Potencial de extratos de própolis das abelhas africana e mandaçaia no controle in vitro de Monilinia fructicola

Resumo

A podridão parda é a principal doença do pessegueiro, sendo causada pelo fungo Monilinia fructicola. O controle desse patógeno é dado principalmente pelo uso de fungicidas, que diante dos danos que podem vir a gerar, têm estimulado a busca por novos compostos alternativos, como a própolis. Nesse contexto, o objetivo do trabalho foi avaliar o potencial de extratos da própolis das abelhas Apis mellifera e Melipona mandacaia no controle in vitro de M. fructicola. O isolamento do fungo foi realizado por método direto, e a confirmação da espécie se deu por análise filogenética por agrupamento com isolados referência de M. fructicola. O inóculo para realização das análises foi padronizado conforme escala de McFarland. Os extratos testados foram, extrato aquoso de própolis de M. mandacaia (EAPM), aquoso de própolis de A.mellifera (EAPA), etanólico de própolis de M. mandacaia (EEPM), etanólico de própolis de A.mellifera (EEPA), e duas formulações hidroalcoólicas comerciais de própolis de A. mellifera (ECP1 e ECP2, respectivamente). A avaliação da concentração inibitória mínima (CIM ou MIC) foi realizada em microplacas de 96 poços, observando a presença de células vivas, indicadas pela reação da resazurina. A concentração fungicida mínima (CFM), foi obtida por meio do Spot Test, a partir da observação do crescimento microbiano. A atividade antifúngica dos extratos de própolis foi avaliada com o método disco-difusão, avaliando-se a inibição do crescimento micelial do fungo. O EAPM, EAPA, EEPM, EEPA, ECP1, ECP2 afetaram o desenvolvimento do fitopatógeno, apresentando CIM de 10%, 10%, 10%, 0,625%, 1,375% e 0,235%, respectivamente. O ECP1 e ECP2 apresentaram CFM de 11% e 1,875%, respectivamente. Os extratos aquosos e o ECP1 não apresentaram efeito antifúngico quando avaliados por disco-difusão, enquanto EEPA, EEPM e ECP2 demonstraram efeito fungistático. O ECP2, na sua forma não diluída (30%) pode ser usado para controle in vitro. No entanto, há necessidade de testar concentrações mais elevadas dos extratos e de testes in vivo para avançar nos trabalhos do uso de própolis no controle do M. fructicola.

Descrição

Citação

SANTI, Vanucci Marcos. Potencial de extratos de própolis das abelhas africana e mandaçaia no controle in vitro de Monilinia fructicola. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Bacharelado em Agronomia) – Instituto Federal de Santa Catarina, São Miguel do Oeste, 2022.