Dissertação
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listelement.badge.dso-type Item , O clima regional para o licenciamento ambiental em parcelamento do solo nas cidades costeiras do centro norte de Santa Catarina(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-02-22) Silva, Dayana Karina Correa da; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; http://lattes.cnpq.br/5836136544421895; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Herdies, Dirceu Luis; https://orcid.org/0000-0002-2872-8453; http://lattes.cnpq.br/3752951275341381; Oliveira, Francisco Henrique de; https://orcid.org/0000-0001-5884-5215; http://lattes.cnpq.br/3660344606587105O presente trabalho realizou uma revisão de literatura com a legislação atual vigente em relação à matéria climática, licenciamento ambiental e planejamento urbano, apresentou a influência do clima no contexto urbano, suas perspectivas com os cenários futuros e de que maneira as ferramentas disponíveis, como banco de dados globais e modelos de superfície, podem ser utilizadas nos processos de licenciamento ambiental de grandes empreendimentos, cuja atividade seja parcelamento do solo urbano. Para isso, buscou-se a relação do uso e ocupação do solo com os dados climáticos, e foram utilizadas ferramentas de sensoriamento remoto e dados climáticos globais disponíveis na plataforma WorldClim, para os cenários futuros dos modelos CanESM5 e MIROC6, além do uso do modelo de superfície CLASS para entender a influencia do clima sobre as cidades costeiras e como devem ser considerado como fator crucial nas decisões em relação ao planejamento urbano, garantindo o desenvolvimento sustentável, com enfoque na implantação de parcelamento de solo urbano. Como produto técnico e tecnológico desta pesquisa aplicada, a proposta de resolução para avaliação de aspectos e impactos climáticos nos Estudos de Impactos Ambientais (EIA) para parcelamento do solo de grande porte, acima de 100ha, nos processos de licenciamento ambiental, que pode ser implementada por uma instituição de administração pública como o Instituto Federal de Sana Catarina.listelement.badge.dso-type Item , Utilização de veículo aéreo não tripulado no monitoramento da dinâmica sedimentar de praias: estudo de caso da praia de Navegantes (SC)(Instituto Federal de Santa Catarina, 2021-06-08) Gaya, João Paulo; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; http://lattes.cnpq.br/9869714383254988; Proença, Luis Antonio de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7063442643487035; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Menezes, João Thadeu de; http://lattes.cnpq.br/4597254366516265Veículos aéreos não tripulados (VANT), conhecidos por drones, têm sido utilizados em diversos setores, como segurança pública, fiscalização ambiental, agricultura e no monitoramento ambiental. Neste trabalho, o monitoramento da dinâmica sedimentar de duas regiões distintas da Praia de Navegantes (SC), foi realizado entre os meses de abril e julho de 2019 com a utilização de um VANT tipo quadrirotor, equipado com uma câmera com sensor de 20 megapixels de 1 polegada. Foram realizados seis sobrevoos em cada uma das regiões estudadas. A aerofotogrametria desses locais foi realizada a uma altura pré-definida de 100 metros, tendo sido registrada por meio de memorial de processamento com a sobreposição lateral de 65% e frontal de 75% entre as imagens obtidas. As imagens de cada levantamento foram tratadas no software Agisoft PhotoScan. Foram geradas ortofotos georreferenciadas e imagens 3D, o que possibilitou calcular os volumes de erosão ou acreção. Os resultados demonstraram que ambos os locais estudados estão suscetíveis tanto aos processos de acreção quanto de erosão provocados pelas ressacas. A média de sedimentos estimada na região Norte foi de 19.356,63 m³ dentro de uma área média de 29.073,82 m², com uma erosão média de 1.453,69 m³, enquanto na região Sul a média de sedimentos estimada foi de 138.426,32 m³ dentro da área média de 58.733,45 m², com uma acreção média de 2.936,67 m³. Em termos proporcionais, o volume de sedimentos na região Sul é 3,537 vezes superior à região Norte. A região Norte apresenta sérios problemas de erosão praial com redução drástica da faixa de restinga. Contrastando com a região Sul, que possui uma faixa de restinga bem desenvolvida, resultado de um processo de recuperação ambiental iniciado há 10 anos. A utilização do drone demonstrou grande eficácia no monitoramento do processo de dinâmica sedimentar em ambientes costeiros e a metodologia utilizada foi desenvolvida de modo que possa ser aplicada e operacionalizada pelas administrações municipais e estaduais.listelement.badge.dso-type Item , Análise de ciclogêneses em altas latitudes austrais e influência na América do Sul(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-02-14) Gandra, Mariana Monteiro dos Santos; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0001-8628-8671; http://lattes.cnpq.br/3788661137997865; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; Herdies, Dirceu Luis; https://orcid.org/0000-0002-2872-8453; http://lattes.cnpq.br/3752951275341381; Pezzi, Luciano Ponzi; https://orcid.org/0000-0001-6016-4320; http://lattes.cnpq.br/9168878830863753Os ciclones extratropicais no Hemisfério Sul são os principais responsáveis pelo balanço meridional de calor e umidade entre as baixas e altas latitudes, por isso eles recebem um papel de destaque no clima deste hemisfério. Esta pesquisa visa analisar o deslocamento de ciclones extratropicais que se formam em altas latitudes e que se deslocam em direção ao setor central do oceano Atlântico Sul e está relacionada ao projeto AnTarctic Modeling Observation System, liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. As trajetórias de ciclones foram analisadas no período de 1982 e 2019 e identificadas a partir do algoritmo “TRACK”, a partir de dados da reanálise CFSR/CFSRv2. Foi encontrado que os ciclones extratropicais se deslocam para norte/nordeste principalmente durante os meses de inverno e o maior deslocamento anômalo de toda a série temporal aconteceu em junho de 2016. Este ciclone em particular foi associado a ressacas no litoral sul e sudeste do Brasil. As regiões ciclogenéticas debatidas neste trabalho podem ser relevantes para o clima de ondas da costa sul-americana e brasileira. Um sistema computacional para execução do TRACK e um relatório técnico destacando as