Remoção do antibiótico sulfametoxazol por oxidação fotocatalítica em membranas poliméricas recobertas com dióxido de titânio

Resumo

Os poluentes emergentes, que incluem compostos orgânicos como corantes, pesticidas, tintas, conservantes, fármacos, dentre outros, representam riscos potenciais para a saúde humana e para o meio ambiente devido à contaminação de fontes de água. Os processos convencionais empregados nas estações de tratamento de água (ETAs) e de efluentes (ETEs) não são eficientes para removê-los em plenitude, por isso é necessário desenvolver tecnologias avançadas de tratamento, como os processos oxidativos avançados (POAs), sendo um deles a fotocatálise heterogênea. Nesse contexto, o presente artigo tem o objetivo de desenvolver e caracterizar membranas de poli(ácido lático) preparadas com diferentes agentes formadores de poros, metilcelulose, glicerol e polivinilpirrolidona, e revestidas com TiO2 com foco na avaliação de suas fotoatividades para o composto sulfametoxazol. Os resultados indicam que as membranas não adsorvem de forma significativa o SMX. As membranas com metilcelulose apresentam os maiores poros, e as com PVP os menores poros. O recobrimento com TiO2 diminuiu o fluxo de permeado e a eficiência de rejeição ao sulfametoxazol, mas não alterou as propriedades mecânicas. As membranas de PLA/MC 0,25, PLA/GOH 0,25 e 0,5 e de PLA/PVP 0,5 são suportes adequados para a fotocatálise heterogênea do sulfametoxazol, com a de PLA/PVP 0,5 apresentando a maior degradação do fármaco, 36,6%, após 120 minutos de reação, com uma constante cinética de pseudo-primeira ordem igual à 0,00393 min-1 , quando recobertas com 10 camadas de TiO2, e solução de SMX com 10 mg/L e pH 5,3.

Descrição

Citação

RAMOS, Natália Cristina. Remoção do antibiótico sulfametoxazol por oxidação fotocatalítica em membranas poliméricas recobertas com dióxido de titânio. Artigo. (Bacharelado em Engenharia Química) - Instituto Federal de Santa Catarina Campus Lages, Lages, 2025.