Trabalho de Conclusão de Curso

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    Desempenho de cultivares de morangueiro sob a aplicação de reguladores de crescimento
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-10) Vidori, Gilma Pacheco dos Santos; Capelesso, Adinor José; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/7207281091787593; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260
    A produção de morangos oscila ao longo do ano. Nos meses de inverno há baixa oferta, o que configura uma janela de mercado de preços favoráveis. Em regiões de inverno ameno, é possível aproveitar essa oportunidade via antecipação da época de plantio. Embora seja possível antecipar as colheitas, observou-se desuniformidade entre plantas quanto a entrada em produção. Com base no estudo de fisiologia de frutíferas, observou-se que a indução floral é estimulada pelo frio e encurtamento do dia. Esses fatores redirecionam reservas do crescimento vegetativo para a frutificação. Nessa direção, o presente trabalho objetivou avaliar os efeitos produtivos do uso de redutores de crescimento sobre o desenvolvimento e produção da cultura do morangueiro. A proexadiona cálcica e o paclobutrazol inibem a biossíntese de giberilina, reduzindo o crescimento vegetativo, o que pode orientar a planta ao acúmulo de reservas, contribuindo para a indução floral mais precoce. O experimento foi conduzido no Câmpus São Miguel do Oeste, com a aplicação de redutores de crescimento quando as plantas atingiram desenvolvimento vegetativo adequado para iniciar a produção. Os tratamentos foram T1 – controle; T2 – Paclobutrazol; T3 - Proexadiona cálcica. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições. As plantas foram avaliadas quanto a curva de produção, produtividade e qualidade de frutas. Não ocorreu interação entre cultivares e fitorreguladores. A cultivar ‘Pircinque’ gerou menor produtividade no inverno, devendo ser preterida em relação a ‘San Andreas’ e ‘Flórida Beauty’ para plantio precoce. Observou-se que a aplicação de proexadiona cálcica gerou redução no desenvolvimento vegetativo das plantas e efeitos negativos sobre a massa e a qualidade de frutos. Nessa direção, pode-se concluir que o uso de inibidores da síntese de giberelina não gera o redirecionamento dos fotoassimilados do crescimento vegetativo para a produção, sendo que a redução da capacidade fotossintética gera efeito redutor na produtividade.
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    Ácido giberélico e naftaleno acético na redução de rachaduras de frutos de pitaya vermelha
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-19) Telles, Brendon; Coinaski, Polliana Rodrigues Moura; Capelesso, Adinor José; Fabiane, Keli Cristina; http://lattes.cnpq.br/2723605774267338; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/7596549852990455; http://lattes.cnpq.br/3219134109047219; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801
    A pitaya é uma cactácea com aspecto vistoso originária da América Central com áreas de cultivo em expansão no Brasil e no mundo. Embora a diversidade de cultivares desenvolvidas contribua para a seleção de materiais mais adaptados às diferentes condições edafoclimáticas, desafios agronômicos persistem limitando a otimização da produtividade e da qualidade. No Extremo Oeste Catarinense, o cultivo de pitayas de polpa vermelha (Hylocereus sp.) sofre com distúrbios que resultam no rompimento da epiderme dos frutos antes do momento ideal de colheita. Ao associar os relatos de produtores com a revisão da literatura, há evidências que o desenvolvimento dos frutos pode ser alterado com a aplicação de fitorreguladores vegetais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do ácido giberélico (GA3) e do ácido naftaleno acético (ANA) aplicados em botões florais sobre o desenvolvimento e a incidência de rachadura em frutos de pitaya da cultivar “Rabilonga” em estágio final de maturação. O experimento foi montado em pomar comercial de São Miguel do Oeste, em fevereiro de 2025. As flores foram selecionadas quando o botão floral estava entre 5 e 10 cm de comprimento. Em cada planta foi aplicado somente um tratamento, sendo os frutos separados em dois blocos quanto ao meio ou a ponta do cladódio. Os tratamentos consistiram em: T1 – Testemunha; T2 - GA3 27 mg L-1; T3 – ANA 10 mg L-1; T4 - GA3 27 mg L-1 + ANA 10 mg L-1. A solução foi aplicada com auxílio de um recipiente borrifador no volume de 2 mL por botão floral. Foram utilizados 53 frutos por tratamento. A colheita ocorreu aproximadamente 34 dias após a antese. Conduzidos ao IFSC, os frutos foram avaliados quanto à ruptura de epiderme e aos atributos de massa, comprimento e diâmetro, textura, sólidos solúveis totais (SST) e acidez titulável (AT). Os dados foram submetidos à análise de variância e quando significativas, submetidas ao teste de comparação de médias de Tukey. Os resultados demonstram que aplicação exógena dos fitorreguladores na fase de botão floral induziu alterações no desenvolvimento dos frutos. Conclui-se que o uso de ANA e ANA+GA3 é efetivo para reduzir a incidência e a severidade das rachaduras de pitaya de polpa vermelha.
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    Produção e qualidade de frutas do morangueiro ‘CV. Beauty™’ em cultivo fora do solo sob duas densidades de plantio e três concentrações de solução nutritiva
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-08-14) Bertoti, Altair Vinicius Zachow; Bergamin, Ingrid Zordan; Miotto, Alcione; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/4457760846259544; http://lattes.cnpq.br/8238693529251021; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801
    A introdução de novas cultivares de morangueiro, como a Beauty™, ainda carece de informações técnicas sobre suas exigências nutricionais e espaçamentos ideais de plantio. Em sistemas semi-hidropônicos, a combinação de alta densidade de plantas e manejo inadequado da adubação pode comprometer severamente o desempenho produtivo e a qualidade das frutas. A cultivar Beauty™, recentemente comercializada e com hábito de crescimento compacto, tem demonstrado bom desempenho na região do Extremo Oeste de Santa Catarina. No entanto, práticas adotadas por produtores, como o adensamento sem base experimental, levantam questionamentos sobre sua eficiência. O presente estudo teve como objetivo avaliar a produção e a qualidade das frutas da cv. Beauty™ cultivada fora do solo, em diferentes densidades (0,192 e 0,135 m entre plantas) e concentrações de solução nutritiva (75, 100 e 125%). O experimento foi conduzido em ambiente protegido, utilizando slabs com substrato, sob delineamento bifatorial 2×3. Avaliaram-se variáveis produtivas (número e massa de frutas por planta e por área) e qualitativas (sólidos solúveis, acidez titulável e relação SST/ATT). O espaçamento de 19,2 cm com CE média (1,5–1,8 dS/m) proporcionou a maior produção por planta (>350 g), enquanto a densidade de 13,5 cm aumentou a produtividade por área (>30 t/ha), porém com redução no rendimento individual. A CE média favoreceu o equilíbrio entre produtividade e qualidade, enquanto a CE alta melhorou a relação SST/ATT, embora ainda abaixo do valor ideal para aceitação sensorial. Conclui-se que o uso de menor densidade associado à solução nutritiva com CE intermediária oferece melhor desempenho técnico para a cv. Beauty™ em cultivo semi-hidropônico. Recomenda-se a realização de novos estudos que envolvam análises sensoriais, durabilidade pós-colheita e diferentes formulações nutricionais e substratos.