condições sinóticas do ciclone de junho de 2016 foram desenvolvidos como produtos técnico-tecnológicos.listelement.badge.dso-type Item , Análise de emissões de gases de efeito estufa dos resíduos sólidos urbanos do município de Florianópolis a partir da proposição de cenários de valorização de resíduos(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-03-15) Luiz, Bruno Vieira; Suski, Cássio Aurélio; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; https://orcid.org/0000-0002-5029-7258; http://lattes.cnpq.br/9871976304943943; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Castilhos Junior, Armando Borges de; https://orcid.org/0000-0003-0455-2585; http://lattes.cnpq.br/7035924592908122A gestão dos resíduos sólidos urbanos (RSU) tem relação direta com o aquecimento global, pois possibilita a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundos da decomposição dos resíduos em sua destinação final, além do reaproveitamento dos materiais, o que permite redução da exploração de matérias primas, evitando gasto de energia e, consequentemente, geração de GEE associada aos processos de produção, minimizando desta forma, direta ou indiretamente, a emissão de gases que contribuem para o aumento do efeito estufa. Este estudo tem por objetivo analisar a emissão de GEE de RSU por meio de ferramentas de Análise de Ciclo de Vida (ACV) nos processos de valorização dos resíduos no município de Florianópolis – SC, propondo alternativas tecnológicas para a gestão dos RSU do município de Florianópolis-SC, utilizando a ACV para quantificar as emissões atuais de GEE. Os cenários contemplam a valorização dos resíduos por meio de compostagem, biodigestores anaeróbios, reciclagem, geração de energia e disposição em aterro sanitário. Foram estabelecidos 5 cenários com percentuais distintos da combinação destas tecnologias. As emissões de GEE de cada cenário foram modeladas por meio do software Waste Reduction Model (WARM). Os resíduos foram categorizados considerando a gravimetria dos RSU no município, estabelecendo um cenário base para comparação com os cenários propostos, quantificando assim a redução de GEE. A partir dos valores obtidos foi realizada a projeção do impacto das emissões na temperatura, de modo a estimar como as tecnologias propostas nos cenários influenciariam esta variável. Os resultados demonstraram os benefícios ambientais com a inclusão de novas alternativas, proporcionando aos gestores uma ferramenta que estabelece qual a configuração ambientalmente mais adequada a ser adotada em termos de redução de GEE. Observou-se que a pior opção neste sentido foi o encaminhamento ao aterro sanitário. Concluiu-se que a ordem de prioridade deve observar a separação em três frações: recicláveis, orgânicos e rejeitos, sendo que a primeira fração demonstrou ser a mais significativa. Quanto aos tratamentos, contatou-se a seguinte ordem: reciclagem, compostagem, digestão anaeróbia, incineração com geração de energia e aterro sanitário. A metodologia de AVC na gestão de RSU se apresentou como uma ferramenta eficiente, quantificando os benefícios ambientais esperados para tratamentos que buscassem a recuperação energética dos 5 resíduos. Por fim, possibilitou a publicação dos resultados, por meio de produto tecnológico, que o município está alcançando em tempo real na página web Prefeitura Municipal de Florianópolis, demonstrando o quanto de GEE está deixando de ser emitido por meio das ações de valorização de resíduos atualmente implementadas no Município.listelement.badge.dso-type Item , Sistema de detecção de frentes frias associadas a eventos meteorológicos de médio e alto impacto no centro sul da América do Sul(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-06-15) Oliveira, Roseli de; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Ambrizzi, Tercio; http://lattes.cnpq.br/9337611912907437Os Sistemas Frontais (SFs) atuantes no sul e centro-sul da América do Sul (AS) se caracterizam como causadores de eventos de médio e alto impacto. Este trabalho objetiva avaliar os efeitos da passagem de frentes frias (FF) por estas regiões por meio de um método automatizado de detecção. Nesta região se delimitaram 10 áreas, sendo 5 litorâneas e 5 continentais. Como procedimento metodológico, desenvolveu-se um algoritmo computacional, denominado de Índice de Detecção de Frentes Frias (IFF), para detecção e caracterização das FFs por meio dos dados da reanálise do CFSR e CFSRv2, a cada 6 horas, da componente meridional do vento a 10 m e da temperatura do ar a 2 m. O IFF normalizado possibilitou avaliar a taxa de detecção e a intensidade de cada FF entre 1991 e 2020. A taxa de detecção adequou-se em 17%, considerado como o percentual mínimo do IFF que representasse a atuação de uma FF. O algoritmo, denominado de método objetivo (MOBJ), foi validado da seguinte maneira: a partir de 51 casos pré-selecionados de FFs que impactaram a região que compreende o Estado de Santa Catarina e arredores (AL4) entre 2015 e 2020, denominado de método observacional (MOBS) e pela comparação com as FFs catalogadas do Boletim Climanálise (MCLN) de 1996 a 2013. Os principais resultados mostram que: (1) o MOBJ se apresenta coerente na representação dos 51 casos e com as FFs do MCLN; (2) a climatologia de FFs apresenta uma frequência média anual em torno de 70 sistemas; na variabilidade sazonal verifica-se uma maior frequência no inverno, onde esses sistemas são mais intensos, com uma média de 20 FFs por ano; os padrões de deslocamento e intensidade mostram a diminuição de FFs conforme estas avançam em direção à latitudes menores e a maior frequência mensal de FFs ocorre entre junho e novembro. E por fim, com o modelo conceitual construído, classificou-se 4 principais trajetórias das FFs denominadas de oceânicas, litorâneas-oceânicas, continentais-litorâneas e as continentais.listelement.badge.dso-type Item , Programa bandeira azul e as praias de Florianópolis: uma análise das potencialidades da ilha(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-30) Rocha, Eunesio Cavalcanti da; Vitor, Adriano; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; https://orcid.org/0000-0002-1762-6101; http://lattes.cnpq.br/1079779962173622; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Stafford, Fernanda do Nascimento; https://orcid.org/0000-0002-2217-5659; http://lattes.cnpq.br/1956628501965160Na atualidade, as questões ambientais e a gestão referente à zona costeira