Avaliação das exposições médicas e análise de risco em pacientes pediátricos submetidos à tomografia computadorizada
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Resumo
O uso de tecnologias na saúde envolvendo o uso de radiações ionizantes têm crescido exponencialmente nos últimos anos devido a equipamentos mais modernos que facilitam o diagnóstico de diferentes patologias. Dentre essas tecnologias, a Tomografia Computadorizada (TC) é frequentemente solicitada para o diagnóstico em pacientes adultos e também pediátricos. Para os pacientes pediátricos, existe uma preocupação maior, quando comparados com pacientes adultos, por conta de maior radiossensibilidade à radiação ionizante e do risco de desenvolvimento de câncer ao longo da vida. Nesse contexto, diversas organizações internacionais de proteção radiológica têm recomendado a avaliação das doses recebidas por esse grupo mais sensível. Assim, o objetivo deste estudo foi estimar a Dose Efetivas (E), Dose em órgãos e realizar a análise do Risco Atribuível ao Longo da Vida (LAR) proveniente da exposição à radiação ionizante em pacientes pediátricos submetidos à exames de TC em um hospital público do sul do país. Além disso, foi desenvolvido nesta pesquisa, um protótipo para cálculo de LAR. Concomitantemente, foi realizada a coleta de dados secundários no serviço participante, tais como: CTDI vol ; DLP; kV; mAs; pitch ; sexo; idade e demais parâmetros técnicos do exame. Posteriormente, os dados coletados foram inseridos nos softwares NCICT ® , WAZA-ARI ® e RADRAT ® , para obtenção dos valores de Dose Efetiva, Dose em órgãos e LAR. Os valores de dose encontrados foram então comparados com outros estudos e entre os diferentes softwares , por meio da análise estatística descritiva realizada na ferramenta Jamovi ® e linguagem de programação em R na ferramenta RSudio ® . Com relação a E (mSv), os valores medianos encontrados, para faixa etária em ambos os sexos, foram: 0 a 5 anos (2 mSv); 5 - 10 anos (1,6 mSv) e de 10-15 anos (1 mSv). As maiores medianas de Dose em Órgão (mGy) foram obtidas na faixa etária de 0 anos, para o cérebro (7,1 mGy), cristalino (6,6 mGy) e tireoide (0,6 mGy). Quanto ao LAR, as regiões com maiores riscos extras de malignidade, para as exposições ocorridas na região do crânio, foram o sistema nervoso (15,7), a cavidade oral e faringe (15,5) e a tireoide (7,9). De modo geral, tanto as Doses em Órgãos quanto a E, apresentaram valores inferiores aos reportados na literatura. Como produto tecnológico (PTT), neste estudo foi desenvolvido um protótipo que calcula o LAR em exames de TC, por meio da base em dados nacionais do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e relatório BEIR VII(2006).
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GUTIERREZ, Florencia Agustina Perez. Avaliação das exposições médicas e análise de risco em pacientes pediátricos submetidos à tomografia computadorizada. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional em Proteção Radiológica) – Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2026.