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    Ação da atmosfera refrigerada nos atributos físico-químicos e bioquímicos de pitaia
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Gularte, Paulo Sérgio; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/6920394528094212
    A pitaia Hylocereus undatus (Haworth) Britton & Rose é uma fruteira exótica que tem sido cada vez mais consumida e cultivada devido as suas características nutricionais e possibilidade de gerar renda e diversificação das propriedades rurais. Apesar da crescente expansão nos cultivos, estudos que envolvem técnicas de conservação pós-colheita dos frutos tem sido bastante incipientes. Assim, objetivou-se com este estudo avaliar o efeito de três temperaturas (4, 9 ou 25 °C) e do tempo de armazenamento (7, 14, 21, 28 e 35 dias) na qualidade pós-colheita de frutos de pitaia vermelha de polpa branca. Para isso, frutos foram colhidos no ponto de maturação comercial em um pomar orgânico, no município de São Miguel do Oeste, Santa Catarina na safra 2018/19. Os fruto foram avaliados quanto a perda de massa fresca, coloração da epiderme e de escurecimento de polpa (L, C e h°), força de ruptura da epiderme e de resistência a penetração da polpa, sólidos solúveis totais (SST), vitamina C, acidez titulável (AT), ratio, peroxidação lipídica e enzimas do estresse oxidativo (POX e APX). Pitaias armazenadas a 25 ºC tiveram menor período de conservação pós-colheita (7 dias) e maior senescência quando comparadas aos frutos armazenados a 9 e 25 °C. Sob temperatura de 9 ºC, os frutos apresentaram maior período de armazenamento (28 dias), maiores teores de vitamina C aos 7 e 14 dias e maiores valores de L e C na epiderme aos 14 dias de armazenamento. Em contraste, pitaias armazenadas a 4 ºC apresentaram escurecimento de polpa (injúrias por frio) mais acentuada do que àquelas armazenadas a 9 °C. A atividade das enzimas do estresse antioxidativo (POX e APX) foi maior em frutos armazenados por 7 e 21 dias a 25 °C e 4 °C, respectivamente. A peroxidação lipídica foi maior para frutos armazenados a 25 °C por 7 dias e para pitaias mantidas a 4 °C por 14 e 21 dias. O ratio (SST/AT) foi maior em frutos armazenados por 14 e 21 dias sob temperatura de 9 °C e 4 °C, respectivamente. Os sólidos solúveis totais e a força para ruptura da epiderme não foram influenciados pelas temperaturas de armazenamento dos frutos. Portanto, pitaias podem ser armazenadas a 9 °C ou 4 °C por 21 e 14 dias, respectivamente, sem comprometer a qualidade pós-colheita dos frutos.
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    Ácido naftaleno acético e metil jasmonato na conservação de ameixas ‘Laetitia’
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Santos, Nair Cristiane dos; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/5111912941917678
    A ameixeira vem se tornando uma cultura de grande importância econômica para a região Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina. Um dos maiores problemas de seus frutos é o curto período de armazenamento e também o escurecimento interno da polpa quando armazenado por maior período. Portanto, a adoção de estratégias que visam manter e/ou prolongar a qualidade dos frutos é de fundamental importância para aumentar o período de armazenamento/consumo dos frutos e reduzir as perdas econômicas da cultura. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a ação dos fitorreguladores ácido naftaleno acético (ANA) e metil jasmonato (MeJa) na qualidade dos frutos de ameixa ‘Laetitia’. As ameixas foram colhidas em um pomar comercial no município de Catanduvas, SC e conduzidos ao laboratório de Fitossanidade do IFSC-SMO. Em seguida os frutos foram submetidos à aplicação de metil jasmonato (MeJa) e ácido naftaleno acético (ANA) na concentração de 10-4 M e 10 mg.L-1 , respectivamente. Após, os frutos foram acondicionados em redes de hortifrúti e armazenados a temperatura ambiente de + 25 °C e Umidade relativa do ar (Ura) de 80-85% por 12 dias e em câmara refrigerada por 40 dias a 4 °C e Ura 80-85%. Os frutos armazenados a temperatura ambiente (25 °C) e em câmara refrigerada foram avaliados quanto à massa fresca, cor de fundo (ângulo h°) e incidência e severidade do escurecimento da polpa [lightness (L)], taxas respiratórias e de produção de etileno, acidez titulável (AT; % de ácido cítrico), sólidos solúveis (SS; ºBrix), compostos fenólicos totais, atividade antioxidante total, enzimas do estresse antioxidativo e peroxidação de lipídeos após 12 e 40 dias de armazenamento, respectivamente. O experimento foi realizado no delineamento inteiramente aleatorizado, com três tratamentos e quatro repetições sendo cada unidade experimental constituída de 20 frutos. Ameixas que receberam aplicação de MeJa 10-4M e foram armazenadas a temperatura ambiente (25°C) tiveram menor AT e maior valor de L na polpa do fruto em relação ao ANA 10 mg.L-1. A aplicação do MeJa 10-4 M em ameixa proporcionou maior valor de L na casca indicando que esse fitorregulador manteve uma coloração mais clara da epiderme tanto aos 12 quanto aos 40 dias de armazenamento em comparação ao ANA 10 mg.L-1, bem como assegurou uma melhor aparência na coloração de polpa dos frutos aos 12 dias de armazenamento. Além disso, frutos tratados com MeJa 10-4 M apresentaram maior concentração de antioxidantes e menor peroxidação lipídica, proporcionando uma melhor conservação e qualidade das ameixas para as duas condições de armazenamento e período, em comparação ao tratamento ANA 10 mg.L-1.
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    Ação do 24-epibrassinolídeo e o emprego da atmosfera modificada na qualidade pós-colheita dos frutos de pitanga (Eugenia uniflora L.)
