Educação ambiental: um desafio para as comunidades tradicionais de terreiro das regiões metropolitanas de Florianópolis e Porto Alegre

Resumo

O artigo versa sobre a Educação Ambiental e o racismo que acomete as Comunidades Tradicionais de Terreiro (CTT) de Florianópolis/SC e de Porto Alegre/RS e suas respectivas regiões metropolitanas e como essas comunidades compreendem a importância da preservação do ambiente em que acontecem às suas práticas religiosas. No Brasil, Racismo Ambiental está relacionado a injustiças sociais e ambientais, sendo que, povos originários, comunidades tradicionais e a população negra são os mais afetados. A pesquisa explora como principais conceitos raça, racismo, racismo religioso e racismo ambiental. A amostra da pesquisa foi construída com recorte de gênero e raça, portanto as entrevistadas são mulheres e autodeclaradas negras. A análise dos dados foi realizada através do exame do conteúdo das entrevistas, entrevistas abertas e dos questionários com perguntas fechadas, através da metodologia quali-quantitativa. A pretensão inicial desta investigação foi de se fazer um primeiro levantamento para mapeamento sobre a relação das CTT com a EA e o racismo ambiental que as afeta. Se buscou saber o tempo de permanência nas regiões, se houve ao longo do tempo e porque a necessidade de mudança, condições sanitárias dos territórios, condições de acesso, índices de violência local, por exemplo. Os principais resultados encontrados foram: o consenso entre as mulheres sobre as dificuldades de liderar pelo fato de ser mulher, os enfrentamentos com o poder público e os ataques sofridos pela sociedade que violam seus corpos e espaços sagrados. Também se verificou o esbulho sofrido pelas CTT que são expulsas de suas terras originárias, seja pela especulação imobiliária ou pelo processo de higienização que sofrem os grandes centros. A pesquisa propõe às CTT dois eixos para se trabalhar EA através de uma abordagem crítica, antirracista e feminista.

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