Trabalho de Conclusão de Curso
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.ifsc.edu.br/handle/1/568
Navegar
Submissões Recentes
listelement.badge.dso-type Item , Análise sensorial de aceitabilidade do coração da musa x paradisiaca l. refogado(Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-10-23) Meraio, Suelen Aparecida; Scheuer, Patrícia Matos; https://orcid.org/0000-0002-7057-7732; http://lattes.cnpq.br/6392317738489398; Ribas, Liz Cristina Camargo; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343; Cortese, Rayza Dal Molin; https://orcid.org/0000-0003-3125-8867; http://lattes.cnpq.br/2216180159259313O Brasil é um dos países que possui a maior biodiversidade do planeta, podendo ser considerado um país megadiverso e tem como destaque seus ricos biomas e ecossistemas. A alimentação é o processo de ingestão de alimentos para manutenção do organismo e atividades vitais, sendo uma necessidade básica e fisiológica, de todos os seres vivos. A composição de uma dieta diversa varia de acordo com as características individuais de cada ser humano, contexto cultural, disponibilidade local e hábitos, acima de tudo, alimentares. Atualmente, é impostergável que façam-se alterações na alimentação humana, de forma a haver menos impactos ambientais possíveis. Uma sugestão é a inclusão de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais), sendo uma alternativa muito atrativa, pois além de diversificar a alimentação, ajuda a garantir a biodiversidade do meio. A banana é a fruta fresca mais produzida e consumida no mundo. A bananeira, além da banana, produz outros subprodutos, e entre eles está o coração da bananeira. O presente trabalho teve como objetivo analisar a aceitabilidade sensorial do coração da bananeira refogado por alunos formandos do Curso Superior de Gastronomia, utilizando escala hedônica de 5 pontos para avaliar os seguintes aspectos: “aparência visual”, “gosto” e “textura”. Os resultados obtidos demonstraram que, de forma geral, considerando as porcentagens de aceitabilidade de cada critério, obteve-se 77% como média de aprovação.listelement.badge.dso-type Item , As vinagreiras - hibiscus sabdariffa l. e hibiscus acetosella welw. ex hiern – no contexto sociocultural gastronômico de São Luís (MA)(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-13) Costa, Maicon Ricardo de Jesus; Ribas, Liz Cristina Camargo; Serpa, Léo; https://orcid.org/0009-0004-7734-4204; http://lattes.cnpq.br/2009351060644839; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343; Cabral, Luiz Otávio; https://orcid.org/0000-0002-5072-5638; http://lattes.cnpq.br/7563229160891997; Zanetti, Berenice Giehl; http://lattes.cnpq.br/4608666298202669O Brasil é um país reconhecido pela sua rica biodiversidade, mas que paradoxalmente enfrenta uma histórica redução e simplificação da diversidade alimentar, com poucas espécies sendo utilizadas pela população. Dentro desse contexto, o presente trabalho visou analisar o reconhecimento popular e caracterizar o consumo e comercialização das duas espécies de plantas conhecidas como vinagreiras em São Luís (MA): Hibiscus sabdariffa e H. acetosella – as quais apresentam identidade cultural de uso gastronômico no Maranhão, especialmente na preparação conhecida como “cuxá”. O conhecimento populacional sobre as espécies foi avaliado de forma amostral (n=400 pessoas; E = 4,5%; p < 0,05), através de um questionário eletrônico. Em linhas gerais, a vinagreira-verde foi reconhecida por 90% dos respondentes, sendo a roxa reconhecida apenas por 37%. Em termos de consumo, 98% dos respondentes afirmou já ter consumido a verde, e apenas 28% a roxa. Em relação à frequência de consumo, a verde se destaca com um consumo semanal ou mensal de 59%. Em termos de sabor, 87% classificou indistintamente o gosto das vinagreiras como bom ou excelente. Quando analisada a comercialização das espécies, observou-se a presença apenas da vinagreira-verde em todas as feiras de rua (9) e em todas as redes de supermercados (5) analisadas em São