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Heinfarth, Michele; Mariani, Franciele; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172; http://lattes.cnpq.br/1849858326333979
    As frutas nativas são pouco conhecidas e exploradas, mas apresentam características nutricionais, organolépticas e terapêuticas. A pitanga (Eugenia uniflora L.) pertence à família Myrtaceae e gênero Eugenia, que apresentam maior importância econômica. Entretanto, são altamente perecíveis e perdem rapidamente sua qualidade após a colheita. Através disso, busca-se alternativas que mantém a qualidade dos frutos pós-colheita e aumente o tempo de prateleira. Entre elas, a utilização de fitorreguladores, em especial os brassinosteróides (24-epibrassinolídeo) e atmosfera modificada associada a refrigeração. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ação do 24-epibrassinolídeo e da atmosfera modificada na qualidade pós-colheita dos frutos de pitanga após 6 dias de armazenamento. O experimento foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina-Campus São Miguel do Oeste (26°44'32.4"S 53°31'34.6"W). O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema bifatorial (24-epibrassinolídeo e controle x com e sem atmosfera modificada), com 4 repetições. Os frutos colhidos foram acondicionados em caixas com papel toalha e levados ao laboratório, classificados quanto ao grau de maturação e selecionados quanto a danos mecânicos e injúrias. Em seguida, as pitangas foram submetidas a análise inicial quanto a massa fresca, coloração da epiderme, textura (elasticidade da epiderme e firmeza de polpa), vitamina C e antioxidantes. Os demais frutos foram acondicionados em embalagens de poliestireno expandido e submetidos a aplicação de 24-epibrassinolídeo na concentração 10-6M e água (controle) e os frutos com atmosfera modificada, foram adicionados plástico flexível cloreto de polivinila (PVC), em seguida os tratamentos foram armazenados em BOD, com temperatura de 7°C ± 1 e 90-95% de umidade relativa do ar por 6 dias. Após esse período, as pitangas foram submetidas as mesmas análises iniciais. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA), em caso de diferença significativa, foi comparada as médias pelo teste de t a 5% de probabilidade, por meio do Software R. Os frutos armazenados com atmosfera modificada obtiveram menores resultados com perda de massa fresca, textura, sólidos solúveis, acidez titulável e teores de vitamina C, quando comparados aos frutos sem filme de PVC. Em relação a coloração da epiderme, pitangas tratadas com 24-epibrassinolídeo exibiram maiores valores de L e h° em relação aos frutos do controle. Quanto a quantidade de antioxidantes, a aplicação de 24-epibrassinolídeo aumentou a atividade das enzimas antioxidantes, quando comparado aos frutos do controle. Através desses resultados podemos concluir que o filme de PVC e a aplicação de 24-epibrassinolídeo retardam o amadurecimento dos frutos.
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    Controle de capim-amargoso resistente ao glifosato com associação de herbicidas
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Ogliari, Maicon Luan; Mariani, Franciele; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172
    A utilização de herbicidas isolados não tem se mostrado eficiente no controle do capim-amargoso (Digitaria insularis). Em áreas com sistema de plantio direto, em que se utiliza intensamente glifosato, a pressão de seleção de biótipos resistentes tem aumentado. Objetivou-se com este estudo avaliar e validar bioensaio para identificação de capim-amargoso resistente ao glifosato e a eficiência de misturas de diferentes moléculas herbicidas pós-emergentes no seu controle na cultura da soja. Foram realizados três estudos distintos e interconectados. No Estudo I realizou-se um bioensaio laboratorial em placa de Petri para determinação da resistência, utilizando-se sementes de D. insularis em papel embebido com solução de glifosato a 1% e.a., comparadas com um controle sem glifosato. Para isso, amostras de biótipos de D. insularis com rebrote após a aplicação de glifosato foram coletadas em lavouras de soja RR. Para confirmação do bioensaio executou-se o Estudo II, conduzido em casa de vegetação com exemplares das sementes remanescentes do estudo anterior. Os biótipos foram semeados em vasos de 300 mL e conduzidos até altura média de 9,12 cm. Neste estudo, os tratamentos foram constituídos por três doses de glifosato (0, 1.080 e 2.000 g e.a. ha-1). O Estudo III consistiu em duas etapas, primeiramente, em laboratório, usando-se o mesmo método do Estudo I, selecionou-se possíveis campos experimentais, a partir deste resultado foi possível estabelecer um campo com biótipos comprovadamente resistentes. Testaram-se as doses máximas de glifosato recomendada pelo fabricante (1.080 g e.a. ha-1), glufosinato (600 g i.a. ha-1), cletodim (240 g i.a. ha-1) e haloxifope (60 g i.a. ha-1) de forma individual ou combinadas e um controle sem herbicidas. Os tratamentos foram aplicados em três repetições com parcelas de 4 m2 onde foram selecionadas 10 plantas entouceiradas. O percentual de controle e rebrote foi avaliado aos 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49 e 56 dias após a aplicação. A partir dos 35 dias foram realizadas as análises: morfológica, compatibilidade, custo e uma caracterização qualitativa dos tratamentos. Constatou-se que a germinação de sementes de capim-amargoso pelo método do bioensaio na concentração de glifosato a 1% e.a. ha-1 pode ser utilizada com sucesso na determinação de biótipos resistentes a este herbicida. Plantas de biótipos classificados por esta técnica como resistentes, testadas em vaso, resistiram a aplicação da dose recomendada de glifosato, validando o método laboratorial. A utilização de misturas de ingredientes ativos obteve excelentes resultados no controle de capim-amargoso resistente ao glifosato.
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    Efeito do nitrogênio na qualidade do pimentão (Capsicum annuum L) híbrido triunfo cultivado em ambiente protegido
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Kaiser, Luis Carlos; Martins, Diego Albino; https://orcid.org/0009-0003-9440-4056; http://lattes.cnpq.br/6909431482983705
    O Nitrogênio é um dos nutrientes mais limitantes à produção das culturas, podendo ser responsável pelo aumento de produtividade e atributos de qualidade em hortícolas, a exemplo das solanáceas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a interferência de diferentes doses de N em frutos de pimentão. O experimento foi conduzido em vasos no ano de 2019 no município de Iporã do Oeste, SC, em ambiente protegido, com plantas de pimentão hibrido triunfo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, tendo cinco tratamentos, sendo eles, a testemunha com 120 Kg/ha de N, e os demais nas doses de 60, 240, 360 e 480 kg/ha de N, com 3 repetições, sendo 4 plantas por repetição, totalizando 60 vasos. A fonte de nitrogênio utilizada foi de ureia (45% de N). As mudas foram transplantadas em vasos de 11 litros contendo substrato da marca Mec Plant, composto por casca de pinus, vermiculita e macro nutrientes. A adubação de fósforo e potássio para todos os tratamentos foi nas doses recomendas para a cultura, respectivamente 160 kg de P2O5/ha e 130 kg de K2O/ha. A irrigação foi feita de forma manual, utilizando regador com dosador, fornecendo 4,5 L de água/planta/dia. As plantas foram conduzidas com tutoramento vertical por fitilhos. Para a verificação do ponto de colheita foi feito a marcação dos botões florais, classificados por datas de emissão. Realizaram-se três colheitas com intervalo semanal de sete dias, com início aos 110 dias após o transplante. Os atributos de qualidade analisados foram: coloração da epiderme, acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), textura, clorofila a, b, total e carotenoides dos frutos, bem como, as folhas foram avaliadas quanto aos teores de clorofila a, b e total, além dos carotenoides. Já os atributos de crescimento avaliados foram: massa fresca, comprimento e diâmetro dos frutos, além do diâmetro e comprimento das folhas e a estatura da planta. Os tratamentos com maiores doses de nitrogênio resultaram em frutos com maiores valores de comprimento, diâmetro e massa fresca nas três colheitas. Na primeira colheita, as menores doses de nitrogênio proporcionaram as maiores estaturas de planta, sendo que a dose mais baixa também apresentou o menor valor de acidez titulável. Ainda, as doses intermediárias apresentaram os maiores valores de clorofila a, b, total e carotenoides dos frutos, contudo, na segunda colheita o resultado foi o contrário. A clorofila a, b, total e carotenoides das folhas obteve o valor mais baixa quando foi fornecida a dose de N mais alta.