têm encontrado grande espaço nas discussões sobre os recursos naturais, com a perspectiva de incentivar o uso sustentável dos recursos provenientes desse ambiente. É notório que atividades empreendidas nas atividades de turismo (como parques aquáticos, mergulho, passeios de barco) e o setor imobiliário, entre outras atividades, causam impactos ao ambiente costeiro. É importante avaliá-los e propor ações de mitigação, pela implantação de políticas de conservação/proteção desse ambiente. Entendendo que essas mesmas atividades podem funcionar como um meio de disseminação do processo de educação ambiental, verificamos que há iniciativas de sua promoção no ambiente costeiro. Nessa linha, a Foundation for Environmental Education (FFE), desenvolveu um programa de certificação internacional chamado Bandeira Azul, aplicável às praias, marinas e operadores de embarcações de turismo. Conforme as diretrizes do programa, as autoridades locais e os gestores de praia são desafiados a alcançar altos padrões de qualidade em quatro temas: qualidade da água, gestão ambiental, educação ambiental e segurança. No Brasil, o Bandeira Azul é representado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), membro da FEE desde 2005. O presente trabalho apresenta resultados de uma pesquisa que contou com visitas às praias, entrevistas com usuários e levantamento de dados em sites oficiais, com o objetivo de propor uma metodologia de modelagem para avaliar a qualidade das praias, e indicar um ranking das praias da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis), baseado nos critérios do programa Bandeira Azul. Os resultados desta pesquisa poderão ser utilizados, por gestores, turistas e moradores. A pesquisa atingiu seu objetivo, se mostrando eficaz, pois através da metodologia proposta foi possível demonstrar o nível de aderência das praias de Florianópolis ao programa “Bandeira Azul”, no ranking elaborado e disponibilizado através de um catálogo (site).listelement.badge.dso-type Item , Aprimoramento da previsão do nível do mar para o litoral de Santa Catarina através de forçantes atmosféricas(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-30) Canto, Marina Paiotti do; Vitor, Adriano; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; http://lattes.cnpq.br/3200054690765069; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Boll, Matias Guilherme; http://lattes.cnpq.br/0273517015346947A Região Sul do Brasil é uma área bastante influenciada por perturbações meteorológicas que provocam intensas alterações no tempo predominante e no nível do mar. As marés são variações cíclicas do nível do mar e podem ser observadas no cotidiano e previstas pelas tábuas de maré (modelo harmônico de previsão), sendo por vezes, subestimadas ou superestimadas. A ocorrência de desníveis no nível do mar observados (positivos ou negativos) são algumas das alterações naturais que podem acarretar sérias implicações para as atividades humanas na zona costeira, sendo então necessário o aprimoramento dos métodos de predição do nível do mar. A pesquisa teve como objetivo desenvolver e aplicar um modelo híbrido de predição do nível do mar considerando indiretamente variáveis meteoceanográficas (velocidade e direção do vento, componentes u’ e v’ e pressão atmosférica instantânea), através de técnica estatística de regressão não-linear múltipla por mínimos quadrados e algoritmo genético. A proposta de utilização de dados em série, das sete estações maregráficas da EPAGRI ao longo do litoral de Santa Catarina, apresentou resultados satisfatórios e pode gerar subsídios para aplicação de outras técnicas de modelagem. Os ganhos, em média, pela aplicação do modelo ficaram em torno de 51%, sendo o mais baixo de 26,22% ao sul do Estado, em Balneário Rincão, e o mais alto de 66,61% ao norte, em Itapoá. Nota-se a melhoria significativa na predição sentido sul-norte, atestando que o sistema de alimentação da estação atual com os dados das estações anteriores é válido para este tipo de estudo. O resultado também corrobora que, estes sinais que induzem os desníveis do mar em relação ao previsto, são sistemas atuantes na região e podem ser monitorados em série com certa antecedência. Espera-se que os resultados possam auxiliar no aprimoramento e na incorporação dos estudos sobre os processos costeiros em geral no Brasil, principalmente em órgãos e empresas responsáveis pelo monitoramento destes fenômenos.listelement.badge.dso-type Item , Estudo ambiental com ênfase nos parabenos encontrados em ambientes lacustres de Florianópolis/SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-29) Vedana, Jaísa; Alves, Thiago Pereira; Beaumord, Antonio Carlos; http://lattes.cnpq.br/9474393675215225; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; https://orcid.org/0000-0003-3123-7468; http://lattes.cnpq.br/0699925142026030; Pereira Filho, Jurandir; https://orcid.org/0000-0002-7166-458X; http://lattes.cnpq.br/1899580249545454; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419Os parabenos são conservantes químicos encontrados em produtos de higiene pessoal, fármacos e alimentícios, inseridos no meio ambiente através de atividades antropogênicas. Devido ao uso cada vez maior desses materiais, percebe-se um incremento das concentrações dessa classe de conservante no ambiente aquático. Dessa forma, foi investigada e avaliada a ocorrência de parabenos, suas relações com a urbanização e forçantes meteorológicas em dois ambientes lacustres de Florianópolis, SC. Para tanto, realizou-se cinco campanhas de coletas, distribuídas por 14 pontos de amostragem, em que foram obtidos resultados com valores baixos para OD e pH, juntamente com elevadas concentrações de nutrientes, mostrando que esses ambientes estão passando por processos de pressão antropogênica. Há indícios que o regime pluviométrico tem influência expressiva na disponibilidade hídrica, estabelece relação direta com o carreamento de nutrientes e inversa com a quantidade de parabenos disponíveis na água. A repercussão negativa foi principalmente para os pontos relativos aos canais, onde ocorreram as maiores concentrações de parabenos e valores consideráveis de nutrientes, indicando contaminação por esgoto doméstico. Em momentos de seca, os espelhos d’água apresentaram as maiores concentrações de parabenos junto dos pontos de maior aglomeração urbana, altas concentrações de nutrientes e baixos valores de OD e pH. O crescimento urbano