Luís, evidenciando sua relevância econômica e cultural no Maranhão. Corroborando com esses dados, a vinagreira-verde foi uma espécie de destaque na alimentação escolar em São Luís, presente na merenda dos estudantes com uma frequência de 4 dias na semana. Espera-se que as informações coletadas no trabalho contribuam para a valorização de insumos regionais e de espécies não convencionais, servindo como subsídio para a patrimonialização do cuxá como bem cultural gastronômico imaterial maranhense.listelement.badge.dso-type Item , Presença, diversidade e valorização de leguminosas – com ênfase no feijão (phaseolus vulgaris l.) – no contexto da elitização gastronômica em Florianópolis (SC)(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-07-11) Salem, Letícia Lopes; Ribas, Liz Cristina Camargo; Ronchetti, Anita de Gusmão; Rotolo, Tatiana de Macedo Soares; https://orcid.org/0009-0008-2812-3690; http://lattes.cnpq.br/9750532274058797; http://lattes.cnpq.br/6211099401142316; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343As leguminosas, incluindo o feijão-comum da espécie Phaseolus vulgaris, são consideradas recursos alimentares altamente nutritivos, fontes de proteína de baixo custo quando comparadas às fontes de origem animal. Destaca-se que a grande maioria das espécies – excetuando-se a soja – são produzidas regionalmente pela agricultura familiar, contribuindo para a sustentabilidade, soberania e segurança alimentar. Contudo, observa-se uma certa discriminação desse recurso alimentar em estabelecimentos gastronômicos elitizados no Brasil. Dentro desse contexto, o presente trabalho analisou a presença e diversidade de leguminosas em cardápios de estabelecimentos considerados elitizados no município de Florianópolis (SC). A análise foi realizada de forma amostral (n=23; E=12%; p<0,05), dentro de um universo total de 33 estabelecimentos classificados como elitizados, conforme os critérios estabelecidos. Observou-se uma representatividade muito reduzida de leguminosas nesses cardápios, presente em apenas 6,5% (n=35) de todos os pratos comercializados (n=540), e normalmente utilizadas como insumo coadjuvante ou complementar dos pratos. Esse percentual foi menor para o feijão-comum seco: presente em apenas 1,7% (n=9) das produções. Dentre as leguminosas mais presentes, a ervilha teve destaque, estando presente em 52,2% dos estabelecimentos, enquanto que o feijão-comum seco ficou em segundo lugar, encontrado em 26,1% dos estabelecimentos. Observa-se que o feijão é um recurso alimentar de identidade nacional, que juntamente com as demais leguminosas deveriam ser mais valorizados, inclusive com a elitização gastronômica, contribuindo com a sustentabilidade do setor.listelement.badge.dso-type Item , Valorização de produtos com indicação geográfica: análise da indicação de procedência “linguiça Blumenau”(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-12-09) Ferreira, Elaine de Borba; Zanetti, Berenice Giehl; http://lattes.cnpq.br/4608666298202669; Cláudia Hickenbick; https://orcid.org/0000-0002-3330-9608; http://lattes.cnpq.br/8673528316865787; Serpa, Léo; https://orcid.org/0009-0004-7734-4204; http://lattes.cnpq.br/2009351060644839A presente pesquisa analisa a concessão da Indicação Geográfica da Linguiça Blumenau, reconhecida como Indicação de Procedência pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O estudo aborda a trajetória histórica, cultural e institucional do produto, cuja origem está relacionada à tradição alimentar dos imigrantes alemães que se estabeleceram na antiga Colônia Blumenau, em Santa Catarina. Adotou-se uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, fundamentada em revisão de literatura, análise documental e observações e relatos exploratórios de atores envolvidos no processo de reconhecimento da Indicação Geográfica. Os dados foram analisados de forma qualitativa, buscando articular o referencial teórico, os documentos institucionais e os relatos obtidos. Os resultados indicam que a concessão da Indicação Geográfica