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    Resposta da adubação nitrogenada e da inoculação de semente na produtividade e na viabiliadade econômica da soja
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Caramori, Igor Maurício da Rocha; Wolschick, Dolores; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; http://lattes.cnpq.br/4167305242612465
    O cultivo da soja tornou-se viável, em boa parte, devido à capacidade da espécie de fixar o nitrogênio atmosférico para a sua nutrição, juntamente com bactérias fixadoras de nitrogênio. No decorrer das últimas duas décadas, o aumento da produtividade da soja, é o reflexo do aperfeiçoamento do sistema de produção, devido, principalmente, ao uso eficiente de fertilizantes. Recentemente, diferentes trabalhos têm sido realizados com relação ao fornecimento de nitrogênio, considerando que a fixação biológica particularmente pode não estar suprindo a quantidade essencial para que a planta expresse a sua capacidade produtiva. Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito de doses de nitrogênio aplicadas na cultura da soja, associado ou não a inoculantes nas sementes e seus efeitos nos componentes de rendimento (número de vagens por planta, número de grãos por vagens e peso de mil grãos) e na produtividade da cultura. O experimento foi conduzido na propriedade Caramori, localizada no município de Guarujá do Sul – SC, na safra 2019/2020, com a cultivar BMX ELITE IPRO (5855RSF IPRO), sob sistema de semeadura direta. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado com 6 tratamentos e 4 repetições, totalizando 24 parcelas experimentais. Os tratamentos testados foram: 1) inoculação e sem aplicação de N; 2) inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N na semeadura; 3) inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N (30% na semeadura e 70% na cobertura no estádio de pleno florescimento); 4) controle (sem inoculação e sem aplicação de N); 5) sem inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N na semeadura; 6) sem inoculação e aplicação de 200 kg ha-1 de N (30% na semeadura e 70% na cobertura no estádio de pleno florescimento).
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    Uso de extratos vegetais no controle in vitro da podridão parda do pessegueiro
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Cristofoli, Genaina; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; http://lattes.cnpq.br/0266465942403540
    A podridão parda, causada pelo fungo Monilinia fructicola (Winter) Honey é a doença mais importante do pessegueiro, pois ocasiona perdas da floração a pós colheita. Tendo em vista o uso indiscriminado de fungicidas, vêm optando-se por produtos alternativos para controlar doenças. O trabalho teve como objetivo identificar, in vitro, o efeito fungistático de extratos vegetais aquosos de alecrim (Rosmarinus officinalis), alho (Allium sativum) e cavalinha (Equisetum giganteum) sobre o Monilinia fructicola. Os tratamentos foram constituídos por três extratos vegetais aquosos (alho, alecrim e cavalinha) com cinco concentrações 0 (controle), 5, 10, 15 e 20% (g/mL). Os extratos foram preparados triturando-se 30 gramas das partes vegetais (ramos jovens de alecrim e cavalinha e bulbilhos de alho), juntamente com 150 mL de água destilada, mantidos em local escuro por 24 horas e posteriormente filtrados em gaze e papel filtro, ambos esterilizados e em membrana de seringa. Após, os extratos foram adicionados a meio BDA líquido e posteriormente colocados a solidificar. Após inoculação, todas as placas foram vedadas com Parafilm® e incubadas em câmara do tipo BOD a 25 °C, por 10 dias. A avaliação de crescimento e desenvolvimento foi realizada diariamente, através de duas medições realizadas em posição ortogonal (obtendo-se uma média). No décimo dia, foi realizada a última medição, para determinar o crescimento micelial (CM), a taxa de crescimento (TX), a percentagem de inibição de crescimento (PIC) e índice de velocidade do crescimento micelial (IVCM). O experimento foi conduzido em DIC, com 4 repetições em arranjo bifatorial 3x5, sendo cada unidade experimental composta por uma placa de Petri. Houve interação significativa entre as diferentes concentrações e extratos vegetais, em todas as variáveis analisadas. Os resultados indicaram que os extratos vegetais de cavalinha e alecrim não demostraram efeitos significativos sobre a inibição do fungo, em comparação a testemunha (placa com BDA e zero extrato). A cavalinha e o alecrim promoveram uma menor PIC em níveis de 52,91%, 67,91% e 45,13%, 53,47% e TX em níveis 42,37%, 28,87% e 49,37%, 41,87%, para as concentrações de 15 e 20%, respectivamente. O alecrim e a cavalinha promoveram um alto CM, de 22,46 cm e 16,88 cm, quando comparado com o alho, resultando em um IVCM de 0,42% e 0,29%, respectivamente. Somente o extrato de alho inibiu totalmente o crescimento e desenvolvimento do patógeno. Os melhores controles foram com o extrato de alho, nas concentrações de 10, 15 e 20%, com redução de 100% comparado ao controle. Pode-se concluir que, o extrato de alho apresenta ação fungistática sobre o crescimento e desenvolvimento do fungo Monilinia fructicola, in vitro, e que as propriedades fungitóxicas detectadas nos extratos, evidenciam um potencial controle como uso alternativo em pomares comerciais.
