Domínio do conhecimento profissional para atuação do fiscal de vigilância sanitária em serviços de diagnóstico por imagem
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Os raios X, um tipo de radiação ionizante tem uso de importância inestimável na área de saúde e medicina veterinária, pois permite a visualização do interior do corpo sem procedimentos invasivos. No entanto, o uso dessa energia oferece riscos às pessoas expostas, principalmente quando utilizada inadequadamente. Desta forma, algum tempo após a descoberta dos raios X foram observados efeitos biológicos da radiação. Devido a isso, em 1928 surgiram, então, as primeiras orientações internacionais em Proteção Radiológica. No Brasil, atualmente a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) emite diretrizes de Proteção Radiológica e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) legisla e fiscaliza, entre outros, os serviços de Saúde. Por vários anos a principal norma brasileira em proteção radiológica foi a Portaria MS 453/1998, revogada pela RDC 330/2019, na qual passou a incluir, com ineditismo a USG e RMN em sua normatização. Atualmente a RDC 611/2022 trata de proteção radiológica, sendo a norma vigente. Os riscos encontrados nesses estabelecimentos podem estar relacionados às deficiências da Vigilância Sanitária (VISA), pois os fiscais não possuem, necessariamente, formação acadêmica específica e possuem poder de polícia administrativa por meio de ato do poder executivo, se acredita que possuam pouco conhecimento relacionado ao setor diagnóstico por imagem, o que pode ocasionar a não percepção, ou percepção incorreta dos riscos encontrados nesses centros de diagnóstico. A elaboração da fundamentação teórica acerca dos domínios necessários à qualificação dos fiscais de vigilância sanitária objetiva a capacitação dos fiscais. Trata-se de pesquisa mista do tipo qualitativa e quantitativa. Na etapa qualitativa realizou-se uma revisão bibliográfica nos temas relacionados à proteção radiológica e em documentos nos organismos que regulam as exposições médicas, esta forneceu aporte para a discussão dos preceitos indicados para desenvolver a pesquisa, a qual foi exploratória e descritiva. Com anuência da Coordenadoria da Vigilância Sanitária do Paraná - CVIS e Parecer favorável do Comitê de Ética de Pesquisas com Seres Humanos - CEPSH nº CAAE 56026322.5.0000.0185, aplicou-se um questionário, elaborado com assuntos relacionados às evidências analisadas, utilizando-se de estatística descritiva para analisar os dados coletados. A confiabilidade da pesquisa foi conferida pelo coeficiente Alfa de Cronbach, obteve-se boa inter-relação entre os domínios levantados e alta aceitação. A revisão bibliográfica permitiu elencar quais são os domínios de conhecimento necessários ao fiscal de vigilância sanitária atuante nos serviços de diagnóstico por imagem: 1) Física das radiações; 2) Efeitos biológicos da radiação ionizante; 3) Proteção radiológica; 4) Equipamentos em diagnóstico por imagem; 5) Legislação em proteção radiológica 6) Ética e Responsabilidade Social. Com a aplicação do questionário percebeu-se que as maiores dificuldades se encontram nos temas acerca dos efeitos biológicos da radiação ionizante, legislação em proteção radiológica e em equipamentos de diagnóstico por imagem.
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Os raios X, um tipo de radiação ionizante tem uso de importância inestimável na área de saúde e medicina veterinária, pois permite a visualização do interior do corpo sem procedimentos invasivos. No entanto, o uso dessa energia oferece riscos às pessoas expostas, principalmente quando utilizada inadequadamente. Desta forma, algum tempo após a descoberta dos raios X foram observados efeitos biológicos da radiação. Devido a isso, em 1928 surgiram, então, as primeiras orientações internacionais em Proteção Radiológica. No Brasil, atualmente a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) emite diretrizes de Proteção Radiológica e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) legisla e fiscaliza, entre outros, os serviços de Saúde. Por vários anos a principal norma brasileira em proteção radiológica foi a Portaria MS 453/1998, revogada pela RDC 330/2019, na qual passou a incluir, com ineditismo a USG e RMN em sua normatização. Atualmente a RDC 611/2022 trata de proteção radiológica, sendo a norma vigente. Os riscos encontrados nesses estabelecimentos podem estar relacionados às deficiências da Vigilância Sanitária (VISA), pois os fiscais não possuem, necessariamente, formação acadêmica específica e possuem poder de polícia administrativa por meio de ato do poder executivo, se acredita que possuam pouco conhecimento relacionado ao setor diagnóstico por imagem, o que pode ocasionar a não percepção, ou percepção incorreta dos riscos encontrados nesses centros de diagnóstico. A elaboração da fundamentação teórica acerca dos domínios necessários à qualificação dos fiscais de vigilância sanitária objetiva a capacitação dos fiscais. Trata-se de pesquisa mista do tipo qualitativa e quantitativa. Na etapa qualitativa realizou-se uma revisão bibliográfica nos temas relacionados à proteção radiológica e em documentos nos organismos que regulam as exposições médicas, esta forneceu aporte para a discussão dos preceitos indicados para desenvolver a pesquisa, a qual foi exploratória e descritiva. Com anuência da Coordenadoria da Vigilância Sanitária do Paraná - CVIS e Parecer favorável do Comitê de Ética de Pesquisas com Seres Humanos - CEPSH nº CAAE 56026322.5.0000.0185, aplicou-se um questionário, elaborado com assuntos relacionados às evidências analisadas, utilizando-se de estatística descritiva para analisar os dados coletados. A confiabilidade da pesquisa foi conferida pelo coeficiente Alfa de Cronbach, obteve-se boa inter-relação entre os domínios levantados e alta aceitação. A revisão bibliográfica permitiu elencar quais são os domínios de conhecimento necessários ao fiscal de vigilância sanitária atuante nos serviços de diagnóstico por imagem: 1) Física das radiações; 2) Efeitos biológicos da radiação ionizante; 3) Proteção radiológica; 4) Equipamentos em diagnóstico por imagem; 5) Legislação em proteção radiológica 6) Ética e Responsabilidade Social. Com a aplicação do questionário percebeu-se que as maiores dificuldades se encontram nos temas acerca dos efeitos biológicos da radiação ionizante, legislação em proteção radiológica e em equipamentos de diagnóstico por imagem.