demonstra afetar a qualidade ambiental, principalmente próximo às áreas de maior concentração populacional, caracterizando a relação entre a presença humana e a degradação imediata da qualidade ambiental.listelement.badge.dso-type Item , Desenvolvimento de um algoritmo computacional para identificação de vórtices ciclônicos associados à zona de convergência do Atlântico Sul(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-28) Santis, Rafaelle Fraga de; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; http://lattes.cnpq.br/6013490997957504; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; Brentano, Débora Monteiro; https://orcid.org/0000-0002-9649-6439; http://lattes.cnpq.br/8494789742757076; Teixeira, Mateus da Silva; http://lattes.cnpq.br/0531249234182600Desastres naturais associados aos grandes volumes de chuva acarretam em grandes perdas e danos socioeconômicos e prejuízo à sociedade. Em vista disso, o objetivo geral deste trabalho é identificar a ocorrência da formação de vórtices ciclônicos de mesoescala (VCM) durante episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e relacionar seus impactos ao longo da zona de convergência por meio de um algoritmo computacional, que poderá auxiliar na previsão do tempo. As análises foram feitas dos casos de ZCAS de 1991 a 2020 com dados de reanálises do modelo numérico Climate Forescast System Reanalysis / Climate Forecast System Version 2 (CFSR / CFSv2) e analisadas as componentes zonal e meridional do vento para identificação dos vórtices e a precipitação do produto de precipitação MERGE do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climático (CPTEC). O algoritmo detectou 7.151 vórtices durante o período. Os VCMs foram detectados em maior número nos meses do início e do auge do verão e com maior frequência nos meses após o ápice do verão, com maior ocorrência no período noturno ao diurno e nos níveis mais baixos da troposfera em relação aos médios níveis. No que diz respeito a precipitação, 85% dos VCMs tem precipitação associada a sua ocorrência e os vórtices com menos profundidades apresentaram a maior frequência entre os casos com precipitação superior a 120 mm. Quanto à distribuição espacial, VCMs associados a precipitações superiores a 30 mm em todas as profundidades tiveram diversas ocorrências próximas a vales e serras. Nos 7 estudos de caso do verão de 2021/2022 houveram casos com vórtices de profundidade superior ao máximo climatológico, VCMs localizados próximos a casos de situação de emergência e com a tendência de atuar preferencialmente na porção sul da zona de convergência.listelement.badge.dso-type Item , Estudo de fatores ambientais que impactam o período reprodutivo do caranguejo Ucides cordatus (Decapoda, Ocypodidae) em Palhoça/SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-21) Tramonte, Flávia Nau; Ferreira, Eduardo Cargnin; https://orcid.org/0000-0002-8664-221X; http://lattes.cnpq.br/3972388227275715; http://lattes.cnpq.br/3749309618366878; Brentano, Débora Monteiro; https://orcid.org/0000-0002-9649-6439; http://lattes.cnpq.br/8494789742757076; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Lopes, Michelle das Neves; http://lattes.cnpq.br/1103068463880297O caranguejo Ucides cordatus é um crustáceo decápodo bentônico endêmico de estuários tropicais e subtropicais, sendo o animal símbolo dos manguezais brasileiros. Apesar da sua importância ecológica, social e econômica, sua abundância vem diminuindo nas últimas décadas. Logo, ações de defeso são necessárias para garantir a preservação da espécie. Atualmente a legislação vigente no sul do país protege a espécie de captura entre os meses de outubro e dezembro. O período reprodutivo foi estipulado por diversos autores nas épocas mais quentes do ano, em períodos em que o defeso não os protege. A determinação da influência de variáveis climáticas, no período reprodutivo, no município de Palhoça/SC, visa estabelecer futuramente o emprego da época de defeso adequada. No ano de 2020 foram capturados 179 caranguejos (154 machos e 25 fêmeas). A presença de fêmeas ovígeras ocorreu em janeiro, março e dezembro. O método Spearman identificou correlação forte entre a abundância de fêmeas ovígeras e a temperatura do ar, sendo de 0,762, com valor- P=0,004. A precipitação média diária entre as 24 e 72 horas anteriores às amostragens mensais não se mostrou significativa entre as variáveis de pH e salinidade da água das galerias, por meio de Correlação de Spearman. Análises de correlação de Pearson indicaram que o ano de 2020 pode ser considerado modelo em relação às normais climatológicas de temperatura dos últimos 90 anos, indicando que o período adequado de defeso no município de Palhoça seja entre os meses de novembro a março.listelement.badge.dso-type Item , Efeito da implantação do plano de mobilidade urbana do município de Brusque/SC na emissão de gases de efeito estufa(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-10-06) Schvambach, Amabilly; Suski, Cássio Aurélio; Kuwer, Patricia; http://lattes.cnpq.br/0831074677147421; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; https://orcid.org/0000-0002-0723-2627; http://lattes.cnpq.br/7161563483300290; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Widmer, Walter Martin; http://lattes.cnpq.br/6061190741831674; Marin, Camila Burigo; http://lattes.cnpq.br/2214161392302174A mudança climática é um desafio global que demanda atividades de mitigação, tanto em nível local, como em nível internacional. O setor de transporte possui uma importante participação para o aumento das emissões de GEE, que é uma das causas das mudanças climáticas, e possui significativas emissões de CO2. A Lei da Mobilidade Urbana menciona sobre a obrigatoriedade da realização do Plano de Mobilidade Urbana - PMU para municípios com mais de vinte mil habitantes. O PMU é um documento técnico que define metas e estabelece orientações futuras, visando a melhoria da mobilidade urbana, tendo como uma das premissas o desenvolvimento sustentável das cidades. O presente trabalho teve o objetivo de analisar o potencial de redução da emissão de GEE, a partir da implantação do PMU do município de Brusque/SC, sendo que para isso foi utilizado o Programa Brasileiro GHG Protocol. Além do mais, foi determinada a influência dos GEE na variação da temperatura do município e em esfera global, até o ano de 2121 e foi elaborada uma Calculadora de Emissões de GEE para Mobilidade. Os