foi resultado de um esforço coletivo envolvendo produtores e entidades de fomento, fundamentado na valorização do saber-fazer tradicional, da identidade territorial e da notoriedade histórica do produto. Conclui-se que a Indicação Geográfica da Linguiça Blumenau se configura como um instrumento de reconhecimento do patrimônio gastronômico do Vale e Alto Vale do Itajaí, reafirmando a relação entre tradição, território e cultura alimentar.listelement.badge.dso-type Item , Potencialidades de desenvolvimento de bebidas psicobióticas com frutas da biodiversidade brasileira: uma análise baseada na literatura(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-07-08) Machado, Cláudia Pinto; Aplevicz, Krischina Singer; https://orcid.org/0000-0002-5297-0370; http://lattes.cnpq.br/7878143049518159; Giaretta, Andréia Gonçalves; https://orcid.org/0000-0002-6519-3822; http://lattes.cnpq.br/5723231871134092; Martins, Cristiany; https://orcid.org/0000-0002-6365-6862; http://lattes.cnpq.br/2613540614442671O termo psicobiótico inclui uma gama de substâncias que afetam o eixo microbiota-intestino- cérebro, mediado por bactérias. Os psicobióticos podem ser consumidos por meio de uma dieta saudável, suplementos e alimentos fermentados funcionais, trazendo melhorias significativas na saúde física e mental. Atualmente, há uma demanda crescente por produtos não lácteos e bebidas à base de frutas seriam uma alternativa ao consumo de derivados de leite. Adicionalmente, poucos produtos com propriedades funcionais probióticas de nossa sociobiodiversidade têm sido desenvolvidos, apesar da existência de frutas nativas com considerável viabilidade econômica. Desta forma, o presente trabalho teve o objetivo de avaliar o potencial do desenvolvimento de bebidas psicobióticas com frutos da biodiversidade sul brasileira a partir da análise da literatura científica sobre assunto. A metodologia das buscas seguiu a recomendação PRISMA para revisões sistemáticas. Os resultados indicaram que até o momento apenas duas cepas com características psicobióticas estão autorizadas para suplemento alimentar no Brasil, Lactobacillus helveticus R0052 e Bifidobacterium longum R0175. A partir do cruzamento de dados com as frutas usadas na preparação de bebidas probióticas e das espécies propostas pelo “Projeto Plantas para o Futuro”, sugeriu-se uma lista de frutas sul-brasileiras com potencial para o desenvolvimento de bebidas psicobióticas. Para tanto, foram incluídas frutas nativas que comprovaram sucesso na elaboração das bebidas probióticas, bem como aquelas do grupo botânico próximo, observando-se suas características físico-químicas. A utilização de matrizes vegetais como as frutas têm se demonstrado bem- sucedidos na produção de bebidas funcionais e embora as pesquisas com bactérias psicobióticas ainda sejam incipientes, mostram-se bastante promissoras.listelement.badge.dso-type Item , Diversidade de cactáceas com potencial alimentar no Brasil: uma revisão pioneira(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-07-10) Silva, Diego Batista Vieira da; Ribas, Liz Cristina Camargo; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343; Amaral, Fabiana Mortimer; https://orcid.org/0000-0002-8896-7157; http://lattes.cnpq.br/3655752919158642; Cabral, Luiz Otávio; https://orcid.org/0000-0002-5072-5638; http://lattes.cnpq.br/7563229160891997As cactáceas são plantas conhecidas como cactos, que apresentam uma ampla variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água, possuem composição nutricional e características físico-químicas importantes para uso alimentar, embora seu uso na alimentação humana permaneça pouco reconhecido no Brasil. O presente estudo teve como objetivos descrever e apresentar o potencial das cactaceaes como alimentos para gastronomia, fornecendo alternativas de diversificação alimentar, valorizando e incentivando seu uso em preparações culinárias, subsidiando o desenvolvimento de uma gastronomia sustentável para a população em geral e, também, alternativa de renda para