Trabalho de Conclusão de Curso
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/73
Navegar
Submissões Recentes
listelement.badge.dso-type Item , Composição bromatológica e frações proteicas de capim Jiggs submetido a diferentes fontes e formas de fertilização nitrogenada(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-13) Fachin, Leticia Carolina; Aguirre, Priscila Flôres; Guzatti, Gabriela Cristina; http://lattes.cnpq.br/6963084189038056; http://lattes.cnpq.br/3978816590172927; http://lattes.cnpq.br/9266741468123616; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801A pecuária brasileira é uma das atividades econômicas mais importantes do país. Tendo em vista que a base da alimentação animal são as pastagens, as quais devem não apenas alimentar o rebanho, mas também fornecer os nutrientes necessários para sua manutenção e produção, as gramíneas do gênero Cynodon se destacam por suas excelentes características nutricionais. Nesse contexto, este projeto tem como objetivo avaliar a composição bromatológica e as frações proteicas do capim Jiggs (Cynodon dactylon) submetido a diferentes fontes e formas de aplicação de ureia. O experimento foi constituído em um arranjo fatorial 4 x 2, com quatro formas de adubação (aplicação de ureia convencional em superfície (UCS), convencional incorporada ao solo (UCI), e com inibidor de urease em superfície (SNP), todos na dosagem de 300 kg de N/ha e sem adubação (controle)), avaliados em dois períodos (primavera e verão), com quatro repetições em um delineamento experimental inteiramente casualizado. Foram realizadas análises bromatológicas de fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), matéria orgânica (MO), matéria mineral (MM), proteína bruta (PB) e frações proteicas (FP) das amostras de capim Jiggs coletadas na primavera e no verão. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P < 0,05) por meio do procedimento MIXED. Os resultados indicaram variação sazonal para MO e MM, com maiores teores de MO na primavera (89,2%) e de MM no verão (12,3%). Para FDN e FDA, houve efeito de estação e da adubação, com os maiores valores obtidos no verão (65,0% de FDN e 50,1% de FDA). Quanto a adubação nitrogenada os menores valores para FDN foram em SNP (60,9%), não diferindo de UCS, e para FDA em UCI (45,7%), não diferindo de SNP. A PB apresentou interação entre tratamentos e estações, com o CON exibindo os menores teores (13,3% na primavera e 14,9% no verão). Quanto às FP, quando comparadas as estações, as proteínas solúveis (A+B1) e a fração B2 foram superiores na primavera em todos os tratamentos, enquanto a fração B3 e a fração C apresentaram maiores valores no verão, evidenciando padrão sazonal. Quanto a adubação nitrogenada, houve diferenças no verão, com menores valores das frações de proteína solúvel (A+B1) e fração B2 e maiores valores das frações B3 e C para o CON. A adubação nitrogenada influencia positivamente na qualidade nutricional do capim Jiggs, reduzindo teores de FDA, elevando PB e frações mais digestíveis da PB, independentemente da fonte ou forma de aplicação.listelement.badge.dso-type Item , Toxicidade e bioefetividade de acaricidas para o manejo do ácaro-rajado na cultura do morangueiro(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-29) Magri, Jheinifer Perin; Zanardi, Odimar Zanuzo; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; http://lattes.cnpq.br/5588131492688136; http://lattes.cnpq.br/2072453755094922; Aguirre, Priscila Flôres; http://lattes.cnpq.br/3978816590172927; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801A incidência de fitopatógenos e pragas tem sido um dos principais fatores que limitam o normal crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura do morangueiro Fragaria × ananassa Duch. (Rosales: Rosaceae), uma das “minor crops” mais cultivadas e consumidas no mundo. Dentre as pragas, o ácaro-rajado Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) é considerado praga-chave da cultura devido ao grande potencial biótico, ampla gama de hospedeiros, distribuição e potencial de causar danos às plantas de morangueiro. Na região Extremo-Oeste de Santa Catarina, o manejo do ácaro-rajado em cultivos de morangueiros tem sido realizado basicamente com a aplicação de acaricidas sintéticos à base de abamectina durante todo o ciclo da cultura. No entanto, a efetividade deste acaricida tem sido bastante variável, resultando, muitas vezes, em falhas no controle e prejuízos econômicos aos produtores de morangos da região. Portanto, objetivou-se com este estudo avaliar os níveis de toxicidade aguda diferencial, os efeitos subletais na reprodução, a persistência biológica e a bioefetividade dos acaricidas à base de espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina sobre o ácaro- rajado. Os resultados mostraram que os acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito, oximatrine e abamectina proporcionaram alta toxicidade aguda para fêmeas de T. urticae, de maneira dependente da população [população suscetível (Pop.SUS) × população proveniente de plantas de morangueiro cultivadas em casa de vegetação no IFSC-SMO (Pop.SMO)], da concentração e do tempo de exposição dos ácaros aos resíduos dos produtos. No entanto, a Pop.SMO foi 3,69 vezes mais tolerante à abamectina do que a Pop.SUS. Além da toxicidade aguda, todos os acaricidas proporcionaram reduções exponenciais na fecundidade e lineares (exceto para espirodiclofeno) na fertilidade das fêmeas da Pop.SMO do ácaro-rajado. Em relação à persistência biológica, os resultados mostraram que os acaricidas à base de oximatrine e abamectina [mortalidade ≥ 80% até 1 dia após a aplicação (DAA)] apresentaram menor persistência biológica quando comparados aos acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito (mortalidade > 77% até 3 DAA). Porém, no teste de eficácia, os resultados demonstraram que acaricidas espirodiclofeno, ciflumetofeno, propargito e oximatrine exibiram alta efetividade (redução populacional > 86%) para o controle da Pop.SMO da praga. No entanto, nível de eficácia de aproximadamente 75% foi registrado para o acaricida à base de abamectina. Portanto, os acaricidas sintéticos espirodiclofeno, ciflumetofeno e propargito e o biopesticida à base de oximatrine constituem ferramentas importantes para serem utilizados em substituição aos acaricidas à base de abamectina ou em programas de rotação de ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos.listelement.badge.dso-type Item , Uso do biochar de origem animal como fonte de nutrientes para o milho(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-10-06) Santos, Guilherme Gomes dos; Miotto, Alcione; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/0535143808549775; Pinho, Jean Monteiro de; http://lattes.cnpq.br/2566765697862762O biochar de origem vegetal, quando adicionado ao solo, proporciona melhorias nos atributos físicos, aumenta a fertilidade e o aproveitamento de nutrientes, especialmente nitrogênio, sem adicionar quantidades importantes de macronutrientes. Por outro lado, o biochar de resíduos animais apresenta maior quantidade de nitrogênio, fósforo e cálcio devido à composição desses materiais e, portanto, pode servir como fertilizante e condicionador de solos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento morfológico e a produção de biomassa de milho cultivado em solo com adição de doses de biochar obtido da pirólise de lodo de ETE de frigorífico de aves. O experimento foi desenvolvido em estufa tipo guarda-chuva, com um solo coletado em lavoura de fertilidade média. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com seis doses de biochar: zero; 1,5; 3,0; 4,5; 6,0 e 7,5 g kg⁻¹, equivalentes a 3, 6, 9, 12 e 15 t ha⁻¹, respectivamente. Para fins de comparação, foram adicionados mais quatro tratamentos com adubos minerais: 1) 100 mg kg⁻¹ de N na forma de ureia; 2) 100 mg kg⁻¹ de P na forma de Superfosfato Triplo; 3) 100 mg kg⁻¹ de K na forma de Cloreto de Potássio; 4) 225 mg kg⁻¹ de N + 150 mg kg⁻¹ de P + 38 mg kg⁻¹ de K (equivalente a 7,5 g kg⁻¹ de biochar), das mesmas fontes minerais. Ao todo, foram utilizados 10 tratamentos e 4 repetições, totalizando 40 vasos. Após a aplicação dos tratamentos, o solo foi umedecido e incubado por 45 dias. Em seguida, o milho foi utilizado como planta indicadora da disponibilidade de nutrientes. O cultivo durou 40 dias, quando as plantas foram medidas quanto à altura e ao diâmetro do caule, e foram cortadas rente ao solo para avaliação da massa verde e da matéria seca. O biochar de origem animal mostrou-se pouco promissor como fonte direta de nutrientes. Mesmo contendo bons teores de N, P e K, quando aplicado em doses altas e incorporado ao solo, mostrou-se pouco efetivo para a nutrição do milho, uma vez que não resultou em ganhos significativos de biomassa e promoveu apenas pequenos incrementos na altura, na área foliar e no diâmetro do caule. A comparação do biochar de origem animal com fertilizantes minerais indicou que os nutrientes que ele contém são pouco disponíveis, em especial o fósforo. Os resultados deste trabalho indicam que o biochar de origem animal pode ter uma aplicação similar ao de origem vegetal, sendo mais adequado para ser adicionado ao solo como condicionador, visto que os nutrientes que possui apresentam baixa disponibilidade para as plantas.listelement.badge.dso-type Item , Ação do hidroresfriamento e da atmosfera modificada na conservação e qualidade pós-colheita da salsa (Petroselinum sativum)(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-02) Berwig, Gabriela; Tavares, Vanessa Soares; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/2201813531549914; http://lattes.cnpq.br/8337631426571422; Wolschick, Dolores; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; Schons, Patrícia Fernanda; http://lattes.cnpq.br/1444034750971911A salsa (Petroselinum sativum), hortaliça de ampla utilização culinária no Brasil, apresenta elevada perecibilidade devido à sua alta taxa respiratória e transpiratória, que contribuem significativamente para sua rápida deterioração após a colheita. Tradicionalmente comercializada em maços sob temperatura ambiente, a salsa é propensa ao amarelecimento, perda de turgidez e redução de sua vida útil. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia do hidroresfriamento e atmosfera refrigerada na conservação da qualidade física e química da salsa armazenada sob diferentes temperaturas. O experimento foi conduzido no Instituto Federal de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste, com ramos e folhas de salsa submetidos a hidroresfriamento por 0, 3, 6, 9 e 12 minutos em água gelada (4 °C). Após esse pré-resfriamento, os maços foram armazenados em embalagens de Polietileno Tereftalato (PET) simulando a atmosfera modificada (AM), sob temperaturas de 5 °C e 25 °C, por 2, 4 e 6 dias. Avaliaram-se parâmetros como perda de massa, acidez titulável, sólidos solúveis, ratio (SS/AT), peroxidação lipídica, coloração da epiderme e vida de prateleira após 2, 4 e 6 dias de armazenamento. Os resultados demonstraram que o hidroresfriamento, especialmente por 9 e 12 minutos, reduziu significativamente a perda de massa e a peroxidação lipídica nos primeiros dias de armazenamento a 5 °C. A refrigeração também preservou a coloração verde, o frescor visual e os níveis de sólidos solúveis, prolongando a vida útil da salsa para até seis dias com qualidade comercial aceitável. Já o armazenamento a 25 °C comprometeu severamente a qualidade do produto em até quatro dias de armazenamento, com aumento da acidez, perda acelerada de água, aumento da peroxidação lipídica e degradação da clorofila. Conclui-se que a combinação entre hidroresfriamento e armazenamento refrigerado é uma estratégia eficaz e viável, especialmente para pequenos produtores, garantindo melhor conservação da salsa durante o período pós-colheita. Em ambientes onde o resfriamento não é possível, o uso de atmosfera modificada apresenta-se como alternativa complementar. Este estudo reforça a importância da adoção de práticas pós-colheita simples e acessíveis para a redução de perdas e garantia da qualidade das hortaliças folhosas.listelement.badge.dso-type Item , Atividade fungistática de extratos de Cordia verbenacea sobre Botrytis cinerea(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-06-30) Rocco, Douglas de; Cardoso, Francieli Lima; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; http://lattes.cnpq.br/2691902129584754; Senter, Luciana; http://lattes.cnpq.br/6982922802280411; Zanardi, Odimar Zanuzo; http://lattes.cnpq.br/5588131492688136O fungo Botrytis cinerea, agente causal do mofo cinzento, é um dos mais conhecidos fitopatógenos no mundo devido aos danos que causa em frutas e hortaliças, principalmente na pós-colheita. Para reduzir os danos desse patógeno vem-se utilizando produtos alternativos à base de óleos essenciais e extratos botânicos. A Varronia curassavica (Cordia verbenacea) é uma planta nativa do Brasil e encontrada na Floresta Tropical Atlântica que tem sido tradicionalmente usada na medicina popular para o tratamento de enfermidades devido às suas propriedades anti-inflamatória e antioxidante. Dessa forma, objetivou- se com o presente estudo avaliar a atividade fungistática de extratos de C. verbenacea no crescimento e desenvolvimento de B. cinerea. O experimento foi realizado no Laboratório de Microbiologia do Instituto Federal de Santa Catarina – Câmpus São Miguel do Oeste. O fungo B. cinerea foi isolado a partir de receptáculos de morangueiro (popularmente conhecidos como frutos) contaminados com o patógeno. Após o isolamento em placas de Petri com meio de cultura à base de batata-dextrose-ágar (BDA) e armazenados em BOD sob temperatura de 25 °C, umidade relativa de 60% e fotoperíodo de 12 horas, para o crescimento micelial até cobrirem toda a placa e, posteriormente, serem utilizados nos tratamentos. Os tratamentos consistiram em seis formas de obtenção do extrato de C. verbenacea: T1 - Extrato vegetal aquoso quente – Infusão; T2) Extrato vegetal aquoso quente – Filtrado; T3) Extrato vegetal aquoso quente – Mistura; T4) Extrato vegetal aquoso frio; T5) Extrato hidroalcoólico 30; T6) Extrato hidroalcoólico 105, além de um tratamento