cenários contemplaram os meios de transporte: coletivo público, motorizado individual, bicicletas e caminhadas. Como resultado obteve-se que o transporte individual corresponde ao maior quantitativo das emissões totais do setor de transporte urbano e que a aplicação dos cenários correspondeu a uma redução de aproximadamente 20% de dióxido de carbono (fóssil e equivalente), metano e óxido nitroso. Verificou-se também uma tendência de diminuição da temperatura, a partir da aplicação dos cenários propostos, sendo que utilizando o método UCAR (2022) obteve-se uma diminuição de 0,90°C e com o método Ellis (2008) obteve-se o decréscimo de 0,92°C. A elaboração da Calculadora de Emissões de GEE para Mobilidade possibilitará que os munícipes possam analisar a sua contribuição para emissões GEE para a cidade, para uma de suas atividades cotidianas, que é o transporte e podendo também verificar o quantitativo de árvores que são necessárias a ser plantadas na Mata Atlântica como forma de compensar sua emissão. Com a realização do trabalho conclui-se que a permanência da execução das ações atuais de mobilidade, sem a introdução de ações voltadas para mobilidade urbana coletiva e mais sustentável, acarretará em maiores emissões de gases poluentes à atmosfera, com consequências para o ambiente e para a população.listelement.badge.dso-type Item , Balanço hídrico climatológico para o cultivo de soja (Glicyne max sp.) na bacia hidrográfica do Rio Urussanga, frente ao cenário de climas futuros(Instituto Federal de Santa Catarina, 2022-09-22) Vidal, Thiago; Muza, Michel Nobre; Albuquerque Junior, Celso Lopes de; https://orcid.org/0000-0002-7773-5203; http://lattes.cnpq.br/3324632166930389; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; http://lattes.cnpq.br/4426517469735418; Calearo, Daniel Sampaio; http://lattes.cnpq.br/9299380334443250; Machado, Bruno Dalazen; http://lattes.cnpq.br/5213266185582824; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419Observa-se desde 2017, a expansão no cultivo da soja no estado brasileiro de Santa Catarina, em particular na região do extremo sul catarinense e mais especificamente dentro da bacia hidrográfica do rio Urussanga, região de tradicional cultivo do tabaco, milho, arroz, maracujá, banana, entre outros. Objetivou-se neste trabalho, calcular e analisar o balanço hídrico do clima presente e futuro considerando o cultivo da soja nessa região, para que as informações climáticas sejam utilizadas por quem planeja o desenvolvimento agropecuário na região, auxiliando na tomada de decisão, procurando minimizar os riscos de perdas envolvidos na atividade agropecuária. Foram obtidos os dados de estações meteorológicas convencional e automática em Urussanga no período 1987-2019. O balanço hídrico utilizou as informações extraídas de dois modelos climáticos com cenário mais realista e pessimista para o período 2021-2040 e 2041-2060 apresentados para cada decêndio de cultivo da soja. A correlação entre dados observacionais e do clima presente apresentou correlação próxima de 1 (um) para a variável evapotranspiração e outras técnicas estatísticas como correção de viés e erro quadrático médio determinaram a acuracidade de covariância de ambas séries de dados. O resultado do clima futuro em comparação com o clima presente, observa-se em vários decêndios que o balanço hídrico têm disponibilidade hídrica menor durante os meses de cultivo da soja (outubro-março), onde a evapotranspiração da cultura será maior e a precipitação será menor dentro de uma variabilidade climática intra-sazonal. Isso porque, no período vegetativo (outubro e novembro) as variáveis que mais impactam o período do cultivo são as que têm prognóstico de mudanças climáticas, sendo a precipitação, temperaturas máximas e mínimas, em conjunto as variáveis relativamente estáveis da radiação solar e fotoperíodo. Entre o final do período vegetativo e o início do reprodutivo (novembro e dezembro), além da radiação solar, a variável mais impactante é a precipitação.listelement.badge.dso-type Item , Análise da sensitividade do Rio Itapocu/SC: relação entre ajustes geomórficos e extremos de precipitação(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-05-17) Pinto, Fábio Maciel; Brentano, Débora Monteiro; Schuch, Fernanda Simoni; https://orcid.org/0000-0001-5776-7091; http://lattes.cnpq.br/8913356598111378; https://orcid.org/0000-0002-9649-6439; http://lattes.cnpq.br/8494789742757076; https://orcid.org/0000-0003-2552-7194; http://lattes.cnpq.br/7037393848626352; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Ferreira, Eduardo Cargnin; https://orcid.org/0000-0002-8664-221X; http://lattes.cnpq.br/3972388227275715; Pires, Amanda Cristina; https://orcid.org/0000-0001-6398-4324; http://lattes.cnpq.br/6860138856164471Processos morfodinâmicos em sistemas fluviais estão relacionados a fatores naturais que provocam alterações na paisagem. Eventos meteorológicos extremos de precipitação, correspondem a um dos agentes de modelagem da paisagem responsáveis por essas alterações. Nesse sentido, a caracterização dos ajustes morfológicos de ocorrência usual em um rio e a identificação das geoformas do vale são subsídios para avaliar a capacidade de modificação do sistema hidrográfico. Neste trabalho foram identificadas formas de ajustes, geoformas do vale fluvial e analisada a influência de eventos extremos de precipitação na evolução morfológica do rio Itapocu, em um trecho entre os Municípios de Corupá, Jaraguá do Sul, Guaramirim e Araquari, Estado de Santa Catarina. Inicialmente, foi realizada a morfometria de dados geoespaciais extraídos de aerofotografias dos anos de 1957, 1978, 2010 e de imagem orbital CBERS 4A do ano de 2021, proporcionando a classificação dos ajustes morfológicos em Expansão de Barra Fluvial Ativa, Retraimento de Barra Fluvial Ativa, Incorporação de Barra à Planície de Inundação, Estreitamento de Canal Fluvial, Expansão de Canal Fluvial, Migração de Canal Fluvial, Rotação de Curva, Translação de Curva e Migração da Inflexão da Curva. Após, foram analisados eventos extremos de precipitação ocorridos no vale fluvial com o apoio de imagens orbitais Sentinel-2, as quais foram utilizadas para a extração de dados geoespaciais que denotam a influência desses eventos na paisagem fluvial. Concomitantemente, foram utilizados dados de precipitação de séries históricas de pluviômetros automáticos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). Os