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    Eficiência de diferentes fontes de nitrogênio na produção de milho silagem
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Araldi, Francclei Denes; Bigaton, Jhonathan Maicon; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; http://lattes.cnpq.br/9523145327136571; http://lattes.cnpq.br/6424830354366310
    A adubação nitrogenada é considerada a mais onerosa do cultivo do milho, devido suas grandes perdas por volatilização e lixiviação. Este trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência técnica, qualidade da silagem e custos de diferentes fontes de nitrogênio para adubação de cobertura na produtividade e qualidade de milho silagem. O experimento foi conduzido no munício de Barra Bonita - SC, durante safra e safrinha (2019/2020), com delineamento de blocos ao acaso, 7x4, composto por 6 fontes de nitrogênio (ureia convencional, nitrato de amônio, sulfato de amônio, Super N, N-LC, N-LP) e testemunha, com doses equivalentes e 4 repetições. As variáveis avaliadas foram: número de folhas verdes, secas e folhas totais, % de folhas, % de colmo e % de espiga, matéria verde, matéria seca e proteína bruta. Nas condições estudadas, o milho para silagem respondeu positivamente a aplicação de nitrogênio em cobertura, mas não a fonte de fertilizante utilizada. Os fertilizantes nitrogenados não apresentaram diferença na eficiência agronômica. Ocorreram variações na proporção morfológica (caule, folhas, espiga), porém não resultaram em diferenças na matéria verde, matéria seca (MS) e proteína bruta (PB). Os menores custos de produção R$ t-1 MS e R$ Kg-1 PB foram obtidas com os fertilizantes nitrogenados, ureia convencional e Super N, em ambas as safras.
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    Inventário de políticas públicas municipais para a agropecuária no extremo oeste catarinense
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Rosa, Ediane Cláudia Dalla; Feltez, Gabrieli; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/9211602799215046; http://lattes.cnpq.br/1072632159829634
    Na maioria dos municípios da região do Extremo Oeste Catarinense, o setor agropecuário responsável por expressiva parcela do movimento econômico. Essa é praticada principalmente por agricultores familiares, sendo que os municípios contam com o auxílio e aplicação das políticas públicas na promoção do desenvolvimento rural. Dessa forma, o presente trabalho teve por objetivo inventariar as principais políticas públicas municipais para a agropecuária nos dezenove municípios que compõem a Associação dos Municípios do Extremo Oeste Catarinense (AMEOSC). O trabalho procurou estabelecer relações entre o Valor Adicionado Bruto (VAB) agropecuário e o valor orçamentário repassado para as secretarias de agricultura. Os dados foram obtidos por meio de levantamento no portal da transparência dos municípios e no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a identificação das principais políticas públicas realizou-se quatro entrevistas semiestruturadas com técnicos e secretários de agricultura, bem como o acompanhamento de duas reuniões junto ao colegiado de técnicos e secretários de agricultura da AMEOSC. A agropecuária representa aproximadamente ⅕ do valor adicionado bruto da produção nos dezenove municípios de abrangência da AMEOSC, sendo que o VAB agropecuário de cada município tem expressão relativa de 5,0% a 50,6% da economia de cada município. O orçamento médio regional das secretarias de agricultura e meio ambiente por estabelecimento recenseado sofreu pequenas oscilações entre 2017 e 2019 variando de R$ 2.812,06 em 2019 a R$ 3.056,05 em 2020. Entre as principais políticas públicas operadas nas secretarias destaca-se a prestação ou subsídio aos serviços de hora máquina internos às propriedades com máquinas da prefeitura ou terceirizados. Além de melhorias infraestruturais, muitos operam com serviços de patrulha agrícola para suporte a operações agrícolas. Destacam-se ainda as políticas públicas de subvenção à compra de sêmen bovino e nitrogênio líquido com foco na melhoria genética do rebanho bovino. Em alguns municípios registram-se ainda outras políticas públicas específicas (apoio a estruturação de pomares, de pastagens perenes, de coleta de água da chuva, recolha de resíduos etc.) e a distribuição de bônus por movimentação econômica. De forma geral, para estimular a arrecadação via emissão de notas fiscais e regular o acesso, verifica-se que os municípios buscaram criar legislação que condiciona o acesso e faixas de benefícios à movimentação econômica no bloco de produtor rural.
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    Análise econômica e avaliação dos prejuízos causados às funções da palha pelo pastejo simulado
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Carboni, Douglas Maciel; Mittmann, Gleico; Zwirtes, Anderson Luiz; http://lattes.cnpq.br/7105268741658406; http://lattes.cnpq.br/5740514311762107; http://lattes.cnpq.br/8937582396996446
    O cultivo de plantas para cobertura do solo é uma excelente forma de promover a diversidade e estabilidade do sistema solo-água-planta, otimizando o uso dos recursos. Dentre os benefícios pode-se apontar a reciclagem de nutrientes, aumento do teor da matéria orgânica e melhoria nas propriedades físicas e biológicas do solo. Porém, se parte da matéria seca produzida pela planta for removida, os benefícios são reduzidos quando comparada a permanência total. O objetivo deste trabalho é avaliar indicadores de eficiência das plantas de cobertura de inverno com e sem remoção da palha sobre a cultura do milho. Os indicadores medidos são produção de massa seca, incidência de plantas invasoras, residual de massa seca em cobertura, decomposição de palhada e na cultura subsequente, a produtividade e análise econômica do sistema (milho e feno). O experimento foi conduzido no município de Barra Bonita, extremo oeste de Santa Catarina, sob um Neossolo Litólico. O arranjo experimental foi bi fatorial (AxB) com parcelas subdivididas no delineamento experimental de blocos inteiramente casualizados e com três repetições. Os tratamentos consistiram em dois fatores, o fator A, com diferentes plantas de cobertura definidas como: Pousio; Aveia preta; Ervilhaca + Centeio; Aveia + Ervilhaca; Aveia + Ervilhaca + Centeio. E o fator B, manejo com e sem corte. As dimensões de cada parcela foram de 4m x 9m, com área útil de 36m². A semeadura das plantas de cobertura foi realizada na data 01/06/19. Nos tratamentos com remoção de palhada foi realizado dois cortes, enquanto onde não foi removido a palhada, não ocorreu o corte, sendo feito acamamento. Durante o desenvolvimento da cultura subsequente (milho) foi avaliado o desenvolvimento de plantas invasoras, decomposição e dados produtivos do milho. Os resultados foram submetidos à análise de variância, e quando significativa comparadas pelo Teste Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro. A produção total de matéria seca no pousio é inferior comparada aos demais tipos de cobertura de solo, demonstrando a ineficácia do pousio. A maior incidência de plantas daninhas se deu na presença do pousio, demonstrando a importância da palhada das plantas de cobertura, tanto devido aos efeitos de barreira física quanto relativo ás atividades alelopáticas, interferindo na germinação e desenvolvimento de plantas invasoras. Não foram obtidas diferenças significativas nas avaliações de decomposição e de produtividade do milho, fato que pode ser relativo ao primeiro ano de cultivo em sistema de plantio direto. A análise econômica indica a comercialização de feno como uma interessante fonte de renda no período hibernal. A receita liquida foi maior no manejo com corte para todos os tipos de plantas de cobertura. O uso da semeadura de diferentes tipos de plantas de cobertura resulta em maior receita liquida em comparação com o pousio quando realizado o manejo de corte. Já quando realizado manejo sem corte a receita liquida é semelhante entre as diferentes plantas de cobertura.