controle (somente meio de cultura BDA). Foram analisados a percentagem de inibição do crescimento micelial (PICM), a taxa de crescimento micelial (TCM) e o índice de velocidade de crescimento micelial (IVCM) de B. cinerea sob os diferentes métodos de extração dos compostos de C. verbenacea. Os resultados demonstraram diferenças significativas entre os extratos vegetais testados, para todas as variáveis analisadas. A obtenção do extrato por infusão (T1) reduziu significativamente o índice velocidade de crescimento micelial do fungo, tendo um IVCM de 0,07 cm dia-1, enquanto o tratamento controle obteve IVCM de 0,71 cm dia-1. Com relação a Percentagem de Inibição do crescimento micelial (PICM), a infusão (T1) se destacou novamente com uma inibição de 70,4% do fungo B. cinerea. Já os extratos aquosos quentes T2 e T3 apresentaram uma PICM de 68,8% e 54,6%, respectivamente. Com a utilização do extrato aquoso frio a PICM foi de 45,5%. As menores inibições foram obtidas com os extratos hidroalcoólicos, com inibição variando de 36,6% a 40,3%. As maiores supressões na taxa de crescimento micelial (TCM) de B. cinerea foram observados nos tratamentos usando extratos aquosos quentes. O extrato obtido pela técnica de infusão por 30 minutos foi que apresentou a maior efetividade de supressão do crescimento micelial do fungo. Os tratamentos com a utilização do extrato aquoso frio e alcoólico demonstraram baixo efeito fungistástico.listelement.badge.dso-type Item , Toxicidade e efetividade de biopesticidas para o manejo de Frankliniella williamsi em milho(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-13) Falchetti, Arthur; Zimermann, Henrique Grasel; Zanardi, Odimar Zanuzo; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/5588131492688136; http://lattes.cnpq.br/7123710137426800; http://lattes.cnpq.br/4451069479619777; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260O tripes-do-milho Frankliniella williamsi Hood (Thysanoptera: Thripidae) tem sido uma das pragas iniciais mais importantes na cultura do milho, devido aos danos diretos (raspagem das células epidérmicas e ingestão do conteúdo celular extravasado) e indiretos (vetor do vírus Maize chlorotic mottle virus – MCMV) que afetam o normal crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura. O manejo deste inseto tem sido realizado basicamente com pulverizações de inseticidas sintéticos de amplo espectro, resultando em problemas de contaminação do homem e do ambiente, mortalidade dos inimigos naturais, surtos de pragas secundárias e seleção de populações resistentes, o que aumenta os custos de produção e reduz a eficiência da técnica e a sustentabilidade ambiental do sistema. Neste sentido, biopesticidas à base de oximatrine e espinetoram podem constituir importantes alternativas para o manejo de F. williamsi nos sistemas de produção de milho. Assim, objetivou-se com este estudo avaliar a toxicidade aguda, a persistência biológica e a bioefetividade dos biopesticidas à base de oximatrine (Matrine® 0.2 SL) e espinetoram (Exalt® 120 SC) para o manejo populacional de F. williamsi na cultura do milho. Para isso, testes de toxicidade aguda foram realizados em condições laboratoriais usando adultos de F. williamsi expostos ao contato residual de seis concentrações dos biopesticidas aplicados sobre a face abaxial de discos (3,5 cm de diâmetro) de folhas de milho. Além disso, testes de persistência biológica e de eficácia dos biopesticidas foram realizados em casa de vegetação e em lavoura comercial de milho, respectivamente. Para esses testes, os biopesticidas foram testados na CL90 estimada nos testes de toxicidade aguda e comparados com o inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda-cialotrina (Engeo PlenoTM S – controle positivo). Em todos os testes, água destilada foi utilizada como controle negativo. Os resultados mostraram que os biopesticidas à base de oximatrine e espinetoram proporcionaram alta toxicidade aguda (CL90 = 6,3 mg L-1 de oximatrine e CL90 = 19,6 mg L-1 de espinetoram) para adultos de F. williamsi, 96 horas após exposição residual dos insetos aos produtos. Apesar da alta toxicidade aguda, o biopesticida à base de oximatrine apresentou menor persistência biológica (mortalidade > 25% até 3 dias após a aplicação – DAA) quando comparado ao biopesticida à base de espinetoram (mortalidade >45% aos 7DAA) e o inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda- cialotrina (mortalidade >52% aos 7DAA). No entanto, em campo, os biopesticidas à base de oximatrine e espinetoram apresentaram eficácia similar ao inseticida sintético à base de tiametoxam + lambda-cialotrina. Portanto, os biopesticidas à base de oximatrine (Matrine® 0.2 SL) e espinetoram (Exalt® 120 SC) constituem importantes alternativas para o manejo de F. williamsi nos cultivos de milho.listelement.badge.dso-type Item , Desempenho de cultivares de morangueiro sob a aplicação de reguladores de crescimento(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-10) Vidori, Gilma Pacheco dos Santos; Capelesso, Adinor José; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/7207281091787593; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260A produção de morangos oscila ao longo do ano. Nos meses de inverno há baixa oferta, o que configura uma janela de mercado de preços favoráveis. Em regiões de inverno ameno, é possível aproveitar essa oportunidade via antecipação da época de plantio. Embora seja possível antecipar as colheitas, observou-se desuniformidade entre plantas quanto a entrada em produção. Com base no estudo de fisiologia de frutíferas, observou-se que a indução floral é estimulada pelo frio e encurtamento do dia. Esses fatores redirecionam reservas do crescimento vegetativo para a frutificação. Nessa direção, o presente trabalho objetivou avaliar os efeitos produtivos do uso de redutores de crescimento sobre o desenvolvimento e produção da cultura do morangueiro. A proexadiona cálcica e o paclobutrazol inibem a biossíntese de giberilina, reduzindo o crescimento vegetativo, o que pode orientar a planta ao acúmulo de reservas, contribuindo para a indução floral mais precoce. O experimento foi conduzido no Câmpus São Miguel do Oeste, com a aplicação de redutores de crescimento quando as plantas atingiram desenvolvimento vegetativo adequado para iniciar a produção. Os tratamentos foram T1 – controle; T2 – Paclobutrazol; T3 - Proexadiona cálcica. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições. As plantas foram avaliadas quanto a curva de produção, produtividade e qualidade de frutas. Não ocorreu interação entre cultivares e fitorreguladores. A cultivar ‘Pircinque’ gerou menor produtividade no inverno, devendo ser preterida em relação a ‘San Andreas’ e ‘Flórida Beauty’ para plantio precoce. Observou-se que a aplicação de proexadiona cálcica gerou redução no desenvolvimento vegetativo das plantas e efeitos negativos sobre a massa e a qualidade de frutos. Nessa direção, pode-se concluir que o uso de inibidores da síntese de giberelina não gera o redirecionamento dos fotoassimilados do crescimento vegetativo para a produção, sendo que a redução da capacidade fotossintética gera efeito redutor na produtividade.listelement.badge.dso-type Item , Ácido giberélico e naftaleno acético na redução de rachaduras de frutos de pitaya vermelha(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-19) Telles, Brendon; Coinaski, Polliana Rodrigues Moura; Capelesso, Adinor José; Fabiane, Keli Cristina; http://lattes.cnpq.br/2723605774267338; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/7596549852990455; http://lattes.cnpq.br/3219134109047219; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801A pitaya é uma cactácea com aspecto vistoso originária da América Central com áreas de cultivo em expansão no Brasil e no mundo. Embora a diversidade de cultivares desenvolvidas contribua para a seleção de materiais mais adaptados às diferentes condições edafoclimáticas, desafios agronômicos persistem limitando a otimização da produtividade e da qualidade. No Extremo Oeste Catarinense, o cultivo de pitayas de polpa vermelha (Hylocereus sp.) sofre com distúrbios que resultam no rompimento da epiderme dos frutos antes do momento ideal de colheita. Ao associar os relatos de produtores com a revisão da literatura, há evidências que o desenvolvimento dos frutos pode ser alterado com a aplicação de fitorreguladores vegetais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do ácido giberélico (GA3) e do ácido naftaleno acético (ANA) aplicados em botões florais sobre o desenvolvimento e a incidência de rachadura em frutos de pitaya da cultivar “Rabilonga” em estágio final de maturação. O experimento foi montado em pomar comercial de São Miguel do Oeste, em fevereiro de 2025. As flores foram selecionadas quando o botão floral estava entre 5 e 10 cm de comprimento. Em cada planta foi aplicado somente um tratamento, sendo os frutos separados em dois blocos quanto ao meio ou a ponta do cladódio. Os tratamentos consistiram em: T1 – Testemunha; T2 - GA3 27 mg L-1; T3 – ANA 10 mg L-1; T4 - GA3 27 mg L-1 + ANA 10 mg L-1. A solução foi aplicada com auxílio de um recipiente borrifador no volume de 2 mL por botão floral. Foram utilizados 53 frutos por tratamento. A colheita ocorreu aproximadamente 34 dias após a antese. Conduzidos ao IFSC, os frutos foram avaliados quanto à ruptura de epiderme e aos atributos de massa, comprimento e diâmetro, textura, sólidos solúveis totais (SST) e acidez titulável (AT). Os dados foram submetidos à análise de variância e quando significativas, submetidas ao teste de comparação de médias de Tukey. Os resultados demonstram que aplicação exógena dos fitorreguladores na fase de botão floral induziu alterações no desenvolvimento dos frutos. Conclui-se que o uso de ANA e ANA+GA3 é efetivo para reduzir a incidência e a severidade das rachaduras de pitaya de polpa vermelha.listelement.badge.dso-type Item , Produção e qualidade de frutas do morangueiro ‘CV. Beauty™’ em cultivo fora do solo sob duas densidades de plantio e três concentrações de solução nutritiva(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-14) Bertoti, Altair Vinicius Zachow; Bergamin, Ingrid Zordan; Miotto, Alcione; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/4457760846259544; http://lattes.cnpq.br/8238693529251021; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801A introdução de novas cultivares de morangueiro, como a Beauty™, ainda carece de informações técnicas sobre suas exigências nutricionais e espaçamentos ideais de plantio. Em sistemas semi-hidropônicos, a combinação de alta densidade de plantas e manejo inadequado da adubação pode comprometer severamente o desempenho produtivo e a qualidade das frutas. A cultivar Beauty™, recentemente comercializada e com hábito de crescimento compacto, tem demonstrado bom desempenho na região do Extremo Oeste de Santa Catarina. No entanto, práticas adotadas por produtores, como o adensamento sem base experimental, levantam questionamentos sobre sua eficiência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a produção e a qualidade das frutas da cv. Beauty™ cultivada fora do solo, em diferentes densidades (0,192 e 0,135 m entre plantas) e concentrações de solução nutritiva (75, 100 e 125%). O experimento foi conduzido em ambiente protegido, utilizando slabs com substrato, sob delineamento bifatorial 2×3. Avaliaram-se variáveis produtivas (número e massa de frutas por planta e por área) e qualitativas (sólidos solúveis, acidez titulável e relação SST/ATT). O espaçamento de 19,2 cm com CE média (1,5–1,8 dS/m) proporcionou a maior produção por planta (>350 g), enquanto a densidade de 13,5 cm aumentou a produtividade por área (>30 t/ha), porém com redução no rendimento individual. A CE média favoreceu o equilíbrio entre produtividade e qualidade, enquanto a CE alta melhorou a relação SST/ATT, embora ainda abaixo do valor ideal para aceitação sensorial. Conclui-se que o uso de menor densidade associado à solução nutritiva com CE intermediária oferece melhor desempenho técnico para a cv. Beauty™ em cultivo semi-hidropônico. Recomenda-se a realização de novos estudos que envolvam análises sensoriais, durabilidade pós-colheita e diferentes formulações nutricionais e substratos.listelement.badge.dso-type Item , Ação da atmosfera refrigerada nos atributos físico-químicos e bioquímicos de pitaia(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Gularte, Paulo Sérgio; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/6920394528094212A pitaia Hylocereus undatus (Haworth) Britton & Rose é uma fruteira exótica que tem sido cada vez mais consumida e cultivada devido as suas características nutricionais e possibilidade de gerar renda e diversificação das propriedades rurais. Apesar da crescente expansão nos cultivos, estudos que envolvem técnicas de conservação pós-colheita dos frutos tem sido bastante incipientes. Assim, objetivou-se com este estudo avaliar o efeito de três temperaturas (4, 9 ou 25 °C) e do tempo de armazenamento (7, 14, 21, 28 e 35 dias) na qualidade pós-colheita de frutos de pitaia vermelha de polpa branca. Para isso, frutos foram colhidos no ponto de maturação comercial em um pomar orgânico, no município de São Miguel do Oeste, Santa Catarina na safra 2018/19. Os fruto foram avaliados quanto a perda de massa fresca, coloração da epiderme e de escurecimento de polpa (L, C e h°), força de ruptura da epiderme e de resistência a penetração da polpa, sólidos solúveis totais (SST), vitamina C, acidez titulável (AT), ratio, peroxidação lipídica e enzimas do estresse oxidativo (POX e APX). Pitaias armazenadas a 25 ºC tiveram menor período de conservação pós-colheita (7 dias) e maior senescência quando comparadas aos frutos armazenados a 9 e 25 °C. Sob temperatura de 9 ºC, os frutos apresentaram maior período de armazenamento (28 dias), maiores teores de vitamina C aos 7 e 14 dias e maiores valores de L e C na epiderme aos 14 dias de armazenamento. Em contraste, pitaias armazenadas a 4 ºC apresentaram escurecimento de polpa (injúrias por frio) mais acentuada do que àquelas armazenadas a 9 °C. A atividade das enzimas do estresse antioxidativo (POX e APX) foi maior em frutos armazenados