agricultores familiares e comunidades tradicionais. Para isso, foi realizada uma pesquisa quantitativa eResumo em língua estrangeira (se houver) Palavras-chave Palavras-chave em língua estrangeira (se houver) qualitativa, de caráter exploratório, a partir de revisão bibliográfica, que abordou: (i) levantamento acerca de potenciais espécies nativas e exóticas no Brasil e (ii) considerações sobre a família Cactaceae e perspectiva de produção e uso na gastronomia. Como resultados, foram levantadas um total de 135 espécies nativas e 51 espécies exóticas com potencial alimentar, distribuídas em todo território brasileiro. Assim, observou-se que as cactáceas apresentam um grande potencial nutritivo na alimentação humana, destacando a gastronomia como uma importante parceira neste processo. Nesse segmento, indica-se a necessidade de investimento em estudos que convirjam para o desenvolvimento de tecnologias capazes de favorecer a produção e conservação de cactos, de modo a valorizar e incentivar seu uso em preparações culinárias, subsidiando o desenvolvimento de uma gastronomia sociobiodiversa.listelement.badge.dso-type Item , Sociobiodiversidade e soberania alimentar, um estudo de caso em três diferentes hortas comunitárias de belo horizonte(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-06-19) Trindade, Bruna Veloso; Medeiros, Jucelio Kulmann de; https://orcid.org/0000-0001-8775-7062; http://lattes.cnpq.br/5510493598241288; http://lattes.cnpq.br/4039118849668111; Medeiros, Jucelio Kulmann de; https://orcid.org/0000-0001-8775-7062; http://lattes.cnpq.br/5510493598241288; Guasso, Leonardo Zucuni; https://orcid.org/0000-0001-5065-2806; http://lattes.cnpq.br/2721998321242301; Rocha, Gabriel FerreiraAs hortas no meio urbano são símbolos da resistência ao modo de produzir tradicional e da alimentação mais saudável, entrando nas pautas públicas como promoção ao desenvolvimento ambiental e ecológico nas cidades. A cidade de Belo Horizonte, em meados nos anos 1996, começou a olhar para essas potencialidades, criando secretarias e subsecretarias para o desenvolvimento urbano agroecológico. As hortas comunitárias de Belo Horizonte são processos de lutas comunitárias, com pressão ao poder público, por direito a usufruir e recriar espaços inativos e transformá-los em locais de cultivo. No presente trabalho foram visitadas três hortas na capital, que apresentam três propostas agroecológicas e políticas diferentes, mas que têm em comum a promoção da agroecologia, consumo consciente, alimentação mais adequada e a mudança de vida dos membros da comunidade envolvidos. O objetivo da pesquisa foi analisar o impacto que as hortas comunitárias da cidade de Belo Horizonte têm na vida e na alimentação das comunidades que a usufruem. Entende-se que seus impactos ainda são pequenos pela sua potencialidade, e isto pode ser aumentado com maior inserção do poder público e divulgação, com incentivo de produção de PANCs e presença contínua nos espaços para avaliar e proteger sua permanência.listelement.badge.dso-type Item , Aceitabilidade sensorial de molhos tipo bechamel sem glúten elaborados com a macroalga kappaphycus alvarezii (doty) doty(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-06-23) Callegari, Cristina Ramos; Scheuer, Patrícia Matos; https://orcid.org/0000-0002-7057-7732; http://lattes.cnpq.br/6392317738489398; http://lattes.cnpq.br/0079411171288980; Scheuer, Patrícia Matos; https://orcid.org/0000-0002-7057-7732; http://lattes.cnpq.br/6392317738489398; Santos, Alex Alves dos; http://lattes.cnpq.br/2850994035479133; Ribas, Liz Cristina Camargo; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343O objetivo da pesquisa foi verificar a aceitabilidade sensorial de molhos tipo bechamel sem glúten, elaborados com a macroalga Kappaphycus alvarezii (Doty) Doty, visando o consumo em empreendimentos processadores de alimentos, restaurantes e escolas. Além de analisar a aceitabilidade de produções gastronômicas saudáveis, o estudo buscou como resultado ampliar oportunidades