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    Mapeamento de biótipos de buva resistentes ao herbicida glifosato em dez municípios do oeste de Santa Catarina
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Sebben, Cleison; Rossa, Dieison; Mariani, Franciele; http://lattes.cnpq.br/7303482213993172
    A buva (Conyza sp.) caracteriza-se como uma das principais plantas daninhas das lavouras de verão da região Sul do Brasil, e tem sido diagnosticada como resistente ao glifosato, principal molécula química utilizada para o controle. Isso evidencia a necessidade de diagnosticar se as plantas são mesmo resistentes ou se produtor está adotando estratégias de controle inadequadas. Os objetivos da pesquisa foram: identificar a localização geográfica de biótipos de buva resistentes ao mecanismo de ação inibidor da enzima 5-enolpiruvilshikimate-3-fosfato sintase EPSPs em dez municípios da região Oeste de Santa Catarina e identificar problemas de manejo que possam aumentar a população resistente na região Oeste de Santa Catarina. Foram coletadas sementes de 45 biótipos em diversos municípios da região, as lavouras escolhidas para coleta possuíam relatos de resistência das plantas ao herbicida. O experimento foi conduzido no município de Iraceminha, onde as plantas de buva foram cultivadas em copos plásticos de 550 ml preenchidos com substrato, cultivados em túnel baixo, sobre lâmina de água de 1 cm. Utilizou-se três tratamentos: T1 controle (sem glifosato); T2 dose de registro do glifosato (1780g e.a. ha-1); e T3 o dobro da dose de registro do glifosato (3560g e.a. ha-1). O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com quatro repetições. A aplicação foi realizada quando as plantas atingiram estádio de quatro a seis folhas, buscando a média entre as mesmas. As variáveis avaliadas foram: percentual de controle e massa seca. A avaliação do percentual de controle foi realizada aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação através de notas visuais de controle, comparando as plantas submetidas aos tratamentos com suas respectivas testemunhas. A matéria seca foi avaliada aos 28 dias após a aplicação com a coleta das plantas e posterior secagem em estufa. Os dados foram submetidos à análise de variância a 5%. O questionário foi avaliado através de análise descritiva a fim de esclarecer quais os fatores agronômicos estão associados ao surgimento da resistência. Os resultados demonstram que nos dez municípios da região Oeste de Santa Catarina todos os biótipos avaliados apresentam resistência ao herbicida glifosato; a ocorrência de resistências dos biótipos está ligada a grande utilização do glifosato nas lavouras avaliadas; e falhas no manejo, principalmente a mal utilização do plantio direto está contribuindo para o aumento da população resistente na região.
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    Ação de giberelina e auxina no desenvolvimento da planta e na qualidade de tomates 'gaúcho'
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020-08-31) Cerezer, Bernardo; Dal Cin, Gabriel; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; http://lattes.cnpq.br/4507492247456317; http://lattes.cnpq.br/5919528949652240; Zanardi, Aquidauana Miqueloto; https://orcid.org/0000-0001-6051-2882; http://lattes.cnpq.br/4927720107227860; Miqueloto, Tiago; http://lattes.cnpq.br/1337285652074540; Zanardi, Odimar Zanuzo; http://lattes.cnpq.br/5588131492688136
    A cultura do tomate apresenta elevadas perdas em pré e pós-colheita. Uma das alternativas empregadas para melhorar a qualidade dos frutos e reduzir as perdas é a aplicação de fitoreguladores. Entre os fitoreguladores, as giberelinas e auxinas, podem contribuir para o crescimento e desenvolvimento dos tomateiros, bem como auxiliar na manutenção da qualidade dos frutos. Dessa forma, objetivou-se com este trabalho avaliar a ação do ácido naftaleno-acético (ANA) e do ácido giberélico (GA 3 ) no tamanho de folhas, no diâmetro de caule e na qualidade dos frutos na colheita e após o armazenamento de tomates da cultivar Gaúcho. O experimento foi realizado em casa de vegetação no Instituto Federal de Santa Catarina em São Miguel do Oeste. Mudas de tomateiro 'Gaúcho' com 40 dias após a semeadura foram adquiridas em estabelecimento comercial e transplantadas em vasos 7 L com sistema de fertirrigação. Na emissão da primeira, segunda e terceira inflorescências, as plantas foram tratadas com ANA 10 mg L -1 , GA 3 10 -6 M e controle (água destilada). As aplicações dos tratamentos foram realizadas a cada 7 dias até que os frutos atingissem o estágio “ breake r” (alaranjado). Antes das aplicações o diâmetro do caule e o tamanho de folha foram mensurados. Os frutos (estágio “breaker” ) foram colhidos e transportados ao laboratório para avaliação dos atributos de cor ( L, C e hº ), massa fresca, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), textura, firmeza e diferenciação de vasos do xilema. Plantas tratadas com ANA e GA 3 exibiram maior diâmetro de caule em relação as plantas controle. Aumento no tamanho de folha foi observado nas com ANA. No momento da colheita, tomates da primeira e segunda inflorescências tratadas com ANA apresentaram menor cromaticidade ( C ) do que GA 3 e controle. No entanto, frutos da segunda inflorescência tratados com ANA e GA 3 apresentaram maiores valores de L do que controle, enquanto atributos de C e hº foram similares ao controle. Para os atributos físico-químicos, aplicações de ANA e GA 3 proporcionaram a manutenção da AT nos frutos colhidos da segunda e terceira inflorescência. Após o armazenamento, frutos da primeira inflorescência tratados com ANA e GA 3 tiveram maior coloração avermelhada na epiderme. Frutos da terceira inflorescência tratados com ANA tiveram menor coloração avermelhada na epiderme e maior teor de SS em relação aos frutos tratados com GA 3 . Com os resultados obtidos é possível inferir que o número de aplicações e o fitorregulador podem interferir na coloração da epiderme e nos atributos físico-químicos dos tomates no momento da colheita e após o armazenamento.