por 7 e 21 dias a 25 °C e 4 °C, respectivamente. A peroxidação lipídica foi maior para frutos armazenados a 25 °C por 7 dias e para pitaias mantidas a 4 °C por 14 e 21 dias. O ratio (SST/AT) foi maior em frutos armazenados por 14 e 21 dias sob temperatura de 9 °C e 4 °C, respectivamente. Os sólidos solúveis totais e a força para ruptura da epiderme não foram influenciados pelas temperaturas de armazenamento dos frutos. Portanto, pitaias podem ser armazenadas a 9 °C ou 4 °C por 21 e 14 dias, respectivamente, sem comprometer a qualidade pós-colheita dos frutos.listelement.badge.dso-type Item , Ácido naftaleno acético e metil jasmonato na conservação de ameixas ‘Laetitia’(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Santos, Nair Cristiane dos; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/5111912941917678A ameixeira vem se tornando uma cultura de grande importância econômica para a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Um dos maiores problemas de seus frutos é o curto período de armazenamento e também o escurecimento interno da polpa quando armazenado por maior período. Portanto, a adoção de estratégias que visam manter e/ou prolongar a qualidade dos frutos é de fundamental importância para aumentar o período de armazenamento/consumo dos frutos e reduzir as perdas econômicas da cultura. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a ação dos fitorreguladores ácido naftaleno acético (ANA) e metil jasmonato (MeJa) na qualidade dos frutos de ameixa ‘Laetitia’. As ameixas foram colhidas em um pomar comercial no município de Catanduvas, SC e conduzidos ao laboratório de Fitossanidade do IFSC-SMO. Em seguida os frutos foram submetidos à aplicação de metil jasmonato (MeJa) e ácido naftaleno acético (ANA) na concentração de 10-4 M e 10 mg.L-1 , respectivamente. Após, os frutos foram acondicionados em redes de hortifrúti e armazenados a temperatura ambiente de + 25 °C e Umidade relativa do ar (Ura) de 80-85% por 12 dias e em câmara refrigerada por 40 dias a 4 °C e Ura 80-85%. Os frutos armazenados a temperatura ambiente (25 °C) e em câmara refrigerada foram avaliados quanto à massa fresca, cor de fundo (ângulo h°) e incidência e severidade do escurecimento da polpa [lightness (L)], taxas respiratórias e de produção de etileno, acidez titulável (AT; % de ácido cítrico), sólidos solúveis (SS; ºBrix), compostos fenólicos totais, atividade antioxidante total, enzimas do estresse antioxidativo e peroxidação de lipídeos após 12 e 40 dias de armazenamento, respectivamente. O experimento foi realizado no delineamento inteiramente aleatorizado, com três tratamentos e quatro repetições sendo cada unidade experimental constituída de 20 frutos. Ameixas que receberam aplicação de MeJa 10-4M e foram armazenadas a temperatura ambiente (25°C) tiveram menor AT e maior valor de L na polpa do fruto em relação ao ANA 10 mg.L-1. A aplicação do MeJa 10-4 M em ameixa proporcionou maior valor de L na casca indicando que esse fitorregulador manteve uma coloração mais clara da epiderme tanto aos 12 quanto aos 40 dias de armazenamento em comparação ao ANA 10 mg.L-1, bem como assegurou uma melhor aparência na coloração de polpa dos frutos aos 12 dias de armazenamento. Além disso, frutos tratados com MeJa 10-4 M apresentaram maior concentração de antioxidantes e menor peroxidação lipídica, proporcionando uma melhor conservação e qualidade das ameixas para as duas condições de armazenamento e período, em comparação ao tratamento ANA 10 mg.L-1.listelement.badge.dso-type Item , Ação do 24-epibrassinolídeo e o emprego da atmosfera modificada na qualidade pós-colheita dos frutos de pitanga (Eugenia uniflora L.)(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Heinfarth, Michele; Mariani, Franciele; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172; http://lattes.cnpq.br/1849858326333979As frutas nativas são pouco conhecidas e exploradas, mas apresentam características nutricionais, organolépticas e terapêuticas. A pitanga (Eugenia uniflora L.) pertence à família Myrtaceae e gênero Eugenia, que apresentam maior importância econômica. Entretanto, são altamente perecíveis e perdem rapidamente sua qualidade após a colheita. Através disso, busca-se alternativas que mantém a qualidade dos frutos pós-colheita e aumente o tempo de prateleira. Entre elas, a utilização de fitorreguladores, em especial os brassinosteróides (24-epibrassinolídeo) e atmosfera modificada associada a refrigeração. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ação do 24-epibrassinolídeo e da atmosfera modificada na qualidade pós-colheita dos frutos de pitanga após 6 dias de armazenamento. O experimento foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina-Campus São Miguel do Oeste (26°44'32.4"S 53°31'34.6"W). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema bifatorial (24-epibrassinolídeo e controle x com e sem atmosfera modificada), com 4 repetições. Os frutos colhidos foram acondicionados em caixas com papel toalha e levados ao laboratório, classificados quanto ao grau de maturação e selecionados quanto a danos mecânicos e injúrias. Em seguida, as pitangas foram submetidas a análise inicial quanto a massa fresca, coloração da epiderme, textura (elasticidade da epiderme e firmeza de polpa), vitamina C e antioxidantes. Os demais frutos foram acondicionados em embalagens de poliestireno expandido e submetidos a aplicação de 24-epibrassinolídeo na concentração 10-6M e água (controle) e os frutos com atmosfera modificada, foram adicionados plástico flexível cloreto de polivinila (PVC), em seguida os tratamentos foram armazenados em BOD, com temperatura de 7°C ± 1 e 90-95% de umidade relativa do ar por 6 dias. Após esse período, as pitangas foram submetidas as mesmas análises iniciais. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA), em caso de diferença significativa, foi comparada as médias pelo teste de t a 5% de probabilidade, por meio do Software R. Os frutos armazenados com atmosfera modificada obtiveram menores resultados com perda de massa fresca, textura, sólidos solúveis, acidez titulável e teores de vitamina C, quando comparados aos frutos sem filme de PVC. Em relação a coloração da epiderme, pitangas tratadas com 24-epibrassinolídeo exibiram maiores valores de L e h° em relação aos frutos do controle. Quanto a quantidade de antioxidantes, a aplicação de 24-epibrassinolídeo aumentou a atividade das enzimas antioxidantes, quando comparado aos frutos do controle. Através desses resultados podemos concluir que o filme de PVC e a aplicação de 24-epibrassinolídeo retardam o amadurecimento dos frutos.listelement.badge.dso-type Item , Controle de capim-amargoso resistente ao glifosato com associação de herbicidas(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Ogliari, Maicon Luan; Mariani, Franciele; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172A utilização de herbicidas isolados não tem se mostrado eficiente no controle do capim-amargoso (Digitaria insularis). Em áreas com sistema de plantio direto, em que se utiliza intensamente glifosato, a pressão de seleção de biótipos resistentes