eventos, classificados em Chuva Intensa e Chuva Persistente, ocorreram entre os dias 30/01/2019 e 15/04/2019; 15/11/2020 e 30/12/2020; e 23/02/2021 e 10/03/2021. Considerando os três períodos de análise, 89,2% do rio foi sensível aos eventos extremos. Nesse sentido, quanto maior a intensidade e a persistência do evento extremo de precipitação, maior é a possibilidade de produção de ajustes geomórficos significativos, ou seja, maior é a sensitividade do ambiente fluvial, com menor incidência de zonas da paisagem insensíveis ou estáveis ante os eventos extremos.listelement.badge.dso-type Item , Análise espaço-temporal da evolução da vulnerabilidade costeira em Itapoá/SC: uma perspectiva hidrogeomorfológica e climática(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-06-26) Silva, Ariana Pereira Barboza da; Suski, Cássio Aurélio; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; http://lattes.cnpq.br/8125218338830921; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; Machado, Leonardo Francisco; https://orcid.org/0000-0002-4440-1354; http://lattes.cnpq.br/1312468804849314A vulnerabilidade costeira se apresenta na costa litorânea em função da resposta pela alta sensibilidade do ambiente e devido à complexidade em seus processos hidrodinâmicos e sedimentológicos. O objetivo geral desta pesquisa é entender a influência dos fatores hidrodinâmicos e meteorológicos nos processos de erosão existentes nas praias de Itapoá e avaliar o comportamento da erosão costeira ao longo dos anos de 1985 a 2022 com a finalidade de determinar as causas e consequências a partir da evolução histórica desses processos. As praias de Itapoá foram divididas em 9 pontos de norte a sul, e caracterizados visualmente conforme o padrão de erosão. Através da análise DSAS foi obtida a taxa de alteração ao longo dos anos das praias e identificada a situação da evolução de cada praia. Para os fatores climáticos foram utilizados os dados meteorológicos da EMA-A851 e dados de maré, assim foram analisados dados das Decretações de Desastres da Defesa Civil-SC. Os resultados da simulação da modelagem MOHID foram utilizados para o entendimento do balanço hidrodinâmico na região. De acordo com os resultados foram encontrados 4 pontos de praia com erosão intensa com taxas de alteração acima de 1000 m/ano, 4 pontos de estabilidade e 1 ponto em acresção. A partir do balanço hidrodinâmico entre a Baia da Babitonga e as forçantes de vazão/enchente, foram identificadas as relações que levam à formação de giros em regiões pontuais. Esses giros se evidenciam de acordo com o padrão das forçantes de vazão e enchente, combinadas com a corrente de deriva litorânea. O padrão de ventos da região no período de 1985 a 2022, demonstrou-se tendência na direção do vento para OSO-ENE e com velocidade média de 1,0 m/s. Foram identificados 15 desastres ocorridos em Itapoá no período de 1998 a 2020. Entre esses eventos, em 2001, 2003, 2013, 2014 e 2018, ocorreram eventos diretamente relacionados a inundação e erosão costeira. Neste estudo não foi encontrado correlação entre as forçantes maré e vento, no entanto pode ser evidenciado que o vento (tempestades) está relacionado aos eventos que geraram alguma calamidade, assim como não é necessário eventos astronômicos para ocorrer processos de erosão intensa e apenas tempestades (de baixa intensidade) são capazes de gerar avanços significativos na erosão. A presença de sistemas dunares bem desenvolvidos não foi observada, indicando que o sedimento está sendo transportado para fora do sistema e entende que ação da dragagem também pode ser um fator para perda de sedimento ao longo dos anos. Outro fator que contribui para a erosão costeira em Itapoá é a ação antrópica, como a construção de edificações muito próximas à costa, que acabam comprometendo a estabilidade do terreno e o excesso de contenções provindas desde 1996 pode ter contribuído para o não desenvolvimento das praias conforme a sazonalidade somada a falta de vegetação nativa.listelement.badge.dso-type Item , Análise do risco de incêndios florestais associado às condições climáticas no estado de Santa Catarina(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-09-27) Kossoski, Marcos Cesar; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; http://lattes.cnpq.br/4675587556084617; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Vitor, Adriano; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; Massignam, Angelo Mendes; http://lattes.cnpq.br/5501689339980819Os incêndios florestais causam consideráveis prejuízos ambientais e econômicos ao longo dos anos. Neste contexto, busca-se encontrar relações do clima com a evidência dos incêndios. A atribuição de um índice de risco de incêndio baseado nas condições meteorológicas é uma maneira de proporcionar ferramentas para os órgãos responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios florestais. Neste trabalho foram utilizadas técnicas computacionais e estatísticas para analisar o desempenho de 3 (três) índices de risco de incêndio: Fórmula de Monte Alegre (FMA), Fórmula de Monte Alegre Alterada (FMA+) e o Fator de Risco de Ängstrom (FRA), para o Estado de Santa Catarina, região Sul do Brasil. O período de estudo e validação foi de 2010 a 2022, utilizando as variáveis: precipitação, umidade relativa do ar, velocidade do vento e temperatura do ar, com valores obtidos no Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), contemplando 23 estações meteorológicas. Esses dados foram comparados com detecção de incêndios registrados por satélite e obtidos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Após a análise dos dados utilizando várias técnicas estatísticas, ficou evidente que a FMA e a FMA+ apresentaram alto índice de acertos para os dias com ocorrência detectada, com mais de 80% de acertos, contra apenas por volta de 35% do FRA. Em relação ao total de dias computados, o FRA obteve melhor índice de acertos (por volta de 85%), contra valores por volta de 50% para FMA e FMA+.listelement.badge.dso-type Item , Análise dos acidentes com embarcações de pesca e sua relação com condições meteoceanográficas no litoral do Brasil(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-09-29) Rosa, Fabiano Duarte; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881; https://orcid.org/0000-0001-7280-7522; http://lattes.cnpq.br/5578213869454537; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419; Suski, Cássio