Aplicabilidade de mel de abelha nativa sem ferrão, por food pairing, na coquetelaria

Resumo

Um dos objetivos a se pensar em novas produções gastronômicas é a harmonização do sabor. Para isso, existem técnicas e métodos, como o food pairing, que valida a harmonização com a maior quantidade de compostos voláteis idênticos nos ingredientes. Outro objetivo importante é a regionalização dos insumos, visando a valorização cultural e o potencial socioeconômico. Considerando esses pontos, o objetivo da pesquisa foi utilizar o food pairing para avaliar qual, dentre os méis de Apis mellifera (espécies invasoras) e Meliponinae (espécies nativas), harmoniza melhor no coquetel Penicillin. Foram identificados os compostos voláteis de todos os ingredientes do coquetel e de diversos méis para comparar o conteúdo de tais compostos. Identificaram-se 213 compostos de 9 funções orgânicas diferentes. Para diminuir a variabilidade, os teores dos compostos voláteis dos méis foram comparados, selecionando-se entre cada grupo os 2 mais semelhantes: mel monofloral de chanana da abelha nativa sem ferrão uruçu e mel multifloral de Apis mellifera de São Joaquim/SC. Como resultado final, notou-se que o mel monofloral de chanana da abelha nativa sem ferrão uruçu obteve a melhor harmonização, possuindo 12 compostos idênticos de 110, enquanto o mel de Apis mellifera de São Joaquim/SC não possui nenhum.

Descrição

Citação

SANTOS, Solivan Alisson dos. Aplicabilidade de mel de abelha nativa sem ferrão, por food pairing, na coquetelaria. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Superior de Tecnologia em Gastronomia) – Instituto Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2024.