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    Geoprocessamento para análise de ocupação do solo agrícola em séries temporais para o município de Guaraciaba – Santa Catarina
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Basei, Andrei Fernando; Boness, Fábio Jean; Miotto, Alcione; Wolschick, Dolores; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000
    As ferramentas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto contribuem para a análise de alterações antrópicas na ocupação do solo em atividades agropecuárias. Os dados obtidos contribuem para pesquisa e podem ser usados no planejamento das atividades. Este trabalho objetivou analisar, classificar e interpretar, com a utilização de ferramentas de acesso livre, mudanças no uso do solo agrícola no decorrer do tempo, para o município de Guaraciaba – Santa Catarina. As imagens são provenientes dos satélites LANDSAT 5 com sensor TM e Sentinel 2 com sensores MSI e SWIR, intervaladas entre os anos de 1985, 1995, 2005, 2015 e 2019, no período entre 15 de outubro e 31 de dezembro de cada ano. Para o processamento das imagens foi escolhido o software QGIS, versão 2.18.24. A classificação das imagens foi realizada pelo classificador SCP, divididas nas seguintes classes: Remanescentes Florestais (RF); Reflorestamentos (RE); Culturas Anuais (CA) e Pastagens Perenes (PP). Para avaliar a confiabilidade os dados foram submetidos a avaliação pelo índice Kappa. Os dados obtidos na classificação foram comparados aos Censos Agropecuários do IBGE para interpretação das mudanças ocorridas em espaço e tempo. Como resultados observou-se em RF a menor alteração entre as classes, partindo de 5.187 ha para 7.570 ha, relativas aos 32.815 ha analisados. A classe RE apresentou a maior área em 1995, aumentando de 1.739 ha em 1985, para 5.356 ha. Após este período entrou em declínio, chegando a 3.254 ha em 2019. A classe CA não apresentou mudanças significativas no tempo, mantendo-se estável ao longo dos anos, apresentando uma área média de 14.048 ha. A classe PP, em 1985 contava com 12.129 ha e em 1995 chegou ao seu mínimo, 5.886 ha. Nos anos seguintes, a classe PP aumentou consideravelmente, chegando em 2015 ao máximo de 14.027 ha, entrando em declínio, mantendo 7.941 ha em 2019. A classe CA apresentou-se como a principal ocupação do solo, perdendo essa posição apenas em 2015 para PP. A partir deste ano, houve um decréscimo para 10.541 ha, valor menor em detrimento aos demais, atingindo 16.453 ha em 2005. O estudo permitiu acompanhar grandes mudanças na ocupação do solo entre 1985 e 2019. As mudanças estão relacionadas ás atividades agrícolas como a produção leiteira, mudanças nas culturas agrícolas e a normatização ambiental de 2012, que gerou adequações nas propriedades rurais. O reflorestamento perdeu sua expressividade, principalmente após 1995, coincidindo com expansão da bovinocultura de leite, explicada também pela ascensão das pastagens.
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    Viabilidade econômica e eficiência agronômica do uso de cama de aves na adubação de Tifton 85
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2020) Becker, André; Oliveira, Rodrigo Macena de; Rogeri, Douglas Antonio; http://lattes.cnpq.br/5873372129549801; http://lattes.cnpq.br/7200186336705455; http://lattes.cnpq.br/3117390620622684
    O uso da cama de aves na adubação de pastagens é uma interessante forma de reduzir os custos da produção leiteira. Todavia, o uso de cama de aves sem embasamento técnico pode ocasionar sérios problemas ambientais. Isso acontece, dentre outras razões, porque há carência de pesquisas que deem suporte aos produtores em relação ao uso de cama de aves na adubação de pastagens. O objetivo do estudo foi avaliar a eficiência agronômica e a viabilidade econômica do uso de cama de aves sobre a produção e teor de proteína bruta (PB) de feno de Tifton 85 (Cynodon spp.), de modo a subsidiar a recomendação técnica aos agricultores. O experimento foi instalado na área experimental do IFSC câmpus São Miguel do Oeste no ano de 2017. Os tratamentos consistiram na aplicação de cama de aves de modo a suprir 0, 50, 100, 150 e 200% da demanda de nitrogênio (N) da cultura para produzir 20 t ha-1 ano-1 de massa seca (MS), cujas doses foram de 0, 210, 420, 630 e 840 kg ha-1 de N. Adicionalmente, dois tratamentos com uso de fertilizantes minerais também foram utilizados, sendo um com aplicação somente de adubos minerais (MIN420) e o outro com aplicação de fertilizantes minerais e cama de aves de modo combinado (organomineral), ambos aplicaram a mesma dose de N (420 kg ha-1). O delineamento utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições, totalizando 28 unidades experimentais. Os fertilizantes foram aplicados de modo parcelado ao solo em três vezes ao ano. O Tifton foi cortado sempre que atingiu a altura de 30 cm. Em cada corte foram avaliadas a massa verde (MV), massa seca (MS) e o teor de PB da forragem. Além disso, os custos de produção e as receitas da venda de feno foram obtidos para avaliação da viabilidade econômica. A produção de MS, na média de dois anos, aumentou linearmente com as doses de cama de aves, cujos valores foram de 6.500 para 29.500 kg ha-1 ano-1 para o tratamento testemunha e a dose cama que aplicou 840 kg ha-1 de N, respectivamente. A cama de aves na dose de 420 kg ha-1 produziu menos MS que sua dose análoga na forma mineral, cuja eficiência agronômica relativa foi de 65%. O teor de PB aumentou linearmente com as doses de cama de aves, porém as plantas adubadas com a fonte mineral acumularam mais proteína que a dose equivalente em cama de aves. Isso evidencia que a menor disponibilidade de N pode ter sido a responsável pela menor produtividade da fonte orgânica. Por outro lado, a cama de aves mostrou ser uma opção viável economicamente, cujo maior retorno financeiro se deu na maior dose de cama de aves testada.