Aurélio; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; Bitencourt, Daniel Pires; http://lattes.cnpq.br/6829223218818925A pesca comercial está entre as atividades laborais mais perigosas do mundo. A escassez nas capturas obrigou a frota pesqueira a se deslocar para áreas mais distantes do litoral e por períodos de tempo mais longos, tornando as viagens de pesca mais suscetíveis às mudanças bruscas nas condições meteorológicas e consequentemente, no estado do mar. Neste estudo foram investigados os registros históricos dos Inquéritos Administrativos e Fatos da Navegação – IAFN da Autoridade Marítima para o período de 2015 a 2020 e confrontados com os Avisos de Mau Tempo emitidos pelo Centro de Hidrografia da Marinha do Brasil para avaliar a influência das condições meteorológicas e oceanográficas, como fatores determinantes para a ocorrência dos acidentes com barcos de pesca. Os resultados indicam uma tendência de redução no número de acidentes para o período em análise. Os acidentes de maior ocorrência são os naufrágios e situação de homem ao mar. Este último apresentou a maior mortalidade associada. A maior incidência no número de acidentes está relacionada com a região do 5° Distrito Naval (SC e RS), o que pode estar relacionado a maior incidência de fenômenos meteorológicos e oceanográficos adversos, como a passagem de frentes frias e ciclones extratropicais. Embarcação miúdas e de pequeno porte demonstraram uma maior susceptibilidade à influência das condições meteoceanográficas adversas como fator contribuinte para a ocorrência de determinados tipos de acidente.listelement.badge.dso-type Item , Influência dos fluxos de umidade da Amazônia no oeste catarinense: a disponibilidade hídrica na bacia hidrográfica do Rio Irani - SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-08-29) Sales Filho, Pedro Cardoso de; Vitor, Adriano; Quadro, Mário Francisco Leal de; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0003-2105-9098; http://lattes.cnpq.br/6151483509394538; http://lattes.cnpq.br/1394648250000116; Nascimento, Ernani de Lima; http://lattes.cnpq.br/1074092256181192; Herdies, Dirceu Luis; https://orcid.org/0000-0002-2872-8453; http://lattes.cnpq.br/3752951275341381; Alves, Thiago Pereira; https://orcid.org/0000-0002-0939-1306; http://lattes.cnpq.br/2974804068315881Este estudo investiga a relação entre a evapotranspiração de uma área da Bacia Amazônia, transportada através dos Jatos de Baixos Níveis (JBN), nos períodos onde a Zona de Convergência do Atlântico Sul estava inativa (NZCAS), e a precipitação na Bacia do Rio Irani, situada no estado de Santa Catarina, Sul do Brasil. Através de análises estatísticas e técnicas de detecção de padrões atmosféricos, foi examinada a relação entre estas variáveis para determinar a caracterização detalhada da bacia hidrográfica. O trabalho inclui o desenvolvimento de um algoritmo de detecção dos JBN, permitindo a identificação mais precisa e detalhada desses eventos troposféricos. Para a detecção dos JBN em diferentes níveis de pressão foi elaborado uma rotina computacional aplicada aos dados das reanálises CFSR e CFSv2, ambos do NCEP. Os dados de Precipitação foram extraídos do modelo MERGE-INPE/CPTEC. Os resultados indicaram uma relação significativa entre a evapotranspiração da região amazônica e a precipitação na Bacia do Rio Irani. Verificou-se também que o JBN desempenha um papel crucial no transporte de umidade da Amazônia para a região estudada. Durante os meses de verão, os eventos de JBN foram mais recorrentes quando a Amazônia está mais ativa em termos de convecção e formação de sistemas convectivos com a ZCAS inativa (NZCAS). Nessa condição o transporte de umidade se dá para o Paraguai, Argentina e Sul do Brasil, mas especificamente na Bacia Hidrográfica do Rio da Prata, resultando em uma maior influência na distribuição espacial e temporal da precipitação na bacia. A análise das vazões na bacia hidrográfica também revelou padrões sazonais e variações significativas ao longo do tempo.listelement.badge.dso-type Item , Impactos da emissão de gases de efeito estufa (GEE) do sistema modal na rota de cargas portuárias de Santa Catarina(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-09-01) Lamim, Gabriela; Suski, Cássio Aurélio; Alvim, Débora Souza; https://orcid.org/0000-0003-1501-4563; http://lattes.cnpq.br/4006370546566608; https://orcid.org/0000-0002-3965-4373; http://lattes.cnpq.br/8936682488088262; http://lattes.cnpq.br/5610474465249803; Herdies, Dirceu Luis; https://orcid.org/0000-0002-2872-8453; http://lattes.cnpq.br/3752951275341381; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; Basso, Luana Santamaria; http://lattes.cnpq.br/4143504057520013As mudanças climáticas têm se intensificado nas últimas décadas em virtude do aumento da concentração de Gases de Efeito Estufa (GEE) provenientes, principalmente, de atividades antrópicas. O setor de transporte é um dos responsáveis pelo aumento destas concentrações em virtude da queima incompleta de combustíveis fósseis na utilização dos diferentes modais, como o rodoviário e ferroviário. No entanto, a importância destes para o escoamento da produção brasileira, importação de produtos, bem como demais necessidades humanas e o desenvolvimento é evidente. Diante disso, o presente estudo analisou os impactos da emissão de GEE dos sistemas modais rodoviário e ferroviário na rota de cargas portuárias no Estado de Santa Catarina. Para tanto, foram utilizados dados de movimentação para os portos catarinenses, para os modais rodoviário e ferroviário, referente ao ano de 2020 e analisados por meio da utilização da ferramenta do Protocolo Brasileiro de Gases de Efeito Estufa - GHG Protocol, na versão 2022, bem como o modelo WRF-Chem. Por meio da ferramenta GHG Protocol foram analisados os dados base e outros cinco cenários, com diferentes incrementos que incentivam a ampliação do uso de ferroviárias como estratégia na redução de emissões. Como resultados, observou-se menores emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) quando utilizado o modal ferroviário, em comparação com o rodoviário, se comparado o cenário 5 com o atual, ocorrendo uma redução de 43% nas emissões de GEE. O setor alimentar foi o que apresentou maior representatividade em todos os cenários, com emissão de 217.009,92 tCO2e no cenário atual, seguido pelo setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 60.315,08 tCO2e, de máquinas e equipamentos