De McQueen a Burton: a transição do conceito estético da marca Alexander McQueen
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Resumo
Este artigo analisa a evolução da marca Alexander McQueen por meio da fotografia de moda, investigando como a identidade e os valores da marca foram mantidos ou alterados durante a transição de direção criativa entre Alexander McQueen e Sarah Burton. A pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada em revisão bibliográfica, documental e análise de imagens. Foram selecionadas imagens das coleções Plato 's Atlantis (Primavera/Verão 2010), última coleção desenvolvida por Alexander McQueen, e coleção Ready-to-Wear Spring/Summer 2011, primeira coleção assinada individualmente por Sarah Burton. Como procedimento analítico, utilizou-se uma adaptação da metodologia proposta por Marques e Almeida (2018), baseada nos pilares de contexto, classificação e apropriação. Os resultados demonstram que Sarah Burton preservou elementos fundamentais da identidade da marca, como a alfaiataria estruturada, as silhuetas marcantes, a teatralidade e o uso da moda como linguagem simbólica. Entretanto, observou-se uma mudança da narrativa visual, substituindo a estética futurista, tecnológica e provocativa de McQueen por uma abordagem mais romântica, artesanal e ligada à natureza. Conclui-se que a transição criativa não representou uma ruptura com o legado da marca, mas uma continuidade reinterpretada, capaz de manter os valores e pilares de Alexander McQueen ao mesmo tempo em que atenuou a dramaticidade subversiva do fundador ao introduzir uma sensibilidade mais romântica.
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MARQUARDT, Monica, OLIVEIRA, Amanda Larissa de. De McQueen a Burton: a transição do conceito estético da marca Alexander McQueen. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnologia em Design de Moda) - Instituto Federal de Santa Catarina, Jaraguá do Sul, 2026.