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    Desempenho produtivo das cultivares de morangueiro Pircinque e Jonica em função das épocas de plantio em São Miguel do Oeste
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2021-07-29) Ternus, Micael Júnior; Naidk, Tiago Antonio; Capelesso, Adinor José; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/6315200171215871; http://lattes.cnpq.br/1790323829265454; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; Fagherazzi, Antonio Felippe; http://lattes.cnpq.br/8749486333776016; Martins, Diego Albino; https://orcid.org/0009-0003-9440-4056; http://lattes.cnpq.br/6909431482983705
    A cultura do morangueiro se configura como uma alternativa econômica para propriedades familiares, constituindo-se em fonte de ocupação e renda. Na correlação com as condições climáticas de cada local, a cultura pode apresentar diferentes produtividades, ciclos produtivos e qualidade final das frutas. Como as condições ambientais variam ao longo do ano, o presente estudo objetivou avaliar a produtividade das cultivares de morangueiro Pircinque e Jonica em função das épocas de plantio no Extremo Oeste Catarinense. O experimento foi conduzido na Safra 2020, em São Miguel do Oeste – SC, em sistema de cultivo semi-hidropônico com slabs, sobre bancadas protegidas por túnel plástico. O delineamento experimental utilizado foi o Inteiramente Casualisado (DIC) em arranjo bifatorial 2x4 (duas cultivares e quatro épocas de plantio). Os tratamentos foram as quatro datas de plantio: 10/03/2020, 30/03/2020, 19/04/2020 e 09/05/2020, com intervalo de 20 dias entre si. Os tratamentos possuíam cinco repetições, com seis plantas por unidade amostral (slab), sendo adotadas bordaduras nas extremidades longitudinais. A análise do tempo de entrada em produção entre as cultivares diferiu significativamente, sendo que a Pircinque entrou em produção em média 8,7 dias antes que a Jonica. Contudo, não se registraram diferenças significativas de produtividade entre as cultivares, não existindo interações significativas entre cultivares e épocas de plantio. As épocas testadas afetaram significativamente o momento de entrada em produção, os resultados de produtividade e qualidade dos frutos. A maior produtividade total foi obtida com o plantio em 19/04, mas a produção comercial não diferiu no plantio de 30/03, 19/04 e 09/05. A data de 10/03 resultou em menor peso comercial, peso total e número de frutas comerciais, sendo considerada a época de plantio menos produtiva. A implantação nas datas de 30/03 e 19/04 resultaram em maior retorno econômico esperado, tanto para a venda de frutas comerciais quanto para venda de frutas totais.
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    Avaliação de genótipos de morangueiro em São Miguel do Oeste – SC
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2021-09-10) Griebeler, Lucas Ventura; Capelesso, Adinor José; Cardoso, Francieli Lima; https://orcid.org/0000-0002-1617-4297; http://lattes.cnpq.br/2055889150652260; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/0550102089697154; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; Miotto, Alcione; http://lattes.cnpq.br/5600518499368000; Fagherazzi, Antonio Felippe; http://lattes.cnpq.br/8749486333776016
    A cultura do morangueiro se constituí como alternativa econômica para agricultores que exploram pequenas propriedades rurais, uma vez que permite o uso intensivo da terra. Ao gerar alta renda por área associada a postos de trabalho, a atividade ganha expressão na agricultura familiar. Atualmente, no mercado existem cultivares com distintas características de produção, sendo que cada uma se comporta de maneira diferente conforme as condições ambientais de cultivo em cada Região, mas não havendo variedades brasileiras utilizadas, o que acarreta perdas de produtividade. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento produtivo de dez genótipos de morangueiro em sistema de cultivo sem solo no Extremo Oeste Catarinense, em busca de variedades adaptadas ao cultivo local. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo analisar o comportamento produtivo de dez genótipos de morangueiro em sistema de cultivo sem solo em São Miguel do Oeste – SC. O experimento foi conduzido em propriedade rural particular no município de São Miguel do Oeste – SC, em sistema de cultivo semi-hidropônico em substrato, e em ambiente protegido do tipo “guarda-chuva”. As mudas dos genótipos utilizados foram de torrão, e assim confrontados os genótipos entre cultivares conhecidas (controle) e seleções avançadas do programa de melhoramento genético da Universidade do Estado de Santa Catarina. Desses, seis genótipos são fotossensíveis de dia curto e quatro genótipos de dia neutro. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições, tendo como unidade experimental um slab com seis plantas. As frutas foram colhidas quando a epiderme apresentou 80% de coloração vermelha brilhante para avaliações de produção e de qualidade das frutas. Registrou-se diferenças significativas entre os materiais para produção total, comercial e número de frutas. O genótipo CRAPO VR10 foi o que teve o melhor desempenho nas análises de produção comercial, industrial, total e número de frutas, seguido de FRF FC 104.01 e San Andreas, todos materiais de dia neutro. Os genótipos com maior porcentagem de peso comercial foram o CRAPO VR10, San Andreas, FRF PIR 75.8, FRF PA 109 e Albion. Apesar de ser de dia neutro, a Albion foi a menos produtiva de todas.
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    Composição de dimensões e categorias de gestão que interagem no processo sucessório em unidades produtoras rurais do extremo oeste catarinense: uma abordagem teórica e conceitual
    (Instituto Federal de Santa Catarina, 2021-05-20) Dalapossa, Jean Lucas; Santos, Rerisson Sluzovski; Dalbosco, Cherilo; Capelesso, Adinor José; https://orcid.org/0000-0002-9833-672X; http://lattes.cnpq.br/1796298218666874; http://lattes.cnpq.br/1393510175810440; http://lattes.cnpq.br/4987400075998932; Dalbosco, Cherilo; http://lattes.cnpq.br/1393510175810440; Wolschick, Dolores; http://lattes.cnpq.br/6258612196477091; Kummer, Rodrigo; http://lattes.cnpq.br/3403414311678201
    Os dados censitários agropecuários das últimas décadas reiteram o papel da agricultura familiar como principal produtora de alimentos para a sociedade brasileira, mas também apontam para o envelhecimento dos produtores e extinção de propriedades em regiões tradicionais, como é o caso do Sul do Brasil. Esse fenômeno tem relação com o processo de sucessão, no qual muitos filhos abdicam da continuidade do empreendimento familiar. A pesquisa objetivou compor e apresentar dimensões e categorias de gestão que interagem no processo sucessório em unidades produtoras rurais do Extremo Oeste Catarinense. Para alcançar esse objetivo realizou-se uma revisão bibliográfica e documental, contemplando estudos existentes que abordam o tema central pesquisado e dados censitários. Também se considerou o conhecimento dos pesquisadores das práticas cotidianas que impactam no processo sucessório no meio rural. Na composição das dimensões e categorias apresentadas, a dimensão administração fundamenta-se em práticas de planejamento das atividades, organização e divisão das tarefas a campo, controle dos custos e na dinâmica das decisões que são tomadas na propriedade, as quais podem impactar no nível de qualidade de vida no meio rural. A dimensão trajetória levou em consideração aspectos relacionados ao diálogo e compartilhamento das informações do antecessor ao herdeiro suplente, permitindo o repasse de conhecimento da propriedade e o preparo técnico e profissional do herdeiro(a) que decide permanecer. Entende-se que estas ações permitem promover o desenvolvimento da propriedade e contribuem na decisão de permanência do jovem no meio rural. A dimensão espólio/herança contempla questões relacionadas ao processo de partilha do patrimônio da propriedade rural que podem resultar na manutenção, ou fracionamento da unidade produtiva, fato que pode impactar positivamente, ou negativamente no processo de sucessão. O trabalho contribui para motivar novas pesquisas de campo, bem como subsidiar ações educativas e de formação profissional, no âmbito institucional (IFSC) e externo, possibilitando problematizar a ainda preocupante estatística de extinção de unidades produtivas rurais familiares da região do Extremo Oeste Catarinense.