com 58.449,66 tCO2e e de madeira com 3.264.078,89 tCO2e. Em relação ao WRF-Chem foi possível observar a emissão e dispersão da concentração de CO2 ao longo do Estado de Santa Catarina, considerando o cenário atual. Com o resultado da simulação foi possível observar que as regiões litorânea, médio vale do Itajaí e oeste possuem maior predominância de emissão. Em relação a concentração de CO2 foi possível observar que o período noturno foi o que apresentou maiores concentrações, em virtude da Camada Limite Noturna (CLN). Tais constatações deixam claro a importância de incentivar o planejamento estratégico e investimentos para promover a intermodalidade e otimizar a eficiência logística em Santa Catarina, através da diversificação da matriz de transporte, como forma de promover a sustentabilidade e mitigação dos efeitos climáticos.listelement.badge.dso-type Item , Análise da exposição humana a águas-vivas durante as temporadas de verão no município de Garopaba, Santa Catarina(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-09-26) Domingos, Marcelo Manoel; Gomes, Juliano da Cunha; Rodrigues Filho, Jorge Luiz; https://orcid.org/0000-0002-3681-9806; http://lattes.cnpq.br/1847907417927121; https://orcid.org/0000-0003-0312-4933; http://lattes.cnpq.br/0429306746389265; https://orcid.org/0000-0002-8629-5510; http://lattes.cnpq.br/0933181852757850; Jorge, Fábio Gonçalves Daura; https://orcid.org/0000-0003-2923-1446; http://lattes.cnpq.br/7945592097983692; Ferreira, Eduardo Cargnin; https://orcid.org/0000-0002-8664-221X; http://lattes.cnpq.br/3972388227275715; Schramm, Mathias Alberto; http://lattes.cnpq.br/3898982902307419As praias arenosas são um destino comum da população para acesso ao mar e atividades sociais, no entanto, existem alguns riscos aos seus usuários, sendo as exposições humanas a águas-vivas (EHAV) uma ameaça crescente em nível mundial. Desta maneira, buscou-se, neste esforço, analisar as ocorrências de EHAV durante a temporada de verão no município de Garopaba, registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. Especificamente, analisou-se a relação de EHAV com as condições ambientais e climáticas por meio de modelos estatísticos. A partir do modelo que melhor justou-se aos dados evidenciou-se que as EHAV são influenciadas pelas variáveis altura da maré, temperatura da água e intensidade do vento. Concluise que esse esforço é capaz de inferir sobre quais variáveis influenciam nos registros de ocorrências envolvendo águas-vivas nas praias do município de Garopaba durante as temporadas de verão. Tais dados fornecem subsídios importantes para a gestão dos riscos de acidentes nas praias de Garopaba, bem como do litoral catarinense. No entanto, é importante salientar que a falta de dados que indicavam a quantidade de pessoas nas praias é um ponto importante. Desta maneira, as estratégias de gestão advindas a partir destes resultados devem ser cautelosas. Por fim, argumenta-se que é importante manter o monitoramento de praias, complementando o conjunto de dados com estimativas de banhistas por área praial.listelement.badge.dso-type Item , Estudo de indicadores ambientais para identificação de ilhas de calor no município de Itajaí-SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-09-06) Claudino, Carla; Herdies, Dirceu Luis; Quadro, Mário Francisco Leal de; https://orcid.org/0000-0002-5904-5890; http://lattes.cnpq.br/4111514204790887; https://orcid.org/0000-0002-2872-8453; http://lattes.cnpq.br/3752951275341381; https://orcid.org/0000-0001-8262-245X; http://lattes.cnpq.br/6334562111380328; Brentano, Débora Monteiro; https://orcid.org/0000-0002-9649-6439; http://lattes.cnpq.br/8494789742757076; Muza, Michel Nobre; https://orcid.org/0000-0003-0410-1514; http://lattes.cnpq.br/3617722491685775; Oliveira, Natália Rudorff; http://lattes.cnpq.br/1897184045031108Com o crescimento urbano, há uma tendência de aumento de temperatura em determinadas regiões devido à emissão de calor por fontes antropogênicas e à absorção e reemissão de radiação pelas edificações e infraestruturas urbanas, agravado pela falta de áreas verdes, possibilitando a formação de ilhas de calor. Deste modo, este estudo analisou a relação entre ilhas de calor e a cobertura vegetal em Itajaí - SC durante os períodos mais frio e mais quente do ano, bem como sua interação com os indicadores da população, com o objetivo de fornecer informações para o planejamento urbano. O período de estudo compreendeu os anos de 1991 a 2020, com a utilização dos dados da estação meteorológica automática A868-Itajaí e o produto da reanálise MERRA-2 para determinação dos períodos com temperatura mínima/máxima do ar em cada ano. Para os respectivos períodos, foram elaborados mapas da Temperatura da Superfície Terrestre - LST e cálculo do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada - NDVI, com imagens LANDSAT da Coleção 2 Nível 2 disponíveis no site Earth Explorer da USGS. Para os anos de 1998 e 2018, foram realizadas análises estatísticas entre as variáveis LST, NDVI, bairros, tipo de uso e cobertura da terra, altitude e trechos de massa d’água. Com a espacialização das prováveis ilhas de calor, através da análise da distribuição da temperatura da superfície terrestre na área de estudo, e obtenção da sua intensidade, foram avaliados os indicadores de renda e alfabetização. Resultados indicaram uma relação complexa entre fatores socioeconômicos e ambientais. A correlação negativa entre NDVI e temperatura sugeriu influência da vegetação na mitigação do calor urbano. A análise dos anos 1998 e 2018 revelou Áreas Urbanizadas como prováveis Ilhas de Calor, e áreas de Rio, Lago e Oceano, Formação Florestal e Silvicultura como prováveis Ilhas de Frescor. A altitude também influenciou a temperatura. Trechos de massa d’água apresentaram temperaturas mais baixas que a superfície circundante. Foi obtido também que os dados do produto da reanálise MERRA-2 e os dados observados estão altamente correlacionados. Como produto foi elaborada a ementa para a disciplina Geoprocessamento para análise de Ilhas de Calor e ministradas estas aulas em 2023. Para pesquisas futuras, sugere-se análises com dados de censo mais recentes, elaboração deste estudo em municípios vizinhos, bem como realizar a comparação dos valores de LST com os valores da temperatura do ar provenientes da reanálise do MERRA-2, para mais pontos na área de estudo.
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