/2757124108822106; Scopel, Marcos Araquem; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Jornada, Tiago da Silva; https://orcid.org/0000-0003-3482-9784; http://lattes.cnpq.br/0215509361949183
    Apesar disso, a utilização de radiação ionizante nesses procedimentos representa uma fonte de exposição que pode gerar efeitos nocivos, entre eles o aumento do risco relacionado à própria radiação. Apesar de que nem toda radiação recebida pode ocasionar um efeito biológico visível, a exposição sofrida pelo paciente pode resultar em dano celular como quebra do DNA, que quando não reparado pode resultar em um efeito visível. Dessa forma, a definição de valores de referência para as doses empregadas, assegurando simultaneamente a qualidade diagnóstica das imagens e a redução das exposições médicas, constitui uma medida essencial no âmbito da proteção radiológica. Nesse contexto, este trabalho teve por objetivo estimar os níveis de referências em diagnóstico (DRLs) em procedimentos radiológicos realizados em exames odontológicos no estado de Santa Catarina. A metodologia utilizada neste trabalho consistiu em uma pesquisa quantitativa, retrospectiva, na qual foram utilizados informações extraídas de relatórios de controle de qualidade realizados em equipamentos de radiologia odontológica intraoral de serviços em todo o território catarinense. Para determinação dos DRLs foi utilizada a grandeza Kerma no ar incidente (Ka,i), além dos valores de kV, mA e tempo de exposição, conforme o estabelecido na Publicação nº 135 da International Commission of Radioprotection (ICRP) que norteia a metodologia para estabelecimento de DRLs em todo o mundo. Por meio das informações obtidas em relatórios de controle de qualidade foi catalogado os equipamentos de raios X intraoral, considerando fatores como: fabricante, modelo e características técnicas dos aparelhos. Na sequência, avaliou-se a associação entre a técnica de exposição adotada, os parâmetros radiográficos e a dose absorvida pelo paciente, por meio de análise estatística. Estes parâmetros testes permitiram avaliar a qualidade das radiografias obtidas, por meio de teste de qualidade de imagem, parte fundamental do relatório analisado. Por fim, os resultados obtidos foram analisados estatisticamente resultando nos seguintes valores de DRLs, em termos de terceiro quartil: 3,26 mGy para equipamentos convencionais e 2,77 mGy para equipamentos digitais. Ao todo 1139 dados de relatórios foram coletados.
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    Proteção radiológica intervencionista: avaliação da adesão ao dosímetro e equipamentos de proteção radiológica por profissionais de saúde do centro cirúrgico
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-03-10) Fagundes, Pamela Cristina; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Leal, Teresa Cristina dos Santos; https://orcid.org/0000-0001-6769-4922; http://lattes.cnpq.br/0823448117344311; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; http://lattes.cnpq.br/7926475517013160; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460
    A crescente utilização de procedimentos de radiologia intervencionista tem ampliado a exposição ocupacional à radiação ionizante entre profissionais da saúde, especialmente em ambientes hospitalares de alta complexidade. Apesar das diretrizes normativas que regulam o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e dosímetros, observa-se baixa adesão a essas medidas, sugerindo lacunas na percepção de risco e na cultura de segurança radiológica. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo investigar a adesão ao uso de dosímetros e equipamentos de proteção radiológica por profissionais de saúde em centros cirúrgicos durante procedimentos intervencionistas em fluoroscopia. A relevância da pesquisa reside na necessidade de compreender os fatores que influenciam o comportamento de proteção ocupacional, com vistas à promoção de práticas seguras e à redução de danos cumulativos à saúde. A abordagem metodológica adotada foi qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. Os dados foram coletados por meio da aplicação de questionário eletrônico junto a 23 profissionais atuantes em radiologia intervencionista, e analisados para identificar padrões de percepção, barreiras institucionais e elementos facilitadores da adesão. Os resultados indicaram que, embora haja conhecimento técnico sobre os riscos da exposição radiológica, fatores como desconforto no uso dos equipamentos, ausência de fiscalização sistemática e naturalização da rotina de exposição comprometem a adesão efetiva. A pesquisa revelou também a influência de aspectos organizacionais e da formação continuada na consolidação de uma cultura de proteção radiológica. Conclui-se que a adesão aos dosímetros e aos EPIs não depende exclusivamente do acesso aos dispositivos, mas de uma articulação entre conhecimento, atitude, infraestrutura e responsabilidade institucional. Como produto educacional, essa pesquisa originou um Procedimento Operacional Padrão direcionado aos serviços que possuem equipamento de fluoroscopia nos centros cirúrgicos.