de mercado para produtores de macroalgas de Santa Catarina. A carragena originária desta alga é um dos hidrocolóides mais importantes para a indústria de alimentos. A utilização da biomassa da alga confere propriedades semelhantes à carragena isolada com a vantagem de preservar características nutricionais. O cultivo comercial no Estado iniciou em 2021, após autorização ambiental, como alternativa para diversificação da maricultura catarinense. Maricultores, chefes de cozinha e nutricionistas (n=21) avaliaram individualmente as amostras de cada molho através de escala hedônica e inseriram comentários em relação à aceitabilidade sensorial no formulário de avaliação. Os Resultados obtidos indicam que a K. alvarezii tem potencial para substituir farinha de trigo na receita do molho bechamel clássico a fim de oferecer molhos sem glúten que atendam às necessidades alimentares atuais, incluindo opção vegana. A verificação da aceitabilidade sensorial de produtos e preparações gastronômicas elaboradas com a alga é salutar para aplicações gastronômicas que podem ampliar as oportunidades de mercado para os produtores.listelement.badge.dso-type Item , Bijajica - cultura alimentar do litoral e da serra catarinense(Instituto Federal de Santa Catarina, 2023-06-23) Gregório, Fabiano Gonçalves Dias; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; https://lattes.cnpq.br/2833172504847123; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; Southgate, Alice N. Novaes; http://lattes.cnpq.br/3183278738102782; Ribas, Liz Cristina Camargo; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343Esta pesquisa investigou a influência alimentar e cultural de duas preparações gastronômicas do Estado de Santa Catarina que são conhecidas pelo mesmo nome, porém distintas entre si. Apresentou ainda, como elas impactam positivamente os indivíduos e suas respectivas regiões do estado, por meio do intercâmbio de costumes e tradições. A origem dos insumos utilizados e seus métodos de cocção se diferem, o que motivou a investigação de elementos que poderiam esclarecer os motivos das semelhanças e diferenças entre as duas receitas. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, por meio da qual foram realizadas entrevistas com informantes da população tradicional consumidora e produtora para se levantarem as particularidades sobre os saberes e o modo de fazer de diferentes atores. As diferentes Bijajicas foram identificadas como Bijajica Serrana e Bijajica do Litoral, nomes que fazem referência às localidades onde são consideradas como pratos típicos locais. A primeira vem da cultura tropeira da Serra de Santa Catarina e utiliza polvilho azedo e técnicas desenvolvidas ao longo do tempo. A segunda leva massa de mandioca em sua composição e se baseia nos saberes e fazeres oriundos dos povos originários que mantinham a cultura dos engenhos de farinhas do litoral. Ambas se caracterizam por serem iguarias substanciosas consumidas nos meses mais frios, durante os cafés da manhã e da tarde e evocam lembranças afetivas de familiares e amigos.listelement.badge.dso-type Item , Hábitos gastronômicos de Blumenau: identidade, cultura e território(Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-08-13) Althoff, Rafael Eduardo; Zanetti, Berenice Giehl; Serpa, Leo; https://orcid.org/0009-0004-7734-4204; http://lattes.cnpq.br/2009351060644839; http://lattes.cnpq.br/4608666298202669; https://lattes.cnpq.br/4793510178863716; Rocha, Fernando Goulart; https://orcid.org/0000-0002-3039-6443; http://lattes.cnpq.br/5970489631126191; Silva, Mariana Kilpp; https://orcid.org/0000-0003-4794-2911; http://lattes.cnpq.br/6395629068791353Este artigo investiga os hábitos alimentares contemporâneos e a identidade cultural gastronômica de Blumenau-SC, explorando a influência da cultura alemã e teuto-brasileira e a percepção da identidade gastronômica dos moradores. Para este estudo, foi adotada uma abordagem predominantemente etnográfica, complementada por pesquisa de campo, bibliográfica e documental. Os