tem aumentado. Objetivou-se com este estudo avaliar e validar bioensaio para identificação de capim-amargoso resistente ao glifosato e a eficiência de misturas de diferentes moléculas herbicidas pós-emergentes no seu controle na cultura da soja. Foram realizados três estudos distintos e interconectados. No Estudo I realizou-se um bioensaio laboratorial em placa de Petri para determinação da resistência, utilizando-se sementes de D. insularis em papel embebido com solução de glifosato a 1% e.a., comparadas com um controle sem glifosato. Para isso, amostras de biótipos de D. insularis com rebrote após a aplicação de glifosato foram coletadas em lavouras de soja RR. Para confirmação do bioensaio executou-se o Estudo II, conduzido em casa de vegetação com exemplares das sementes remanescentes do estudo anterior. Os biótipos foram semeados em vasos de 300 mL e conduzidos até altura média de 9,12 cm. Neste estudo, os tratamentos foram constituídos por três doses de glifosato (0, 1.080 e 2.000 g e.a. ha-1). O Estudo III consistiu em duas etapas, primeiramente, em laboratório, usando-se o mesmo método do Estudo I, selecionou-se possíveis campos experimentais, a partir deste resultado foi possível estabelecer um campo com biótipos comprovadamente resistentes. Testaram-se as doses máximas de glifosato recomendada pelo fabricante (1.080 g e.a. ha-1), glufosinato (600 g i.a. ha-1), cletodim (240 g i.a. ha-1) e haloxifope (60 g i.a. ha-1) de forma individual ou combinadas e um controle sem herbicidas. Os tratamentos foram aplicados em três repetições com parcelas de 4 m2 onde foram selecionadas 10 plantas entouceiradas. O percentual de controle e rebrote foi avaliado aos 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49 e 56 dias após a aplicação. A partir dos 35 dias foram realizadas as análises: morfológica, compatibilidade, custo e uma caracterização qualitativa dos tratamentos. Constatou-se que a germinação de sementes de capim-amargoso pelo método do bioensaio na concentração de glifosato a 1% e.a. ha-1 pode ser utilizada com sucesso na determinação de biótipos resistentes a este herbicida. Plantas de biótipos classificados por esta técnica como resistentes, testadas em vaso, resistiram a aplicação da dose recomendada de glifosato, validando o método laboratorial. A utilização de misturas de ingredientes ativos obteve excelentes resultados no controle de capim-amargoso resistente ao glifosato.listelement.badge.dso-type Item , Efeito do nitrogênio na qualidade do pimentão (Capsicum annuum L) híbrido triunfo cultivado em ambiente protegido(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Kaiser, Luis Carlos; Martins, Diego Albino; https://orcid.org/0009-0003-9440-4056; http://lattes.cnpq.br/6909431482983705O Nitrogênio é um dos nutrientes mais limitantes à produção das culturas, podendo ser responsável pelo aumento de produtividade e atributos de qualidade em hortícolas, a exemplo das solanáceas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a interferência de diferentes doses de N em frutos de pimentão. O experimento foi conduzido em vasos no ano de 2019 no município de Iporã do Oeste, SC, em ambiente protegido, com plantas de pimentão hibrido triunfo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, tendo cinco tratamentos, sendo eles, a testemunha com 120 Kg/ha de N, e os demais nas doses de 60, 240, 360 e 480 kg/ha de N, com 3 repetições, sendo 4 plantas por repetição, totalizando 60 vasos. A fonte de nitrogênio utilizada foi de ureia (45% de N). As mudas foram transplantadas em vasos de 11 litros contendo substrato da marca Mec Plant, composto por casca de pinus, vermiculita e macro nutrientes. A adubação de fósforo e potássio para todos os tratamentos foi nas doses recomendas para a cultura, respectivamente 160 kg de P2O5/ha e 130 kg de K2O/ha. A irrigação foi feita de forma manual, utilizando regador com dosador, fornecendo 4,5 L de água/planta/dia. As plantas foram conduzidas com tutoramento vertical por fitilhos. Para a verificação do ponto de colheita foi feito a marcação dos botões florais, classificados por datas de emissão. Realizaram-se três colheitas com intervalo semanal de sete dias, com início aos 110 dias após o transplante. Os atributos de qualidade analisados foram: coloração da epiderme, acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), textura, clorofila a, b, total e carotenoides dos frutos, bem como, as folhas foram avaliadas quanto aos teores de clorofila a, b e total, além dos carotenoides. Já os atributos de crescimento avaliados foram: massa fresca, comprimento e diâmetro dos frutos, além do diâmetro e comprimento das folhas e a estatura da planta. Os tratamentos com maiores doses de nitrogênio resultaram em frutos com maiores valores de comprimento, diâmetro e massa fresca nas três colheitas. Na primeira colheita, as menores doses de nitrogênio proporcionaram as maiores estaturas de planta, sendo que a dose mais baixa também apresentou o menor valor de acidez titulável. Ainda, as doses intermediárias apresentaram os maiores valores de clorofila a, b, total e carotenoides dos frutos, contudo, na segunda colheita o resultado foi o contrário. A clorofila a, b, total e carotenoides das folhas obteve o valor mais baixa quando foi fornecida a dose de N mais alta.listelement.badge.dso-type Item , Resposta da adubação nitrogenada e da inoculação de semente na produtividade e na viabiliadade econômica da soja(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Caramori, Igor Maurício da Rocha; Wolschick, Dolores; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; http://lattes.cnpq.br/4167305242612465O cultivo da soja tornou-se viável, em boa parte, devido à capacidade da espécie de fixar o nitrogênio atmosférico para a sua nutrição, juntamente com bactérias fixadoras de nitrogênio. No decorrer das últimas duas décadas, o aumento da produtividade da soja, é o reflexo do aperfeiçoamento do sistema de produção, devido, principalmente, ao uso eficiente de fertilizantes. Recentemente, diferentes trabalhos têm sido realizados com relação ao fornecimento de nitrogênio, considerando que a fixação biológica particularmente pode não estar suprindo a quantidade essencial para que a planta expresse a sua capacidade produtiva. Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito de doses de nitrogênio aplicadas na cultura da soja, associado ou não a inoculantes nas sementes e seus efeitos nos componentes de rendimento (número de vagens por planta, número de grãos por vagens e peso de mil grãos) e na produtividade da cultura. O experimento foi conduzido na propriedade Caramori, localizada no município de Guarujá do Sul – SC, na safra 2019/2020, com a cultivar BMX ELITE IPRO (5855RSF IPRO), sob sistema de semeadura direta. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 6 tratamentos e 4 repetições, totalizando 24 parcelas experimentais. Os tratamentos testados foram: 1) inoculação e sem aplicação de N; 2) inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N na semeadura; 3) inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N (30% na semeadura e 70% na cobertura no estádio de pleno florescimento); 4) controle (sem inoculação e sem aplicação de N); 5) sem inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N na semeadura; 6) sem inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N (30% na semeadura e 70% na cobertura no estádio de pleno florescimento).listelement.badge.dso-type Item , Uso de extratos vegetais no controle in vitro da podridão parda do pessegueiro(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Cristofoli, Genaina; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; http://lattes.cnpq.br/0266465942403540A podridão parda, causada pelo fungo Monilinia fructicola (Winter) Honey é a doença mais importante do pessegueiro, pois ocasiona perdas da floração a pós colheita. Tendo em vista o uso indiscriminado de fungicidas, vêm optando-se por produtos alternativos para controlar doenças. O trabalho teve como objetivo identificar, in vitro, o efeito fungistático de extratos vegetais aquosos de alecrim (Rosmarinus officinalis), alho (Allium sativum) e cavalinha (Equisetum giganteum) sobre o Monilinia fructicola. Os tratamentos foram constituídos por três extratos vegetais aquosos (alho, alecrim e cavalinha) com cinco concentrações 0 (controle), 5, 10, 15 e 20% (g/mL). Os extratos foram preparados triturando-se 30 gramas das partes vegetais (ramos jovens de alecrim e cavalinha e bulbilhos de alho), juntamente com 150 mL de água destilada, mantidos em local escuro por 24 horas e posteriormente filtrados em gaze e papel filtro, ambos esterilizados e em membrana de seringa. Após, os extratos foram adicionados a meio BDA líquido e posteriormente colocados a solidificar. Após inoculação, todas as placas foram vedadas com Parafilm® e incubadas em câmara do tipo BOD a 25 °C, por 10 dias. A avaliação de crescimento e desenvolvimento foi realizada diariamente, através de duas medições realizadas em posição ortogonal (obtendo-se uma média). No décimo dia, foi realizada a última medição, para determinar o crescimento micelial (CM), a taxa de crescimento (TX), a percentagem de inibição de crescimento (PIC) e índice de velocidade do crescimento micelial (IVCM). O experimento foi conduzido em DIC, com 4 repetições em arranjo bifatorial 3x5, sendo cada unidade experimental composta por uma placa de Petri. Houve interação significativa entre as diferentes concentrações e extratos vegetais, em todas as variáveis analisadas. Os resultados indicaram que os extratos vegetais de cavalinha e alecrim não demostraram efeitos significativos sobre a inibição do fungo, em comparação a testemunha (placa com BDA e zero extrato). A cavalinha e o alecrim promoveram uma menor PIC em níveis de 52,91%, 67,91% e 45,13%, 53,47% e TX em níveis 42,37%, 28,87% e 49,37%, 41,87%, para as concentrações de 15 e 20%, respectivamente. O alecrim e a cavalinha promoveram um alto CM, de 22,46 cm e 16,88 cm, quando comparado com o alho, resultando em um IVCM de 0,42% e 0,29%, respectivamente. Somente o extrato de alho inibiu totalmente o crescimento e desenvolvimento do patógeno. Os melhores controles foram com o extrato de alho, nas concentrações de 10, 15 e 20%, com redução de 100% comparado ao controle. Pode-se concluir que, o extrato de alho apresenta ação fungistática sobre o crescimento e desenvolvimento do fungo Monilinia fructicola, in vitro, e que as propriedades fungitóxicas detectadas nos extratos, evidenciam um potencial controle como uso alternativo em pomares comerciais.listelement.badge.dso-type Item , Eficiência de diferentes fontes de nitrogênio na produção de milho silagem(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Araldi, Francclei Denes; Bigaton, Jhonathan Maicon; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/9523145327136571; http://lattes.cnpq.br/6424830354366310A adubação nitrogenada é considerada a mais onerosa do cultivo do milho, devido suas grandes perdas por volatilização e lixiviação. Este trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência técnica, qualidade da silagem e custos de diferentes fontes de nitrogênio para adubação de cobertura na produtividade e qualidade de milho silagem. O experimento foi conduzido no munício de Barra Bonita - SC, durante safra e safrinha (2019/2020), com delineamento de blocos ao acaso, 7x4, composto por 6 fontes de nitrogênio (ureia convencional, nitrato de amônio, sulfato de amônio, Super N, N-LC, N-LP) e testemunha, com doses equivalentes e 4 repetições. As variáveis avaliadas foram: número de folhas verdes, secas e folhas totais, % de folhas, % de colmo e % de espiga, matéria verde, matéria seca e proteína bruta. Nas condições estudadas, o milho para silagem respondeu positivamente a aplicação de nitrogênio em cobertura, mas não a fonte de fertilizante utilizada. Os fertilizantes nitrogenados não apresentaram diferença na eficiência agronômica. Ocorreram variações na proporção morfológica (caule, folhas, espiga), porém não resultaram em diferenças na matéria verde, matéria seca (MS) e proteína bruta (PB). Os menores custos de produção R$ t-1 MS e R$ Kg-1 PB foram obtidas com os fertilizantes nitrogenados, ureia convencional e Super N, em ambas as safras.listelement.badge.dso-type Item , Inventário de políticas públicas municipais para a agropecuária no extremo oeste catarinense(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Rosa, Ediane Cláudia Dalla; Feltez, Gabrieli; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/9211602799215046; http://lattes.cnpq.br/1072632159829634Na maioria dos municípios da região do Extremo Oeste Catarinense, o setor agropecuário responsável por expressiva parcela do movimento econômico. Essa é praticada principalmente por agricultores familiares, sendo que os municípios contam com o auxílio e aplicação das políticas públicas na promoção do desenvolvimento rural. Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo inventariar as principais políticas públicas municipais para a agropecuária nos dezenove municípios que compõem a Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense (AMEOSC). O trabalho procurou estabelecer relações entre o Valor Adicionado Bruto (VAB) agropecuário e o valor orçamentário repassado para as secretarias de agricultura. Os dados foram obtidos por meio de levantamento no portal da transparência dos municípios e no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a identificação das principais políticas públicas realizou-se quatro entrevistas semiestruturadas com técnicos e secretários de agricultura, bem como o acompanhamento de duas reuniões junto ao colegiado de técnicos e secretários de agricultura da AMEOSC. A agropecuária representa aproximadamente ⅕ do valor adicionado bruto da produção nos dezenove municípios de abrangência da AMEOSC, sendo que o VAB agropecuário de cada município tem expressão relativa de 5,0% a 50,6% da economia de cada município. O orçamento médio regional das secretarias de agricultura e meio ambiente por estabelecimento recenseado sofreu pequenas oscilações entre 2017 e 2019 variando de R$ 2.812,06 em 2019 a R$ 3.056,05 em 2020. Entre as principais políticas públicas operadas nas