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    Aplicações da SGRT no manejo respiratório em radioterapia: uma revisão integrativa da literatura
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-02-20) Muller, Daniela Maria; Scopel, Marcos Araquem; Machado, Carolina Nei; https://orcid.org/0000-0003-3249-0254; http://lattes.cnpq.br/7631247923039165; https://orcid.org/0000-0001-5358-1601; http://lattes.cnpq.br/3199176429620793; http://lattes.cnpq.br/3914894419198824; Zottis, Alexandre D’Agostini; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; Waltrick, Karen Borges; https://orcid.org/0000-0002-2283-7616; http://lattes.cnpq.br/1383322940982831; Correa, Felipe Ramos; http://lattes.cnpq.br/5513189891642552
    A movimentação respiratória representa um dos principais desafios para a precisão da radioterapia em tumores de mama, torácicos e abdominais, podendo comprometer a cobertura do volume-alvo e aumentar a dose em Instituto Federal de Santa Catarina – Reitoria Rua: 14 de julho, 150 | Coqueiros | Florianópolis /SC | CEP: 88.075-010 Fone: (48) 3877-9000 | www.ifsc.edu.br | CNPJ 11.402.887/0001-60 órgãos de risco. A Surface Guided Radiation Therapy (SGRT) tem sido investigada como uma estratégia não invasiva para o monitoramento e manejo do movimento respiratório durante o tratamento. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre a aplicação da SGRT no controle respiratório em radioterapia, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science, SciELO, LILACS/BVS e no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, considerando publicações entre 2015 e 2025. Os resultados indicam que a SGRT proporciona melhoria da acurácia no posicionamento do paciente, com monitoramento em tempo real do movimento respiratório, além da redução das margens de planejamento e da dose em órgãos de risco, especialmente em técnicas como o Deep Inspiration Breath Hold. Entretanto, foram identificadas limitações na aplicação da SGRT em técnicas de manejo respiratório baseadas em outras fases do ciclo respiratório. Conclui-se que a SGRT é uma ferramenta vantajosa no manejo respiratório em radioterapia, contribuindo para maior precisão terapêutica e para o fortalecimento dos princípios da proteção radiológica.
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    Desenvolvimento de um procedimento operacional padrão para gestão de riscos radiológicos em um hospital público
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-02-24) Soares, Yasmim dos Santos Maria; Medeiros, Caroline de; https://orcid.org/0000-0002-1469-8724; http://lattes.cnpq.br/4491304464573596; https://orcid.org/0000-0002-1201-0471; http://lattes.cnpq.br/6618644751435411; Melo, Juliana Almeida Coelho de; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; Oliveira, Marcus Vinicius Linhares de; https://orcid.org/0000-0001-9942-1478; http://lattes.cnpq.br/4914371412014179
    Os riscos associados aos serviços de radiologia diagnóstica e intervencionista podem ser gerenciados; entretanto, erros e riscos evitáveis relacionados aos cuidados em saúde ainda representam um desafio para a segurança do paciente em nível mundial. Nesse contexto, o Procedimento Operacional Padrão (POP) configura-se como uma ferramenta eficaz para a padronização dos processos de trabalho e para a garantia da qualidade dos serviços prestados. Assim, o objetivo deste estudo foi desenvolver um Procedimento Operacional Padrão (POP) para o gerenciamento de riscos radiológicos em um hospital público no estado de Santa Catarina. Trata-se de um estudo metodológico, exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa e quantitativa. O POP configura-se como uma ferramenta essencial para a gestão em saúde, contribuindo de forma significativa para a organização, padronização e segurança dos processos de trabalho. Na primeira etapa, realizou-se um diagnóstico situacional do local de estudo por meio de uma adaptação do questionário de Avaliação da Gestão de Riscos Assistenciais em Serviços de Saúde (AGRASS). Na segunda etapa, o POP foi elaborado com base nas fragilidades identificadas no diagnóstico inicial. Na terceira etapa, procedeu-se à validação de conteúdo por especialistas utilizando a técnica Delphi, com aplicação do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e do teste de usabilidade System Usability Scale (SUS). Os resultados da validação indicaram que 77,8% dos especialistas aprovaram o POP sem necessidade de alterações, enquanto 22,2% aprovaram com sugestões, todas posteriormente incorporadas ao documento final. A validação de conteúdo demonstrou que o POP é válido e apresenta condições de implementação em serviços de diagnóstico por imagem que utilizam radiação ionizante, podendo ser aplicado em clínicas e hospitais, desde que adaptado às especificidades de cada contexto.