dados foram coletados através de observação direta extensiva e questionários estruturados para capturar aspectos quantitativos e qualitativos dos hábitos alimentares e da identidade gastronômica local. Os resultados refletem influências históricas e contemporâneas, tanto nos hábitos quanto na percepção identitária da gastronomia.listelement.badge.dso-type Item , Ostras da Ilha de Santa Catarina: uma análise turística da rota gastronômica do Ribeirão da Ilha(Instituto Federal de Santa Catarina, 2024-08-15) Schlickmann, Carolinne Thomazi Niehues; Losso, Flavia Baratieri; https://orcid.org/0000-0002-0014-6064; http://lattes.cnpq.br/2929919949556922; Ribas, Liz Cristina Camargo; https://orcid.org/0000-0002-0416-2387; http://lattes.cnpq.br/3693066998863343Localizada na região sudoeste da Ilha de Santa Catarina, o Ribeirão da Ilha é um importante destino turístico de Florianópolis. Muitos visitantes buscam o distrito por conta da sua história e gastronomia baseada especialmente em frutos do mar, com destaque para as ostras-do-pacífico, ali cultivadas. Esta pesquisa teve como objetivo principal analisar a rota gastronômica do Ribeirão da Ilha, demonstrando a importância da maricultura no desenvolvimento da região e do turismo na cidade, identificando os restaurantes especializados em ostras e atualizando os dados para futuras pesquisas. Para tanto, utilizou-se os métodos qualitativo, exploratório e descritivo, divididos em duas etapas: a pesquisa bibliográfica e documental, que buscou o embasamento teórico sobre maricultura, gastronomia e turismo; e, a coleta de dados primários, realizada por meio de questionário com os estabelecimentos gastronômicos que trabalham com ostras em seus cardápios. A pesquisa contou com 10 respondentes de uma amostra total de 16 estabelecimentos (n=10). Com os resultados, observou- se que a maricultura e a rota gastronômica apontam para o desenvolvimento turístico do Ribeirão da Ilha, proporcionando um aumento na qualidade de vida da população local, criando novas fontes de rendas e fixando a comunidade em sua região de origem. Também verificou-se a carência de iniciativas públicas para o fomento das atividades em análise, bem como, a ausência de dados que justifiquem toda e qualquer iniciativa do setor.listelement.badge.dso-type Item , A comunidade do Grêmio Cultural Esportivo e Recreativo Escola de Samba os Protegidos da Princesa e sua participação na identidade cultural gastronômica de Florianópolis – SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-12) Oliveira, Camila Dias Garcia de; Müller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; Rocha, Fernando Goulart; https://orcid.org/0000-0002-3039-6443; http://lattes.cnpq.br/5970489631126191; Silva, Mariana Kilpp; https://orcid.org/0000-0003-4794-2911; http://lattes.cnpq.br/6395629068791353A pesquisa busca compreender a participação da comunidade do Grêmio Cultural Esportivo e Recreativo Escola de Samba Os Protegidos da Princesa e sua participação na identidade cultural gastronômica de Florianópolis. O trabalho teve como objetivo geral realizar um levantamento dos pratos tradicionais que existiam no início da escola de samba (1948) e dos pratos tradicionais que existem (2024) na comunidade. Os objetivos específicos foram: pesquisar, junto à comunidade, como se dava a alimentação no período do início da escola de samba até os dias atuais e suas transformações; investigar o significado desta alimentação tradicional para a comunidade; apontar quais pratos foram preservados e quais não foram; indicar qual o prato que tem mais significado entre os membros da escola de samba e as dificuldades e facilidades da produção destes alimentos. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, a coleta e registro das informações aconteceram por meio de instrumento de entrevistas semiestruturadas e os x foram captados pelo método snowball ou "bola de neve". Os resultados apontaram que a feijoada, a galinhada, o carreteiro, o mocotó, o arroz e o feijão e a dobradinha são pratos preservados e presentes na cultura alimentar da escola de samba. Esses pratos estão ligados à resistência política de dar manutenção à cultura e aos saberes e fazeres afro- brasileiros em Florianópolis.listelement.badge.dso-type Item , A comunidade do Grêmio Cultural Esportivo e Recreativo Escola de Samba Os Protegidos da Princesa e sua participação na identidade cultural gastronômica de Florianópolis – SC(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-21) Oliveira, Camila Dias Garcia de; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; http://lattes.cnpq.br/6224626211468646; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; Rocha, Fernando Goulart; https://orcid.org/0000-0002-3039-6443; http://lattes.cnpq.br/5970489631126191; Silva, Mariana Kilpp; https://orcid.org/0000-0003-4794-2911; http://lattes.cnpq.br/6395629068791353A pesquisa busca compreender a participação da comunidade do Grêmio Cultural Esportivo e Recreativo Escola de Samba Os Protegidos da Princesa e sua participação na identidade cultural gastronômica de Florianópolis. O trabalho teve como objetivo geral realizar um levantamento dos pratos tradicionais que existiam no início da escola de samba (1948) e dos pratos tradicionais que existem (2024) na comunidade. Os objetivos específicos foram: pesquisar, junto à comunidade, como se dava a alimentação no período do início da escola de samba até os dias atuais e suas transformações; investigar o significado desta alimentação tradicional para a comunidade; apontar quais pratos foram preservados e quais não foram; indicar qual o prato que tem mais significado entre os membros da escola de samba e as dificuldades e facilidades da produção destes alimentos. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, a coleta e registro das informações aconteceram por meio de instrumento de entrevistas semiestruturadas e os x foram captados pelo método snowball ou "bola de neve". Os resultados apontaram que a feijoada, a galinhada, o carreteiro, o mocotó, o arroz e o feijão e a dobradinha são pratos preservados e presentes na cultura alimentar da escola de samba. Esses pratos estão ligados à resistência política de dar manutenção à cultura e aos saberes e fazeres afro- brasileiros em Florianópolis.listelement.badge.dso-type Item , Recheio alemão: contextualização de uma comida teuto-catarinense(Instituto Federal de Santa Catarina, 2025-02-14) Martins, Annelize Kretzer; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; Muller, Silvana Graudenz; http://lattes.cnpq.br/6730538100411069; Serpa, Léo; http://lattes.cnpq.br/2009351060644839; Kfouri, Tanes; http://lattes.cnpq.br/0519788800569981O ‘Recheio Alemão’ é uma preparação culinária teuto-catarinense, preparada a base de miúdos de frango, cozidos dentro de um saco de pano ou plástico ou dentro de uma galinha. Este artigo apresenta como objetivo contextualizar o recheio alemão dentro da cultura dos descendentes dos alemães em Santa Catarina e para isso será necessário investigar o quanto se conhece do preparo e do consumo, pesquisar as formas de transmissão desse conhecimento e averiguar as transformações ocorridas na receita e no consumo. Quanto à metodologia, trata-se de uma abordagem qualitativa. Para a coleta de dados primários, utilizou-se a técnica snowball, ou, bola de neve. Foram realizadas entrevistas com 25 sujeitos de pesquisa, tratando-se de pessoas de ascendência germânica, moradores ou nativos das cidades de Florianópolis, Antônio Carlos, São Pedro de Alcântara e Angelina, pertencentes à Grande Florianópolis em Santa Catarina. Pode-se concluir que os saberes e fazeres do preparo do Recheio Alemão foram, e ainda são repassados de geração a geração; e que, ainda faz parte dos hábitos alimentares locais dos municípios de São Pedro de Alcântara, Antônio Carlos e Angelina, cidades estas que mantém características teuto-brasileiras; e que em Florianópolis, apesar de ter recebido muitos imigrantes alemães, o Recheio Alemão já não aparece mais com relevância em sua confecção e consumo.