secretarias destaca-se a prestação ou subsídio aos serviços de hora máquina internos às propriedades com máquinas da prefeitura ou terceirizados. Além de melhorias infraestruturais, muitos operam com serviços de patrulha agrícola para suporte a operações agrícolas. Destacam-se ainda as políticas públicas de subvenção à compra de sêmen bovino e nitrogênio líquido com foco na melhoria genética do rebanho bovino. Em alguns municípios registram-se ainda outras políticas públicas específicas (apoio a estruturação de pomares, de pastagens perenes, de coleta de água da chuva, recolha de resíduos etc.) e a distribuição de bônus por movimentação econômica. De forma geral, para estimular a arrecadação via emissão de notas fiscais e regular o acesso, verifica-se que os municípios buscaram criar legislação que condiciona o acesso e faixas de benefícios à movimentação econômica no bloco de produtor rural.listelement.badge.dso-type Item , Análise econômica e avaliação dos prejuízos causados às funções da palha pelo pastejo simulado(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Carboni, Douglas Maciel; Mittmann, Gleico; Zwirtes, Anderson Luiz; http://lattes.cnpq.br/7105268741658406; http://lattes.cnpq.br/5740514311762107; http://lattes.cnpq.br/8937582396996446O cultivo de plantas para cobertura do solo é uma excelente forma de promover a diversidade e estabilidade do sistema solo-água-planta, otimizando o uso dos recursos. Dentre os benefícios pode-se apontar a reciclagem de nutrientes, aumento do teor da matéria orgânica e melhoria nas propriedades físicas e biológicas do solo. Porém, se parte da matéria seca produzida pela planta for removida, os benefícios são reduzidos quando comparada a permanência total. O objetivo deste trabalho é avaliar indicadores de eficiência das plantas de cobertura de inverno com e sem remoção da palha sobre a cultura do milho. Os indicadores medidos são produção de massa seca, incidência de plantas invasoras, residual de massa seca em cobertura, decomposição de palhada e na cultura subsequente, a produtividade e análise econômica do sistema (milho e feno). O experimento foi conduzido no município de Barra Bonita, extremo oeste de Santa Catarina, sob um Neossolo Litólico. O arranjo experimental foi bi fatorial (AxB) com parcelas subdivididas no delineamento experimental de blocos inteiramente casualizados e com três repetições. Os tratamentos consistiram em dois fatores, o fator A, com diferentes plantas de cobertura definidas como: Pousio; Aveia preta; Ervilhaca + Centeio; Aveia + Ervilhaca; Aveia + Ervilhaca + Centeio. E o fator B, manejo com e sem corte. As dimensões de cada parcela foram de 4m x 9m, com área útil de 36m². A semeadura das plantas de cobertura foi realizada na data 01/06/19. Nos tratamentos com remoção de palhada foi realizado dois cortes, enquanto onde não foi removido a palhada, não ocorreu o corte, sendo feito acamamento. Durante o desenvolvimento da cultura subsequente (milho) foi avaliado o desenvolvimento de plantas invasoras, decomposição e dados produtivos do milho. Os resultados foram submetidos à análise de variância, e quando significativa comparadas pelo Teste Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. A produção total de matéria seca no pousio é inferior comparada aos demais tipos de cobertura de solo, demonstrando a ineficácia do pousio. A maior incidência de plantas daninhas se deu na presença do pousio, demonstrando a importância da palhada das plantas de cobertura, tanto devido aos efeitos de barreira física quanto relativo ás atividades alelopáticas, interferindo na germinação e desenvolvimento de plantas invasoras. Não foram obtidas diferenças significativas nas avaliações de decomposição e de produtividade do milho, fato que pode ser relativo ao primeiro ano de cultivo em sistema de plantio direto. A análise econômica indica a comercialização de feno como uma interessante fonte de renda no período hibernal. A receita liquida foi maior no manejo com corte para todos os tipos de plantas de cobertura. O uso da semeadura de diferentes tipos de plantas de cobertura resulta em maior receita liquida em comparação com o pousio quando realizado o manejo de corte. Já quando realizado manejo sem corte a receita liquida é semelhante entre as diferentes plantas de cobertura.listelement.badge.dso-type Item , Mapeamento de biótipos de buva resistentes ao herbicida glifosato em dez municípios do oeste de Santa Catarina(Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Sebben, Cleison; Rossa, Dieison; Mariani, Franciele; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172A buva (Conyza sp.) caracteriza-se como uma das principais plantas daninhas das lavouras de verão da região Sul do Brasil, e tem sido diagnosticada como resistente ao glifosato, principal molécula química utilizada para o controle. Isso evidencia a necessidade de diagnosticar se as plantas são mesmo resistentes ou se produtor está adotando estratégias de controle inadequadas. Os objetivos da pesquisa foram: identificar a localização geográfica de biótipos de buva resistentes ao mecanismo de ação inibidor da enzima 5-enolpiruvilshikimate-3-fosfato sintase EPSPs em dez municípios da região Oeste de Santa Catarina e identificar problemas de manejo que possam aumentar a população resistente na região Oeste de Santa Catarina. Foram coletadas sementes de 45 biótipos em diversos municípios da região, as lavouras escolhidas para coleta possuíam relatos de resistência das plantas ao herbicida. O experimento foi conduzido no município de Iraceminha, onde as plantas de buva foram cultivadas em copos plásticos de 550 ml preenchidos com substrato, cultivados em túnel baixo, sobre lâmina de água de 1 cm. Utilizou-se três tratamentos: T1 controle (sem glifosato); T2 dose de registro do glifosato (1780g e.a. ha-1); e T3 o dobro da dose de registro do glifosato (3560g e.a. ha-1). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com quatro repetições. A aplicação foi realizada quando as plantas atingiram estádio de quatro a seis folhas, buscando a média entre as mesmas. As variáveis avaliadas foram: percentual de controle e massa seca. A avaliação do percentual de controle foi realizada aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação através de notas visuais de controle, comparando as plantas submetidas aos tratamentos com suas respectivas testemunhas. A matéria seca foi avaliada aos 28 dias após a aplicação com a coleta das plantas e posterior secagem em estufa. Os dados foram submetidos à análise de variância a 5%. O questionário foi avaliado através de análise descritiva a fim de esclarecer quais os fatores agronômicos estão associados ao surgimento da resistência. Os resultados demonstram que nos dez municípios da região Oeste de Santa Catarina todos os biótipos avaliados apresentam resistência ao herbicida glifosato; a ocorrência de resistências dos biótipos está ligada a grande utilização do glifosato nas lavouras avaliadas; e falhas no manejo, principalmente a mal utilização do plantio direto está contribuindo para o aumento da população resistente na região.