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    Boas práticas em segurança e saúde dos trabalhadores de uma unidade cirúrgica: uma relação dialética entre o SESMT e a proteção radiológica
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2026-06-02) Jesus, Regiane Ribeiro Liberato de; Melo, Juliana Almeida Coelho de; Ribeiro, Gerusa; https://orcid.org/0000-0003-3188-8017; http://lattes.cnpq.br/7083311658483353; https://orcid.org/0000-0003-2217-9649; http://lattes.cnpq.br/1804094254041686; https://orcid.org/0009-0005-7741-6623; http://lattes.cnpq.br/6219943200431138; Huhn, Andrea; https://orcid.org/0000-0002-4348-9374; http://lattes.cnpq.br/2167651436297038; Fabricio, Daniel Antonio Kapper; http://lattes.cnpq.br/6032410093657035; Anderson, Tiago Jorge; http://lattes.cnpq.br/6229246597617312; Soares, Flavio Augusto Penna; https://orcid.org/0000-0002-2668-7627; http://lattes.cnpq.br/1128235541236010
    Objetivo: Compreender a relação dialética entre os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e a proteção radiológica na implantação de boas práticas em segurança e saúde dos trabalhadores de uma unidade cirúrgica hospitalar no Sul do Brasil. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa, desenvolvida em um centro cirúrgico hospitalar. Participaram do estudo 75 trabalhadores de diferentes categorias profissionais. A coleta de dados ocorreu entre agosto e novembro de 2025 por meio de observação não participante do processo de trabalho, aplicação da Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP) e a utilização de dosímetros eletrônicos de leitura direta em tempo real. Durante a observação não participante, foram acompanhados 36 procedimentos cirúrgicos com uso de fluoroscopia. Participaram da TALP 56 trabalhadores, sendo 51 relacionados ao centro cirúrgico e cinco ao SESMT. O dosímetro em tempo real foi utilizado por 44 trabalhadores em 25 procedimentos cirúrgicos, totalizando 70 registros dosimétricos. Também foram analisados aspectos relacionados ao posicionamento ocupacional, uso de equipamentos de proteção, utilização do dosímetro passivo e dinâmica dos procedimentos cirúrgicos. Os dados qualitativos da observação e da TALP foram submetidos à análise de conteúdo, de Bardin, com apoio do software ATLAS.ti. Os dados qualitativos tratados da leitura dos dosímetros foram triangulados em relação à observação não participante realizada durante os procedimentos monitorados. Resultados: Os resultados desta pesquisa possibilitaram o desenvolvimento de três produtos técnico-tecnológicos: dois manuscritos científicos e um manual de boas práticas em proteção radiológica direcionado ao SESMT. O primeiro manuscrito revelou fragilidades na relação entre o Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e a proteção radiológica, evidenciando dissociação entre o reconhecimento da radiação ionizante como risco ocupacional e a incorporação sistemática de práticas de proteção no cotidiano do trabalho cirúrgico. Também foram identificadas limitações na atuação do SESMT, predominantemente normativa e administrativa, com baixa inserção nas práticas concretas de trabalho. O segundo manuscrito tratou do monitoramento da exposição ocupacional à radiação ionizante por meio de dosimetria eletrônica em tempo real, demonstrando heterogeneidade das doses entre categorias profissionais e procedimentos cirúrgicos, com maiores níveis de exposição entre médicos cirurgiões e instrumentadores em procedimentos ortopédicos e cardiovasculares com uso intensivo de fluoroscopia. A análise dos dados evidenciou potencial relevante de exposição ocupacional acumulada ao longo da vida laboral e fragilidades relacionadas ao uso de equipamentos de proteção, posicionamento ocupacional e monitoramento contínuo da exposição. Já o manual técnico foi desenvolvido com o objetivo de subsidiar a atuação do SESMT em unidades cirúrgicas com fluoroscopia, contemplando diretrizes organizacionais, operacionais e educativas voltadas ao fortalecimento das práticas de proteção radiológica e da cultura de segurança no ambiente hospitalar. Conclusão: A pesquisa permitiu compreender que a relação dialética entre o SESMT e a proteção radiológica em unidades cirúrgicas com uso de fluoroscopia ocorre de maneira fragilizada e pouco integrada ao processo de trabalho, marcada por contradições entre as normativas institucionais e as práticas efetivamente desenvolvidas na rotina laboral. Embora a radiação ionizante seja reconhecida como risco ocupacional, observou-se dificuldade na consolidação de práticas sistemáticas e na incorporação da cultura de proteção radiológica pelos trabalhadores e pela gestão institucional. Nesse contexto, os achados evidenciam a necessidade de fortalecimento da atuação do SESMT como agente articulador entre gestão, educação permanente, monitoramento da exposição ocupacional e organização do trabalho, favorecendo a implementação de estratégias contínuas de proteção radiológica voltadas à segurança e à saúde dos trabalhadores expostos à radiação ionizante em unidades cirúrgicas.
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    Avaliação da influência dos “check films” na dose final recebida pela medula espinal na radioterapia de neoplasias de cabeça e pescoço
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020-09-25) Pereira, José Gilmar; Zottis, Alexandre D’Agostini; Felipe, Daniel Souza; http://lattes.cnpq.br/5369023800284505; https://orcid.org/0000-0002-4743-0564; http://lattes.cnpq.br/4454797464891460; http://lattes.cnpq.br/6353844181030408; Silva, Charlene da; https://orcid.org/0000-0003-0761-4358; http://lattes.cnpq.br/6391581824898079; Cruz, Anderson da; Nandi, Dorival Menegaz; http://lattes.cnpq.br/0777033056657411
    As técnicas disponíveis para o tratamento das neoplasias de cabeça e pescoço hoje utilizadas nos diversos centros de radioterapia públicos, em particular no Brasil, vão desde planejamento mais simples, baseados nas estruturas ósseas visualizadas em radiografias (2D), até técnicas mais sofisticadas baseadas em tomografia (3D), podendo-se citar a Radioterapia Conformacional (CBRT), a Radioterapia por Intensidade Modulada (IMRT) e a Radioterapia em Arco Modulado Volumétrico (VMAT). Lesões sofridas pela medula espinal podem causar sequelas irreparáveis aos pacientes, tais como: perda da locomoção e déficit sensoriais. O presente estudo analisou a dose recebida pelo canal medular devido os “check films” nos tratamentos das neoplasias de cabeça e pescoço, utilizando a técnica conformacional 3D. A pesquisa foi realizada em um Serviço de Radioterapia do Sul do Brasil, sendo que as etapas envolvidas foram: a) seleção de nove (09) pacientes de acordo com critérios estabelecidos na metodologia; b) a coleta dos dados foi realizada no período de agosto a novembro de 2019 a partir de uma planilha desenvolvida com a finalidade de registrar o número de UM utilizadas; c) o replanejamento dos pacientes envolveu a estimativa de dose total entregue ao paciente, incluindo também a dose devido aos check-films; d) planejamento de tratamento (TPS) utilizando um “phantom” de cabeça e pescoço e e) dosimetria utilizando um “phantom” de cabeça e pescoço. Após o final do tratamento, as UM utilizadas nos “check films” foram somadas ao plano original através da simulação dos campos de verificação. Conclui-se que, sim, a dose na medula pode extrapolar os 50 Gy, dependendo da quantidade de “check films” realizados, da UM utilizada e da dose máxima aprovada na medula no planejamento original, aumentando o risco de lesão ao órgão.